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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Sustentabilidade é moda e é falsa



Será que empresas como a M. Officer podem mesmo ter a imagem lavada aos olhos de defensores do meio ambiente e animais?


Minha manifestação
Ontem passei pela loja M. Officer e a olhei com cara de nojo, como sempre faço. A loja vende algumas roupas feitas de pele. O dono, Carlos Miele, não demonstra nenhuma compaixão pelos animais. Ele deu uma entrevista, em 2011, dizendo que os animais de cativeiro são criados para isso e que devem ser consumido por completo, até o osso. Disse ser contra uso de animais selvagens para esse fim e que “se não podemos usar peles de animais de cativeiro, temos de discutir se podemos continuar comendo peixes e carnes". (peixe é carne, mas ok, ele deve comer só as escamas ou as espinhas, sei lá.)

Percebo que a única motivação dele é a lei. Não é questão de poder ou não, senhor Miele. Podemos usar pele e comer carne, mas será que devemos?

Pior ainda é trecho do comunicado oficial sobre esse assunto, pois senti que eles fizeram o público de idiota. "Somos absolutamente contra qualquer tipo de maus-tratos aos animais e apoiamos incondicionalmente qualquer solução inteligente, mudanças, leis e órgãos oficiais de controle para as questões que afligem o meio-ambiente e a vida no planeta". Eles apoiam incondicionalmente mudanças porque sabem que uma mudança mais radical está longe de acontecer.

Isso foi ano passado, mas, para mim, nunca vai passar. Foi então que ontem, quando passava pela loja, uma mocinha saiu de lá com uma sacola bege com um grande símbolo de reciclável ao lado: "nossa! que loja sustentável, heim, usando sacolas recicladas!".


O diabo veste verde
Que grande hipocrisia que virou esse lance de sustentabilidade! A loja quer se fazer de sustentável por usar uma sacola reciclável, mas usa roupa de pele de animal. Eu imagino em relação à coisas simples, do dia-a-dia, por exemplo, separar lixo reciclável ou economizar energia e água. Não aparece na mídia e nenhuma lei obriga, será que cuidam disso? Essa loja até tem parceria com uma cooperativa, mas porque isso valoriza a marca, as pessoas veem, tá na mídia. Para mim, isso é apenas um planejado e grande greenwashing

Não tem que ser moda.
Deveria ser: "o CERTO é preservar"
Virou moda parecer sustentável. Infelizmente, percebo que essa sustentabilidade é falsa. Eles dizem apoiar mudanças de lei, mas, cara, a MUDANÇA começa com CADA UM DE NÓS. Começa em cada atitude nossa e de nossos negócios. Fazer a parte deles, espontaneamente, eles não fazem. Até quando vão nos enganar? Empresa sustentável é empresa que tante ao máximo estar em harmonia com o natureza, e não empresa que só segue moda... Mas o que poderíamos esperar de uma empresa como essa, não é mesmo? Nada contra moda em si... Minha revolta se estende a todas as empresas "greenwasheras"!

terça-feira, 11 de setembro de 2012

ó liberdade....




 Art. 5º da Constituição Federal: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade


Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante, E o sol da  liberdade , em raios fúlgidos, Brilhou no céu da pátria nesse instante. Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó  liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte!
         
Ando sem pressa esses dias, tudo ao meu tempo e sem correria por causa de atraso. Eu me dei ao luxo de usar chinelos e ficar ouvindo reggae, o que diminui ainda mais meus movimentos e me dá mais tempo de refletir...

Percebi como nós somos escravos de relações interpessoais; redes sociais; trânsito, seja ele em nossos carros ou em ônibus apertados; emprego que não gostamos, mas precisamos deles; cidades poluídas, sem nenhuma qualidade de vida; comportamentos que não gostaríamos de aceitar, mas é preciso; sentimentos e vontades reprimidos... 

Somos livres? Ou simplesmente acostumados?

Tenho visto como as mulheres, inclusive eu, em outras circustâncias, vivem presas: calças apertadas, blusas tão justas que nos obrigam ser mais magras, sapatos incrivelmente desconfortáveis, maquiagens, cabelo, sorriso, postura... Ahhh...

Comprar, hoje, é sinônimo de lazer. Felicidade é adquirir, adquirir de novo e depois comprar o mais novo ainda. Compramos porque queremos ou apenas somos livres para escolher o que comprar? 

Confundimos liberdade com rebeldia, com malandragem, esquecemos que muitas vezes ficamos presos em nossas casas com medo da violência lá fora. 

Somos livres de verdade?

Podemos pegar hoje, se quisermos, nossas bicicletas e pedalar até uma praia do Espírito Santo? Ou estamos contando os dias para o próximo feriado prolongado? Ótimo pra você se respondeu que pode ir à praia quando quiser. A maioria das pessoas que eu conheço responderá que não, não pode. Então não somos livres. 

