segunda-feira, 9 de abril de 2012
Novo e de novo
sexta-feira, 29 de julho de 2011
De, Para...
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| eu que desenhei no paint! |
Encontrei essa carta em uma garrafa PET rosa na marginal do Rio Pinheiros ontem e tive que posta-la. Nós nunca saberemos qual o final dessa história, se Lívia entregou ou não essa carta a Vitor, ou se ele recebeu. Ou ainda... se foi ele quem jogou...
Enfim... Eu gosto de ficar com você porque você eh o único (ÚNICO) que consegue falar mais que eu e isso não me deixar entediada, embora eu sempre esteja louca pra falar, não consigo parar de te ouvir e de querer te ouvir. Não gosto de pensar que, por causa disso, eu gosto de ficar com você de uma maneira diferente que você gosta de ficar comigo, por que eu sinto que te conheço muito (você pode dizer que não, se quiser, pode ser que eu não conheça mesmo, só sinta isso), mas tenho certeza que você só conhece meu lado fraco e submisso.
Só te chamei pra ir ao cinema 1 vez e foi porque você estava ali online, conversando comigo, na hora em que vi o trailer do X Men que minhas amigas não iriam comigo. Nunca quis sair pra jantar, não queria sair de mãos dadas por ai com você, não, por que não tenho esse tipo de expectativa. Eu só queria ter certeza que não é possível só eu curtir tanto a gente junto, só juntos, tipo você com a cabeça na minha barriga falando sobre suas experiências ou eu deitada no seu peito ouvindo você respirar.
Mas o difícil de ter esse tipo de amizade é que alguém sempre se envolve, e nesse caso - obviamente – não foi você. Não foi sempre assim, não, viu... Durante os primeiros meses, pensava um pouco mais em você normalmente nos 3 dias de TPM e acaba rápido assim como veio, eu acho que era meio carência - também não era todo mês, às vezes eu pensava em outros caras, ou eu tava com outros caras.
Eu não sei se você sabe, ou lembra, que nos reencontramos depois de tanto tempo logo depois que terminei um namoro longo. E eu terminei meu namoro (não foi por causa de você), engatei outro, e terminei com esse outro no dia em que saímos pela 1ª vez... Desse dia algumas impressões de mim ficaram em você: que eu sou fácil e burra.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Se eu te amo ou confudo as coisas.
MixPod.com
O pior disso tudo é quando paro pra pensar que a culpa disso tudo é minha: talvez eu também não demonstre com medo de te perder, então se você pensa que não sinto nada especial por você, o que eu posso esperar em troca? Queria ser mais corajosa pra enfrentar esse sentimento, assim, de frente, porque a maioria das vezes acho que eu te amo, mas ainda não tenho certeza se não digo com medo de te perder ou por realmente achar que estou confundindo as coisas.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Vídeos de Felipe Neto - Não faz sentido
A vida perfeita realmente não existe (Você já viu Teen Cribs da MTV? É uma coisa ridícula!), mas a mídia continua entrando na cabeça dessas pessoas que precisam de alguma coisa pra se apoiar pra tentar passar por essa fase tão confusa que é a adolescência. Mas, na minha opinião, depois que passam dessa fase, já é tarde demais, o adulto formado já é aquele alienado que não sabe votar, criticar e compra tudo o que os comerciais dizem pra ele comprar - e acha que tem cultura porque "conhece" a cultura da Índia, divulgada na novela.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Madri, 27 de janeiro de 2010.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Kuthy,

Alguns dados sobre o planeta Terra: ele pesa quase tanto quanto você: 5974 quintilhões de toneladas. Ops, não tinha visto o resto, só o número (achei que era algo como 59 kg), esqueci desse detalhe (quintilhões de toneladas) então relaxa que falta muito pra você alcançar o peso da Terra.
A Terra se formou há cerca de 4,6 bilhões de anos, então, sempre que alguém te chamar de velha diga: ô, loco, a Terra tem 4,6 bilhões de anos e ainda tá super enxuta.
O planeta Terra está a 150 milhões de quilômetros do Sol. Vamos ser sinceros que 150 milhões de quilômetros é uma distância longe pra caralho, não é? E ele brilha o dia todo! Então, eu posso te comparar com toda certeza com o Sol. Ele não tá perto, mas como tem que aparecer, como quer aparecer, ele aparece com todo sacrifício. É muito foda aparecer, mas aparece. Você precisa e quer muito, então, como o sol que some no outro lado do mundo de noite, você deixa os ubatubanos perderem seu brilho por uns dias, para iluminar os nossos.
Você é meu sol e eu te dou essa galharufa para você não se esquecer disso. Você é meu sol que ilumina meu mundo.

