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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Novo e de novo

Eu só te vejo de longe, de longe, de muito longe. Percebo quieta suas expressões. Se olha na minha direção, não me vê. Desvio o olhar, pra não correr o risco de cruzar com o seu. Disfarço, finjo mexer no cabelo. Meu sorriso te dou de graça, mas você não aceita, nem percebe. Fujo, fujo, me aproximo, nem percebe. Tento chamar sua atenção que estou olhando para outro lado, para outro sorriso, sem sucesso. Nem percebe, é distante. Nunca ouvi sua voz, que agonia em não saber seu tom de voz ao falar... principalmente se for comigo. Entre nossas listas de interesses, os suficientes para nos completar, justo na fronteira de compartilhar a diversão e conhecer a novidade, certeza. Mas como perseverar, convencer? Que argumentos? Já tentei de tudo. Até que comecei a sentir arrepios ao saber que algo inesperado havia acontecido. E decidi sumir, antes de aparecer, por assim dizer. Nunca vou saber se iria ou não. Desaparecer é fácil, basta que eu pare de insistir com você.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

De, Para...

eu que desenhei no paint!


Encontrei essa carta em uma garrafa PET rosa na marginal do Rio Pinheiros ontem e tive que posta-la. Nós nunca saberemos qual o final dessa história, se Lívia entregou ou não essa carta a Vitor, ou se ele recebeu. Ou ainda... se foi ele quem jogou... 

"Vitor,

Tô com saudade de tomar sol e ficar com aquela marquinha de biquíni que você acha linda. Tô com saudades também do meu cabelo grande que sei que você gosta. Eu gosto de ouvir Nirvana, Titãs e I Gotta a Feeling e pensar em você. Queria te encontrar muito chapado de novo em uma balada e ter certeza que você está com vontade ficar comigo, mesmo disfarçando - você pode não lembrar, mas eu sei que isso aconteceu - apesar de, claro, você ter mais opções e prioridades.

Eu disse que não gostava, mas nunca pedi pra você parar de me ligar de madrugada, a verdade é que eu queria ouvir sua voz o tempo todo.  Você é a única pessoa que eu quero procurar e conversar muito sobre futebol, principalmente quando eu tô brava porque o Corinthians perdeu.  Mas ok, você deve achar que eu não sei nem o que é impedimento, o que na verdade eu sei sim e sei desde meus 11 anos de idade. Sério, tem vezes que eu sinto que nenhum corintiano me deixaria mais animada do que você depois de uma eliminação na Libertadores ou 1ª derrota no brasileiro. Como no domingo, que foi o meu 1º brasileiro dessa temporada. E olha... Eu não gosto que me zoem, mas mesmo assim eu tive uma vontade enorme de te ver no domingo. Futebol é só um dos motivos pra eu curtir a ideia (eu+você): Imaginar (e só imaginar!!!) que esse assunto podia ser um tema que rendesse entre nós.


Enfim... Eu gosto de ficar com você porque você eh o único (ÚNICO) que consegue falar mais que eu e isso não me deixar entediada, embora eu sempre esteja louca pra falar, não consigo parar de te ouvir e de querer te ouvir. Não gosto de pensar que, por causa disso, eu gosto de ficar com você de uma maneira diferente que você gosta de ficar comigo, por que eu sinto que te conheço muito (você pode dizer que não, se quiser, pode ser que eu não conheça mesmo, só sinta isso), mas tenho certeza que você só conhece meu lado fraco e submisso.

Eu me sinto meio (muito) babaca quando eu cedo as suas vontades, quando eu sou exatamente isso, fraca e submissa. Eu achava que não tinha problema eu ser assim às vezes desde que eu soubesse que era apenas com o meu consentimento e sob meu controle. Só que eu não sou assim, queria que você soubesse, nem fraca, nem submissa (uma das provas é essa carta, que eu tive que juntar a maior força do mundo – e um pouco de hormônios alterados – para ter coragem pra dizer tudo isso).


Só te chamei pra ir ao cinema 1 vez e foi porque você estava ali online, conversando comigo, na hora em que vi o trailer do X Men que minhas amigas não iriam comigo. Nunca quis sair pra jantar, não queria sair de mãos dadas por ai com você, não, por que não tenho esse tipo de expectativa. Eu só queria ter certeza que não é possível só eu curtir tanto a gente junto, só juntos, tipo você com a cabeça na minha barriga falando sobre suas experiências ou eu deitada no seu peito ouvindo você respirar.

Não tenho intenção de te namorar, nunca tive, não queria que pensasse que estou envolvida emocionalmente, apesar de, claramente, estar. Eu me sinto muito idiota em te dizer isso por carta e não na cara, mas tenho alguns motivos pra isso... Eu nunca consigo falar o que sinto, já tentei, mas você me apavora. E por que... Eu nunca quis perder o único tempo que a gente passa juntos (o pouquíssimo tempo) estragando tudo... “Tudo” eu quero dizer o que a gente vem tendo nesses últimos meses: amizade colorida.