Admito que me senti egoísta por desfrutar minha parcial liberdade, quase descalça e de shorts, enquanto os outros ferviam em seus ternos, gravatas, casaquinhos sociais e até botas... debaixo do maior sol do meio dia! Moda? Aceitação social? 

Está calor, meu Deus, muito calor! Tenho vontade de gritar: “tirem essas roupas desconfortáveis, mostrem suas pernas brancas, usem chinelos ou fiquem descalços, tirem essas meias-calças coloridas e calorentas, façam algo que os deixem realmente contentes, parem já com a infelicidade!”.

Mas as pessoas estão satisfeitas assim, elas gostam... Ninguém quer mudar, se não, já teriam mudado.  Esses pequenos probleminhas é parte de "o preço que se paga”. 

Eu não gosto e não quero trocar minha liberdade por esse estilo de vida... que nem sei ao certo qual é. 

Estilo de vida pobre, louco, burro...

Quero sair daqui, encontrar uma saída, ser feliz de verdade, mesmo que não seja o tempo todo.

Infelizmente temo que minha liberdade tão querida vai durar muito pouco. Vai durar até o limite, até que eu não consiga mais deixar que roubem meus sonhos e vontades e que me encaixem no meu lugar da engrenagem do sistema...

A não ser que eu encontre uma alternativa.




quarta-feira, 16 de maio de 2012

O empurrãozinho que faltava

Viver melhor e ter mais liberdade andando da bicicleta

Vá de Bike!
Imagine a mesma cidade de São Paulo de hoje, a megalópole que você adora por sua diversidade, demanda, serviços 24h, cheia de gente diferente, opções e... sem trânsito, com o ar menos poluído, mais tempo para o lazer!
Isso mesmo! A cultura da bicicleta nos levaria a uma cidade menos caótica. Você está cansado disso tudo? Pois é, eu também! Quem se lança nessa aventura passa menos tempo dentro do carro ou transporte público, aproveita mais a hora de lazer e descanso, gera menos poluição, fica menos estressado e ainda se exercita... Tudo melhorando sua qualidade de vida. Maravilha, não? Mas as vantagens não param por aí, não. Você acha tudo isso impossível de acontecer? Que nada! Cidades como Amsterdã vive sobre duas rodas, lembra da novela? 
Mas não se preocupe, por que no Brasil isso pode acontecer, e acontece! Em Sorocaba, localizada a 92 km de São Paulo, existe uma grande tendência ao uso da bicicleta. A cidade possui a segunda maior rede de ciclovias do país e a população é incentivada por parte da prefeitura a aderir. Um dos incentivos é o projeto IntegraBike, que está entrando em vigor e disponibilizará bicicletas de graça para a população, com o objetivo de conscientizar que o veículo em ascensão é viável. Mais de 60km de ciclovia está disponível para os que querem mudar seus hábitos!
Claro que não é um milagre. As coisas não mudam de uma hora para outra, o automóvel continua e vai continuar soberano por bastante tempo.  Se você acha que mudar seus hábitos, diminuir o uso do automóvel pode parecer que será impacto pequeno, não se subestime.  Se muitas pessoas pensarem de uma maneira positiva para o uso das magrelas, o resultado a curto prazo será visto com a diminuição do trânsito, ou seja, menos estresse pra você!

Para o meio ambiente, as vantagens também são grandes. Menos poluição sonora, emissão de gases, calor, combustível queimando. O impacto no solo é menor. O espaço usado também, o que diminui o desmatamento. A manutenção é muito barata, em alguns casos de graça.
De qualquer maneira, aderir à prática é uma vantagem que será realmente percebida aos poucos, mas seu corpo sentirá assim que começar. Exercitar-se ao invés de ficar parado sentado, sem fazer nada? É como se você levasse sua bicicleta da academia para dentro do seu carro.
E sabe o que dizem sobre endorfina, né?! A droga da felicidade, quanto mais você a tem, mais você a quer. Corpo enxuto, saudável, você mais feliz!

Se você é como eu, que tem pais que não patrocinam uma bike para por que têm medo dos perigos que São Paulo oferece, vai ficar na vontade... Ou juntar dinheiro pra comprar uma pra você (minha opção!).  


Pai, me dá uma bike dobrável?
O que a gente precisa, agora, são ações de incentivo por parte do governo, consciência dos motoristas e ânimo da população e educar-se para um pedalar seguro, o ciclista deve ser consciente também. 