domingo, 14 de setembro de 2008
Você não é o centro do mundo, mas te amamos

Antônia, boa tarde.
Estamos aqui reunidos, todos seus familiares e alguns amigos para te alertar de algo que anda nos chamando muita atenção. Para não te decepcionar falaremos o problema primeiro e depois nos explicaremos. Você não é o centro do mundo.
Sabemos que anda confusa, acabou de sair de um relacionamento confuso e com grandes tristezas e também sabemos que na sua idade as coisas ficam mesmo sem rumo. E para isso nós estamos aqui, para ajudar você a superar essa fase. O problema é que chegamos à conclusão que você está usando essa sua fase conturbada para se colocar como centro de tudo.
Na última sexta feira, seus amigos nos contaram que você gostaria de ter ido a um bar na Vila Mariana quando todos os outros estavam marcando de ir a Vila Olímpia há uma semana, e você ficou batendo o pé para ir onde você gostaria de ir e como todos prefiram outro lugar, você voltou para casa emburrada.
Naquele fim de semana do aniversário do Caetano que todos fomos à casa de sua tia Martinha, se lembra da briga? Você queria voltar para casa mais cedo e eu e sua mãe não queríamos e ficou reclamando o tempo inteiro e até inventou uma dor de estômago – nós sabemos que você anda inventando outros tipos de dor, também -. Para você saber, seu primo Caetano e sua tia Martinha ficaram muito magoados com sua atitude, você não é mais criança e age como se fosse muitas vezes.
Estamos preocupados com você, para sermos sinceros. Perdoe-nos a franqueza, mas você está ficando muito inconveniente, pois está sempre querendo atenção e quando não a tem fica com uma cara amarrada que acaba com nossos programas. Ouvimos você dizer que a Ju, sua melhor amiga, está chata e agindo diferente, nós continuamos os mesmos de sempre, quem mudou foi você. Sempre escutamos as propostas de todos nós, mas ultimamente você anda querendo chamar atenção e não gostamos disso.
Espero que tenha entendido o que queremos dizer, você não tem muita escolha e não nos odeie. Se romper com todos seus familiares e amigos, terá que encontrar outra família e amigos, e não queremos isso.
Nós te amamos muito e não queremos que você fique brava conosco, mas achamos melhor contar isso para você, caso não tenha percebido. Olha, nós te perdoamos se você assistir um filme hoje conosco, aceite, por favor, depois você escolhe onde iremos comer.
Beijos, pai, mãe, irmãos e de sua turma do 3º ano do colégio.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Depoimento no orkut de um idiota

domingo, 6 de janeiro de 2008
Sobre errar

Querida amiga Giulia,
Obrigada por me alertar sobre o que é ser jovem, acho que eu havia esquecido isso. O problema era essa minha mania de querer fazer tudo o mais certo possível e isso estava me deixando maluca. Quando você me disse que ainda somos jovens e temos direito de errar, eu te disse que eu nunca tinha parado para pensar nisso, lembra? Pois é... Agora eu penso.
Finalmente, eu entendi o que você quis dizer quando se referiu a sermos jovens. Sempre achei que qualquer tropeçada que eu desse decepcionaria a todos que me amam, principalmente meus pais. O pior é que sempre parece mesmo que isso acontece, mas eu não entendia que era apenas uma frustração fugaz e não faz com que a confiança que as pessoas têm em mim diminua e no outro dia tudo volta ao normal.
O meu conceito não foi formado a troco de nada. Algumas vezes em que eu menti ou errei feio, acabei perdendo a confiança de muita gente, algumas me perdoaram e outras ficaram pra trás. Talvez eu até já tenha errado com você, mas você sabendo de nossa eterna condição me perdoou. Talvez todos os outros possam me perdoar também.
É claro que não posso ficar dando essa desculpa por tudo o que faço de errado, muito menos esperar que não seja castigada por isso, mas eu descobri que quanto mais jovem a gente é ao cometer certo erro, menos teremos que pagar por ele. Talvez por termos mais tempo para corrigir ou por não conhecer todos os métodos de esconder os erros – quero dizer, se não tem ninguém para ouvir a árvore caindo no meio da floresta, ela não deve fazer barulho, né?! – ou ainda, a falta de experiência, talvez esse seja o fator mais importante.
Eu já cometi muitos erros e sempre os assumi (e isso mostra o quanto madura eu sou). Eu achava que sempre era perdoada por tentar errar o mínimo possível e que as pessoas sentiam essa energia vinda de mim. Quantas vezes eu não chegava arrependida pedindo desculpas achando que eu estava com o moral baixo, mas ao conversar com a pessoa, descobria que não precisava me envergonhar tanto. Você deve se lembrar do dia em que eu fiz uma baita besteira na escola quando eu estava no último ano e ao pedir desculpas para a nossa diretora ela simplesmente me disse: “você errou sim, mas adolescente é assim mesmo, faz besteira, só não faça isso com freqüência.” Algo assim, se lembra?
Com meus pais, é muito pior! Por eu estar há quase 21 anos com eles, a quantidade de besteira é mil vezes maior. Já menti, errei, continuei errando, descobri novos erros, cometi antigos erros que não deveria cometer e ainda erro sem parar, mas eles nem ligam! Tá, é obvio que não é assim também “eles nem ligam”, ligam sim. Minha mãe chora de nervoso e meu pai fica sem falar comigo durante duas ou três horas. Só que depois que o nervoso passa, eles percebem que há mancadas piores e que meus erros são apenas erros de jovens. Daí vem a parte chata de errar, porque eles vêm conversar comigo e corrigir meus erros com comentários paternais. Como seus pais agem? São assim também? Porque eu considero meus pais muito ponderados e eu gosto disso, acho que eu tenho sorte.
Dizem que eu penso muito nas coisas, nos erros principalmente, e já me alertaram que não é tão bom assim. Eu percebi que eu vou construindo monstros dentro de mim e quando eu vou enfrentá-los vejo que não eram tão grandes, não tinham garras e nem babavam. Então, entendi que não preciso me preocupar tanto com alguns tipos de erros.
Depois do dia que conversamos e você me disse isso, estou vivendo muito melhor e sem peso na consciência. Obrigada por tudo. Espero que você tenha entendido tudo o que eu quis dizer. Falando em me entender, você sabe aquele vestido preto que você me emprestou para eu ir àquela festa de formatura? Então, onde foi mesmo que você comprou? Sabe o que é... Terei que comprar um novo pra você.
Beijos, Gabi.