Mas o difícil de ter esse tipo de amizade é que alguém sempre se envolve, e nesse caso - obviamente – não foi você. Não foi sempre assim, não, viu... Durante os primeiros meses, pensava um pouco mais em você normalmente nos 3 dias de TPM e acaba rápido assim como veio, eu acho que era meio carência -  também não era todo mês, às vezes eu pensava em outros caras, ou eu tava com outros caras.

Ah, e uma vez morri de ciúme quando vi você e sua namorada no ônibus, vocês subiram no ponto que eu desci... Mas senti ciúme, mas nada de mais... Quer dizer, eu desci do ônibus na chuva e quase escorreguei, mas acho que a culpa foi do chão, é, acho que foi.

Mas aí, nas últimas semanas, admito... Tá difícil... De um tempo pra cá você foi o único que eu fiquei e talvez seja por isso que eu faça tanta questão de não desperdiçar seus convites pro role.

Agora que você já sabe de tudo e que provavelmente eu estraguei qualquer chance ficar com você da maneira que costumavamos ficar, quero dizer que eu sinto muitíssimo por termos começado como começamos. 


Eu não sei se você sabe, ou lembra, que nos reencontramos depois de tanto tempo logo depois que terminei um namoro longo. E eu terminei meu namoro (não foi por causa de você), engatei outro, e terminei com esse outro no dia em que saímos pela 1ª vez... Desse dia algumas impressões de mim ficaram em você: que eu sou fácil e burra.

Fácil por que eu fiquei com você logo de cara. Burra por que eu demorei 3 horas pra encontrar o ponto de ônibus mais próximo. Só faltava eu ser gostosa pra completar o “fácil, burra e gostosa”, mas fico devendo essa.

Só que o lance é que eu não sou fácil nem burra. Gosto de sair e beijar quando eu quero, ou quando tô podendo, mas não dou mole pra qualquer um. Por isso evito ficar bêbada, eu gosto de fazer o que eu faço consciente. Eu gosto de lembrar depois do que eu faço.

E burra, ah, nem entrarei no mérito. Só que já sei, já sei que você me vê como uma amiga colorida. Eu queria continuar te vendo assim também, como antes. A verdade é que desde que não namoro mais, eu sinto vontade de ter um amigo colorido, alguém que fosse legal suficiente pra eu não enjoar e que nos dessemos bem suficientemente pra querer de novo – e alguém para NÃO me envolver.

Então, já que me envolvi e isso tá me fazendo ficar chateada, eu resolvi abrir meu coração, dizer a verdade e tentar seguir em frente, mas que você saiba de tudo... Peraí... Tuuuuudo não, por que tem mais coisa, mas não quero dar uma de maníaca stalker.

Enfim, é isso. Sei que a gente tinha que só ficar e ser amigo pra sempre, mas sei que um dia você não vai mais me querer de qualquer maneira, então é melhor que eu seja sincera e ponha um ponto final nisso antes que você o faça e eu fique mais triste.

Se eu pudesse escolher, escolheria não ter me apaixonado no meio do caminho.

Beijos, Lívia"




queria saber como foi o 
FIM
dessa história.
Se você conhece a Lívia e/ou Vitor, comente nesse post.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Se eu te amo ou confudo as coisas.





MixPod.com

Divina Comédia - Scracho 
(pra tirar um pouco o peso da história)
Preciso dizer que te amo - Cazuza 
(pra colocar o devido peso que o texto merece)


             Já faz um tempo tenho tantas saudades... Nunca pensei que passaria todo esse tempo pensando em você... Penso no que fomos e no que nos tornamos. Tenho lembranças e meu maior medo é de só eu tê-las. É só quando eu sinto falta de alguém pra me abraçar, verifico ser tão difícil encontrar alguém como você. Se eu pudesse te ligar pra ouvir sua voz dizendo que em 10 minutos estaria aqui... Quando foi a última vez? Sempre finjo que não lembro, como se fosse possível esquecer.

              Lembro também da primeira – aquelas lembranças que parecem ser só minhas. Foi quando me pediu minhas anotações da aula. Fiquei com vergonha. Eu não poderia mostrar minhas coisas. Você era tão mais inteligente, eu ficaria com vergonha quando você percebesse que eu não havia anotado nada que ainda não soubesse; e depois porque a cada três páginas tinha um desenho seu. Não que eu fosse a melhor desenhista, mas a barba meio mal feita de adolescente e o seu cabelo lisinho não enganavam, nem no pior desenho. Acho que até hoje você não sabe disso. Foi por isso que eu não emprestei. Fique sem saber, mas é por isso que desde lá me acha egoísta. Sempre achou e disse isso.

              É estranho demais...  Que sentimento é esse? Pensar em você me faz entender que eu não encontrei alguém porque você é tudo o que sempre quis, tudo o que eu sempre tive, mas ao mesmo tempo, tudo o que eu nunca pude assumir. Não sei, pensar em você como o cara pra mim, me faz pensar que eu sou muito pouco pra você.

              Eu sei que já falamos disso, que eu sempre fujo dos meninos que gostam de mim ou termino um relacionamento que inevitavelmente se tornará sério pelo simples fato de eu não gostar de namorar... Lembro que você me disse que não era saudável, mas não disse isso me pedindo em namoro nem nada, só conselho de amigo. Você podia tentar, poderia se surpreender com a resposta. Mas é nessa de sermos amigos que meu coração se destroça. Se a única pessoa com quem eu quero estar de verdade e pra sempre é você, pra que dizer que estaria bem me enganar com os outros? 

              A verdade é que não me apaixonaria nunca o suficiente pra namorar outra pessoa. Poucas vezes eu sinto que nem por você é amor de verdade. As outras vezes, a maioria, tenho certeza absoluta que é. Mas de você não sinto mesmo, como posso assumir? De vez em quando até me iludo quando pede pra eu ficar mais ou me leva pra casa dirigindo com uma mão no meu joelho e diz que comigo que é bom estar... Será que você sabe que não precisa dizer essas coisas pra me ter? Por que ao mesmo tempo que diz isso e sinto sinceridade, também sinto certa frieza, como se eu fosse mais uma pra você. 

              É devastadora a sensação de estar apaixonada. Ainda mais apaixonada por você. Eu tento procurar caras legais, mas eles parecem todos iguais, todos nada a ver. Pelo menos se eu estivesse com alguém, te faria sentir ciúme? Ah, que besteira! Eu já tentei isso uma vez, não deu certo, acho. É que você não demonstra. Nem demonstra que quer e nem que não quer. Assim fica um pouco difícil saber. Que droga, me dá um sinal.

              O pior disso tudo é quando paro pra pensar que a culpa disso tudo é minha: talvez eu também não demonstre com medo de te perder, então se você pensa que não sinto nada especial por você, o que eu posso esperar em troca? Queria ser mais corajosa pra enfrentar esse sentimento, assim, de frente, porque a maioria das vezes acho que eu te amo, mas ainda não tenho certeza se não digo com medo de te perder ou por realmente achar que estou confundindo as coisas.

(u)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Vídeos de Felipe Neto - Não faz sentido



  

           Esse Oi!! é pro Felipe Neto, e esse Oi!! é pro pessoal que sempre tá aqui e gosta do meu blog :)

Primeiro me apresentar - pro Felipe, porque vocês já me conhecem -, pra ele não achar que eu sou uma pessoa nada a vê que só quer chamar atenção (EU! ME OLHA, ME OLHA! EU!) dele porque ele é bonitinho (??? -não tenho opinião sobre isso) e tá ficando famosinho (!!!) :

Eu tenho 22 anos, estudo jornalismo em Madrid, Espanha (só esse ano, intercâmbio), sou brasileira e paulista e (tento ser) escritora. Esse blog é direcionado a adolescentes e tento abrir um pouco a cabeça deles (mais direcionado ainda a meninas, mas...), mais ou menos como você fez nos três últimos vídeos, mas de maneira diferente, já que tento me aproximar pelo carinho e não pela zoação.

Ah, e meus textos são a maioria literário, acho, mas eu pesquiso bastante e tento conhecer melhor a cabeça dos adolescentes e estou estudando pra tentar - a maneira ainda não sei - mudar um pouco esse cenário ridículo que estão os meios de comunicação atuais.

Eu sou muito crítica também em relação a tudo isso. Eu assisti seus três últimos vídeos (coloridos, sub celebridades e colírios), e você tem a mesma linha de raciocínio que eu, mas eu sou um pouco menos dura :P

Eu penso muito nos adolescentes e em como mudar a situação atual, acho que melhorando a capacidade intelectual do adolescente, em poucos anos os adultos serão mais inteligentes (causa x efeito), mas ainda estou refletindo qual seria o processo.

No vídeo sobre os Colírios faltou falar que agora tem uma super moda entre os meninos de 14 anos que é pra ver quem é o mais bonito do Brasil – eles são os atuais Colírios da revista Capricho -. A competição é pelo site da revista (p*** influência 1) e ela e a MTV (p*** influência 2) vão eleger os padrões “magrinhos, cabelinho, biquinho e solteiros” fazerem parte de sei lá o que da Vida de Garoto.

Acho que as meninas gostam porque os meninos estão mais vaidosos. E os meninos porque agora e até os mais feiosinhos podem se esconder atrás daqueles óculos gigantes e podem fazer photoshop na foto pra parecerem mais bonitos do que realmente são no avatar do twitter. Ah, e como eles moram em Coelho Neto – MA, ninguém vai saber a real beleza dele, se eles não quiserem.

Hum... Talvez as meninas estejam pensando que agora existem mais príncipes encantados do que antes, só porque antes o normal dos meninos era estar suados depois do futebol, já que agora eles estão intocavelmente lindos e sem espinha, com cabelo liso e sem pizza na manga da camisa.

Você fez muitas críticas e eu concordo com a maioria delas, mas uma coisa que eu penso é que o problema não é o público gostar dessas coisas, porque público gosta de tudo mesmo, o problema real é não parar pra pensar porque gostar. Eu tenho uma teoria, vamos ver se você concorda comigo: Publicidade. (Dã, você deve estar pensando) Há, claro.

As pessoas gostam do que a publicidade escolhe pra eles gostarem. Você acha que alguém vai pensar em ser fanática por três meninos - iguaizinhos os que estudaram comigo no colégio, que tem em qualquer lugar - porque eles fizeram alguma coisa? Olha, Federico apareceu porque fez uma performance toda romântica numa sala de aula, um pedido de namoro. Fofo era, ainda mais por ser vida real, mas pronto, acabou. Acabou?

Deveria ter acabado. Não tem que ter mais história. É a mesma coisa de um canal contratar aquele menino que o saiu do dentista super dopado pra apresentar programa de televisão. Mas a Capricho sempre me surpreende. Ela foi buscar lá em Balneário Camboriú e transformou um menino bonitinho normal em uma pseudo celebridade (ou sub) GOSTOSA (Te juro! Ele é considerado gostoso. Porque você acha que ele aparece sem camisa? Porque? Apelo SEXUAL!) como os outros meninos e bandas coloridas, Big Brother, Lady Gaga e outras tantas modinhas que conhecemos por aí.

No vídeo sobre os colírios - vida de garoto - você disse que eles produziram a série. O que me deixa MAIS revoltada é que não foram ELES que produziram! O que é pior. Porque se fosse um vídeo tosco de três meninos nada a ver sem nada pra fazer, tudo bem, youtube tá aí pra isso mesmo. Mas o problema é que houve um investimento tempo/dinheiro da revista Capricho - a revista adolescente de maior influência no Brasil. Sim. Eles têm contrato com a Capricho, eles ganham pra fazer isso. Empresas (como a do desodorante) pagam para sua marca estar nisso.

No começo, quando a Capricho lançou no site a Vida de Garoto eu achei a proposta interessante. Eu pensei que os meninos iam dar depoimentos sobre a vida deles para as meninas (que são o público alvo da Capricho) aprenderem a lidar melhor com eles. Então Federico, Dudu e Caíque apareceram (nem importa da onde) pra isso, teoricamente. Só que eles começaram a ser os 'gatenhos' da vez que você citou no vídeo - muito bem citado, inclusive - e tudo acabou. O espaço que era uma tentativa de meninas entenderem um pouco mais o universo masculino se acabou.

Eu também assisti a webserie Vida de Garoto por curiosidade quando lançou o 2º episodio, e quando eu vi, pensei a mesma coisa que você. Mas eu não sei se você reparou, mas os protagonistas NÃO são Dudu, Federico e Caíque, os protagonistas foram o iPhone, Nike, Nívea (desodorante), Íntimus (absorvente interno e lenço íntimo umidecido), um netbook (sem marca, só o 'estilo de vida na moda - netbook'), All Star (tênis), Pão de Açucar (mercado), Mc Donald's (...), Ekco (marca de roupa), Escuna Galápagos Turismo Náutico (serviço) em Riviera São Lourenço (mais moda, estilo de vida), a vida ideal que as pessoas tem que tentar conseguir e uma discutível a perfeição. Você não reparou nisso? Foi a primeira coisa que eu reparei! Uff.. Com tantas coisas, os meninos e as meninas pra mim, foram MEROS COADJUVANTES. Ou seja, quando a gente perguntar o que esses meninos fazem, eles não vão responder que são só gatenhos, eles podem dizer: “vendemos produtos, serviços e estilo de vida”. Talvez as pessoas não vão pensar "eu quero ISSO porque os colírios apareceram usando isso no vídeo", mas isso FICA NO INCONSCIENTE... Sabemos muito bem como funciona o merchandise.

Eu estou fazendo um trabalho sobre isso, mais ou menos, e tenho analisado cada coisa que se vende pra adolescente que você não tem uma idéia. O mundo está como está porque os meios de comunicação em massa não têm preocupação nenhuma com o desenvolvimento intelectual dos adolescentes, mas sabem que JÁ são ótimos compradores.  Eles não têm INTERESSE em desenvolver intelectualmente os jovens para os futuros adultos serem facilmente manipulados.


A vida perfeita realmente não existe (Você já viu Teen Cribs da MTV? É uma coisa ridícula!), mas a mídia continua entrando na cabeça dessas pessoas que precisam de alguma coisa pra se apoiar pra tentar passar por essa fase tão confusa que é a adolescência. Mas, na minha opinião, depois que passam dessa fase, já é tarde demais, o adulto formado já é aquele alienado que não sabe votar, criticar e compra tudo o que os comerciais dizem pra ele comprar - e acha que tem cultura porque "conhece" a cultura da Índia, divulgada na novela.

Foi uma ótima colocação dizer que somos nós que damos um UP para essas coisas idiotas, se pararmos de procurar, eles vai parar de vincular. Mas parece que não tem uma ponta, não dá pra saber muito bem por onde começar a mudar. Concordo com - quase - tudo o que você falou e por isso divulgo aqui no meu blog os seus vídeos e por não achar suas coisas idiotas que eu tô dando um UP (eu também não clico em "clima esquenta em BBB. Assista o vídeo" e, mesmo que eu tenha querido muito ano passado, não pedi de presente de natal um Samsung Corby mesmo eu tendo sido bombardeada e quase seduzida pra isso, porque no final eu penso e NÃO PRECISO DE UM CORBY!)

Passam mil coisas na minha cabeça, mas vou tentar fazer algo pra mudar, porque aprendi desde cedo que só podemos criticar se temos alguma solução pro problema. O que você sugere? Eu que estudo jornalismo vou tentar mudar nesse quesito. Meu - tipo - sonho é juntar cabeças críticas, inteligentes, indignadas e pensantes pra tentar descobrir alguma fórmula pra ir contra essa cruel realidade que hoje existe no mundo: de pessoas burras e passivas.

Eu não tenho nada contra esses meninos e sim contra a mídia, eles só estão aproveitando uma chance de se divertir um pouco, mas uma coisa me fez pensar:

No twitter:
@felipeneto: Não suporto gente que só fica famosa(o) pq tem o pai certo, ou a mãe certa, ou o marido certo. Consiga sozinho, fedaputa! Hunf.
@eduardosurita: @felipeneto se cheguei aqui hoje, nao teve absolutamente nada a ver com o meu pai. NADA. ele ate ja falou em entrevista.
@gabi_blog_br: Ok que não teve a ve com seu pai, mas ONDE vc chegou, Dudu? @eduardosurita

Eu sei que esse post ficou um pouco diferente do normal, mas é uma visão crítica minha.

Felipe, parabéns pela iniciativa,

Gabi.

Obs.:  você podia muito bem ter dito torcer pro Corinthians, porque sem dúvida, é uma das coisas mais deliciosas que existem no mundo, você não sabe porque não deve ser, mas é. ;)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Madri, 27 de janeiro de 2010.



Oi, demorou mas finalmente chegou alguma notícia minha. Deixei seu endereço pendurado na parede do meu quarto pra quando eu tivesse um tempo, lembrar de enviar essa carta. Mas realmente não foi preciso deixar esse papel para que eu lembrasse de você...

Na minha cabeça você aparece sempre, as vezes porque eu penso em você e no pouco que passamos juntos, outras vezes minha cabeça transformava qualquer outro homem em você se ele tinha o seu tamanho, sua barba por fazer e corte de cabelo igual ao seu... Olhava apaixonada pra ele, devo até ter sorrido pra um, pensando que sorria pra você. Mas quais as chances de ser realmente você, eu pensava... Nenhuma! Então minha mente frustrada voltada a ver o rapaz que era realmente e em nada parecia você a não ser o tamanho, a barba por fazer e o corte de cabelo.

Eu não sei como fui me envolver tanto com você em tão pouco tempo. Eu lutei contra qualquer coisa que eu pudesse senti por qualquer um, eu sabia que ia sofrer. Corri de homens charmosos e me escondi de alguém que disse que havia gostado de mim. Eu sabia que a separação ia ser dolorida. Apaixonada as coisas são muito mais difícieis. A separação é bem mais difícil. Ainda não entendi mesmo como é que pude me envolver tanto com você. Corri de amores possíveis que iam até ter futuro, mas hoje estou assim, desse jeito, pensando em você toda hora, no outro lado do mundo.

Não importa quantos meninos bonitos ou interessantes que apareçam no meu caminho parece que sempre estarei esperando por algo mais, coisas como as que aconteceram com a gente. Se algo parecido aparecer eu me jogo, se não, talvez não valha a pena. Sou assim, escolho em quais sentimentos me jogar, se não quero corro. Mas do que adianta correr? Conheci você e logo corrri, mas nunca imaginei que fosse sentir isso tão rápido e estando tão longe.

E é por isso que eu estou escrevendo essa carta. Não consigo pensar em como será minha volta se eu não tiver você pra abraçar e sentir o toque. Aquele toque que pouco conheci, mas a risada que adorei ouvir. O sorriso que adorei ver. E fazia toda hora você rir, e não entendi porque, mas eu entendo. Era pra guardar na minha memória enquanto eu estivesse longe, pra quando eu voltar, poder reconhecer se te ver andando na rua.  

Apaixonada por você, de Madri.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Kuthy,



Alguns dados sobre o planeta Terra: ele pesa quase tanto quanto você: 5974 quintilhões de toneladas. Ops, não tinha visto o resto, só o número (achei que era algo como 59 kg), esqueci desse detalhe (quintilhões de toneladas) então relaxa que falta muito pra você alcançar o peso da Terra.

A Terra se formou há cerca de 4,6 bilhões de anos, então, sempre que alguém te chamar de velha diga: ô, loco, a Terra tem 4,6 bilhões de anos e ainda tá super enxuta.

O planeta Terra está a 150 milhões de quilômetros do Sol. Vamos ser sinceros que 150 milhões de quilômetros é uma distância longe pra caralho, não é? E ele brilha o dia todo! Então, eu posso te comparar com toda certeza com o Sol. Ele não tá perto, mas como tem que aparecer, como quer aparecer, ele aparece com todo sacrifício. É muito foda aparecer, mas aparece. Você precisa e quer muito, então, como o sol que some no outro lado do mundo de noite, você deixa os ubatubanos perderem seu brilho por uns dias, para iluminar os nossos.

Você é meu sol e eu te dou essa galharufa para você não se esquecer disso. Você é meu sol que ilumina meu mundo.

domingo, 14 de setembro de 2008

Você não é o centro do mundo, mas te amamos


Antônia, boa tarde.

Estamos aqui reunidos, todos seus familiares e alguns amigos para te alertar de algo que anda nos chamando muita atenção. Para não te decepcionar falaremos o problema primeiro e depois nos explicaremos. Você não é o centro do mundo.

Sabemos que anda confusa, acabou de sair de um relacionamento confuso e com grandes tristezas e também sabemos que na sua idade as coisas ficam mesmo sem rumo. E para isso nós estamos aqui, para ajudar você a superar essa fase. O problema é que chegamos à conclusão que você está usando essa sua fase conturbada para se colocar como centro de tudo.

Na última sexta feira, seus amigos nos contaram que você gostaria de ter ido a um bar na Vila Mariana quando todos os outros estavam marcando de ir a Vila Olímpia há uma semana, e você ficou batendo o pé para ir onde você gostaria de ir e como todos prefiram outro lugar, você voltou para casa emburrada.

Naquele fim de semana do aniversário do Caetano que todos fomos à casa de sua tia Martinha, se lembra da briga? Você queria voltar para casa mais cedo e eu e sua mãe não queríamos e ficou reclamando o tempo inteiro e até inventou uma dor de estômago – nós sabemos que você anda inventando outros tipos de dor, também -. Para você saber, seu primo Caetano e sua tia Martinha ficaram muito magoados com sua atitude, você não é mais criança e age como se fosse muitas vezes.

Estamos preocupados com você, para sermos sinceros. Perdoe-nos a franqueza, mas você está ficando muito inconveniente, pois está sempre querendo atenção e quando não a tem fica com uma cara amarrada que acaba com nossos programas. Ouvimos você dizer que a Ju, sua melhor amiga, está chata e agindo diferente, nós continuamos os mesmos de sempre, quem mudou foi você. Sempre escutamos as propostas de todos nós, mas ultimamente você anda querendo chamar atenção e não gostamos disso.

Espero que tenha entendido o que queremos dizer, você não tem muita escolha e não nos odeie. Se romper com todos seus familiares e amigos, terá que encontrar outra família e amigos, e não queremos isso.

Nós te amamos muito e não queremos que você fique brava conosco, mas achamos melhor contar isso para você, caso não tenha percebido. Olha, nós te perdoamos se você assistir um filme hoje conosco, aceite, por favor, depois você escolhe onde iremos comer.

Beijos, pai, mãe, irmãos e de sua turma do 3º ano do colégio.



quarta-feira, 9 de abril de 2008

Depoimento no orkut de um idiota


Depoimento:

            Guilherme, bom, primeiro eu agradeceria se isso fosse mantido entre nós, pra preservar não a minha, mas a sua privacidade! Veja bem, não é pra você aceitar e nem levar como um depoimento verdadeiro, afinal de contas, o que eu teria pra falar sobre você? Isso foi só a melhor forma que eu encontrei pra falar com você, já que eu não vou mesmo falar com você de novo na escola se depender de mim, eu quero dizer, se você viesse falar comigo alguma vez eu falaria, mas eu já gastei toda minha cara-de-pau semana passada, quando eu te chamei pra ir ao show dos meus amigos comigo - que, aliás, você perdeu, os caras botaram pra f*** no show -.
Sei lá, não que eu tenha ficado chateada ou qualquer coisa desse tipo com você por você não ter ido comigo, entende? Fiquei confusa, qual o problema de dizer que não queria ir? Eu realmente tive que ter muita coragem pra fazer um convite desses, muita coragem lá do fundo da minha alma, e fiquei esperando de verdade a tarde inteira você me ligar pra dizer que não, ou por sorte, que sim. Mas eu não entendo, qual o meu problema? Eu cheiro mal? Eu sou tão estranha assim? Pra você não falar nada, nem que não nem que sim, nem um por que, nem uma mensagem subliminar por orkut, nada? E porque você fica me olhando esquisitamente?
Oh, e se você acha que eu ainda não superei, eu já superei, ok? Quer dizer, não que tenha ALGUMA COISA pra superar, mas usar a minha "sem-vergonhice" que eu tenho somente lá no fundo mesmo e também ter que incorporar uma outra Manoela no meu corpo pra ter coragem de chamar você pra sair, oh, yeah, com certeza precisei superar, mas já está superado... Mas, mas... Eu só queria entender!
Você sabe que o seu amigo Henrique e eu não somos assim, melhores amigos, ou que metade da minha classe me odeia por qualquer motivo e a outra metade me acha estranha e o resto da escola, sei lá... Agem todos estranhamente só por que eu odeio cheiro de cigarro e por isso eu não desço no intervalo, por que eu gosto de bandas diferente e odeio pagode, e também por que eu quero ficar sozinha, que mal tem eu querer ficar sozinha?
Provavelmente, eu deveria ter imaginado que você está num dos grupos da escola, afinal, você pode ser bem gatinho, mas faz parte de "todo mundo da escola".  Ok, isso pode não ter NADA a ver com o resto da escola, pode ter a vê só com você, ou você e uma namorada, você achar que eu sou boa demais pra você (oh yeah), qualquer coisa. Mas é esse o problema, se você não me disser, eu não vou saber.
E eu tenho certeza que não é por eu ser tão feia assim como eu sou, pessoas como você eu consigo enxergar dentro dos olhos, muito mais do que aparência, e é difícil eu errar nesses julgamentos, viu! Não me importo que você não quis sair comigo (pior pra você, perdeu um p*** show que foi um arregaço!), só que eu tive que juntar meses de coragem pra fazer o que eu fiz, e você não me disse nada, nada e nada! 
Eu não estou pedindo pra você sair comigo de novo (nem em mil anos!), por mim fica do mesmo jeito que sempre foi, por mim eu poderia apagar da minha cabeça e da sua o que aconteceu quinta passada, essas coisas de crianças bobas, mas não consigo, e tudo isso tem que ter um fim, entende? Eu fui corajosa, tão corajosa que eu sabia que nem um não ia me derrubar, então, olha, eu já sei que a resposta do meu convite é "não", e não estou pedindo nenhuma explicação nem nada, mas se coloca em meu lugar, finge que hoje é quinta ou sexta passada e vem me dizer um não decente, por favor, não me faça ser uma poeta/escritora/jornalista frustrada tendo que escrever romances sobre meninas mal amadas.
E se, de repente, você tiver mesmo muitos problemas com a minha pessoa, do tipo chegar a ter nojo de mim, ou se você foi picado pela cobra das pessoas invejosas, feias e bobas (sim, desculpa, to falando do seu amigo, mas eu não posso resistir), daí finge que nada disso aconteceu, finge que nada disso foi escrito ou nada foi dito, continuaremos onde paramos, mas não de hoje, e sim de quarta feira passada, quando uma vez a cada cinqüenta eu parava pra te cumprimentar, quando eu ficava olhando apenas por que você é bonitinho, como se essa semana não tivesse existido, ok? 
 
Manuela.
 
 
 
Agora, a resposta de um idiota.
 
Manu...
Desde já, peço desculpas pelo o que aconteceu, eu confesso que eu deveria ter tido a educação de te dar uma resposta, afinal, você teve a delicadeza de me chamar pra ir ao show com você.
Então, eu não faço parte de nenhum grupo de pessoas especificas no colégio, procuro ser amigo de todo mundo e não quero ficar brigando com ninguém, então, peço de novo DESCULPAS.
Espero que você entenda...
E peço que isso fique entre nós...
Não aceite esse depoimento...
 
Guilherme.
 
 
 
 
Agora, resposta da resposta idiota de um idiota.
 
Bom, Guilherme, as desculpas foram aceitas, mas eu não tive delicadeza nenhuma de te convidar, eu tive foi coragem, e foi um show muito bom, que você iria ter gostado.
Quanto a não fazer parte de nenhum grupo, eu até concordo, por que eu só te convidei por que você deu chance para eu fazer isso.
Não é a minha intenção brigar com você também, mas o que eu não entendo é por que, então, as vezes você é maria-vai-com-as-outas e só por que os outros fazem alguma coisa você vai lá e faz também, como me zuar?
Mas as desculpas estão mesmo aceita, já que você pediu 2 vezes.
Eu até respeito, mas não entendo, como você pode ser tão idiota?
E, fala sério, é claro que isso vai ficar entre nós, fui eu mesma quem pediu isso pra você!
            Esse depoimento não vai ser aceito, mas pode ter certeza que essa conversa vai ser postada no meu blog!
            Manuela
 
 
 

Moral da história:
 
Vale um post no blog do que uma saída com um gatinho idiota num fim de semana!
 
 
 
 
(Algumas partes desse post é inventado, qualquer semelhança com a realidade é mera canalhice!)
 
os nomes das pessoas foram alteradas para manter a privacidade dos envolvidos.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Sobre errar




Querida amiga Giulia,

      

Obrigada por me alertar sobre o que é ser jovem, acho que eu havia esquecido isso. O problema era essa minha mania de querer fazer tudo o mais certo possível e isso estava me deixando maluca. Quando você me disse que ainda somos jovens e temos direito de errar, eu te disse que eu nunca tinha parado para pensar nisso, lembra? Pois é... Agora eu penso.

Finalmente, eu entendi o que você quis dizer quando se referiu a sermos jovens. Sempre achei que qualquer tropeçada que eu desse decepcionaria a todos que me amam, principalmente meus pais. O pior é que sempre parece mesmo que isso acontece, mas eu não entendia que era apenas uma frustração fugaz e não faz com que a confiança que as pessoas têm em mim diminua e no outro dia tudo volta ao normal.

O meu conceito não foi formado a troco de nada. Algumas vezes em que eu menti ou errei feio, acabei perdendo a confiança de muita gente, algumas me perdoaram e outras ficaram pra trás. Talvez eu até já tenha errado com você, mas você sabendo de nossa eterna condição me perdoou. Talvez todos os outros possam me perdoar também.

É claro que não posso ficar dando essa desculpa por tudo o que faço de errado, muito menos esperar que não seja castigada por isso, mas eu descobri que quanto mais jovem a gente é ao cometer certo erro, menos teremos que pagar por ele. Talvez por termos mais tempo para corrigir ou por não conhecer todos os métodos de esconder os erros – quero dizer, se não tem ninguém para ouvir a árvore caindo no meio da floresta, ela não deve fazer barulho, né?!  – ou ainda, a falta de experiência, talvez esse seja o fator mais importante.

Eu já cometi muitos erros e sempre os assumi (e isso mostra o quanto madura eu sou). Eu achava que sempre era perdoada por tentar errar o mínimo possível e que as pessoas sentiam essa energia vinda de mim. Quantas vezes eu não chegava arrependida pedindo desculpas achando que eu estava com o moral baixo, mas ao conversar com a pessoa, descobria que não precisava me envergonhar tanto. Você deve se lembrar do dia em que eu fiz uma baita besteira na escola quando eu estava no último ano e ao pedir desculpas para a nossa diretora ela simplesmente me disse: “você errou sim, mas adolescente é assim mesmo, faz besteira, só não faça isso com freqüência.” Algo assim, se lembra?

Com meus pais, é muito pior! Por eu estar há quase 21 anos com eles, a quantidade de besteira é mil vezes maior. Já menti, errei, continuei errando, descobri novos erros, cometi antigos erros que não deveria cometer e ainda erro sem parar, mas eles nem ligam! Tá, é obvio que não é assim também “eles nem ligam”, ligam sim. Minha mãe chora de nervoso e meu pai fica sem falar comigo durante duas ou três horas. Só que depois que o nervoso passa, eles percebem que há mancadas piores e que meus erros são apenas erros de jovens. Daí vem a parte chata de errar, porque eles vêm conversar comigo e corrigir meus erros com comentários paternais. Como seus pais agem? São assim também? Porque eu considero meus pais muito ponderados e eu gosto disso, acho que eu tenho sorte.

Dizem que eu penso muito nas coisas, nos erros principalmente, e já me alertaram que não é tão bom assim. Eu percebi que eu vou construindo monstros dentro de mim e quando eu vou enfrentá-los vejo que não eram tão grandes, não tinham garras e nem babavam. Então, entendi que não preciso me preocupar tanto com alguns tipos de erros.

Depois do dia que conversamos e você me disse isso, estou vivendo muito melhor e sem peso na consciência. Obrigada por tudo. Espero que você tenha entendido tudo o que eu quis dizer. Falando em me entender, você sabe aquele vestido preto que você me emprestou para eu ir àquela festa de formatura? Então, onde foi mesmo que você comprou? Sabe o que é... Terei que comprar um novo pra você.

 

Beijos, Gabi.

 
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