Migrando do carro para bike, todo mundo ganha. Quando a cultura estiver implementada, vamos nos dar conta de que já poderemos andar sem rodinhas em uma cidade cheia de qualidade de vida.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Sedução da tragédia


Semana passada resolvi que eu deveria voltar ler notícias, ver telejornal... Há meses me desvio desse tipo de informação. "Que menina chata", pensei certa vez, "não sei dos assuntos atuais para conversar com meus amigos". Então, apesar de ter sempre opinião sobre tudo [hehe], achei que poderia ser legal entrar num site jornalístico.

Acessei um portal de notícias e variedades, daqueles conhecidos, com muita coisa escrita, publicidade, cores fortes... As notícias que me chamaram atenção foram o filho do cantor Leonardo gravemente ferido e cinco jovens que haviam morrido, os dois casos por causa de acidente de carro.

Li a notícia do cantor e pensei, meio triste, "espero que ele esteja bem, que ele se recupere". Abri a notícia sobre os jovens. Chorei. Fiquei nervosa. Tremi. Pensei que podiam ser meus amigos. Fechei sem ler até o final, eles tinham morrido, não era novela ou outro tipo de ficção, para esse tipo de coisa não existe "Ctrl+Z". Fechei o navegador depois de me arrepender de ter aberto.

Isso sempre acontece comigo. Não sou a mais informada da turma, por que odeio ficar vendo notícia ruim, lendo coisas sobre famosos, assistir programas de TV e me dá agonia de ver como o jornalismo é.

Agora pouco cheguei em casa e sentei na sala para carregar meu celular, na TV passava o ex-gordo zoando um gordinho [eufemismo] que havia caído de cara num carro, no quadro de cassetadas. Uma, ao meu ver, sacanagem que já dura décadas [pelo menos umas duas, né?!]. Nunca vi graça nesse quadro, acho que isso é rir da desgraça do outro e muita falta de coisa pra fazer.

No momento estou na cozinha enquanto passa o programa dominical das 21h na TV Plin Plin, realmente é um programa como o nome descreve... Fantasticamente pesado, como todos os outros do canal, concorrência e outros veículos. Apesar da racional vontade de não ver e lutar contra isso, eu passo pela sala e fico olhando, começa a me dá agonia e volto pra cozinha. Isso aconteceu umas 3 vezes. Ou seja, eu tenho que lutar conscientemente para não ficar ali, porque toda aquela linguagem realmente seduz.

Não só me incomoda pela parte fútil, pela parte que as pessoas trocam bons momentos de leitura por momento de estupidez,  isso eu já me acostumei e não tenho nem vontade de convencer ninguém do oposto [fora que sei do potencial que eles - a Tv e o telecpectador - têm é de fazer algo fantasticamente bom].

O que me incomoda é a parte da tragédia, do drama. O programa de TV também falou sobre o filho do cantor, eu estava colocando meu celular pra carregar e nesse meio tempo minha cunhada entrou na sala perguntando "ele morreu?", e apesar de ter sido bem legal a TV ter feito essa matéria ele estando vivo, é também muito chato pensar que esse tipo de matéria costuma ser feita quando a pessoa bate as botas.

A sedução da tragédia me incomoda fortemente. Eu não consigo ficar leve com esse tipo de notícia ao meu redor. E é só tragédia ou besteira. Fico com meu coração e meu estômago apertados, tenho vontade de chorar, me arrepia.

A gente aprende que as notícias vinculadas nas mídias [devem] ter relevância e ser interesse público... mas sei lá, se alguém me perguntasse, isso seria totalmente irrelevante para mim. Se não fosse o costume, aposto que as pessoas não gostariam também.

Pior que essa cultura  faz que as coisas do dia a dia que são esfregadas na nossas caras passem despercebidos.  Quantas vezes passamos por gente dormindo na rua e nem vemos? Não dá pra saber, eles costumam ser invisíveis aos que já estão calejados com tragédia.

Eu concluo, portanto, que apesar do meu pequeno esforço de querer me manter informada, como eu tenho o livro arbítrio e "os incomodados que se mudem", eu posso sim ter a escolha de ser ou não [esse tipo de] informada e não me sentir mal por isso.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Vou largar tudo e ser FELIZ!!!!!

Fui ser FELIZ!!!!!!


          No dia em que eu largar tudo e for morar em São Miguel dos Milagres, minhas amigas do colégio que diziam que eu vivia em outro planeta, em um mundinho perfeito só meu, não vão estranhar e dizer “eu disse”.
No dia em que eu largar tudo e for morar em Alto Paraíso de Goiás, meus colegas que me criticaram, tentando me ofender, dizendo que eu vivia em um mundo utópico, que eu mesma criei, vão ficar de queixo caído.
No dia em que eu largar tudo e for morar em Belém do Pará, vai ser pra me afastar do caos, do aperto diário nos transportes públicos, do medo da violência urbana e da falta de solidariedade...
No dia em que eu largar tudo e for morar em Madre de Deus, não vou estranhar se eu não me adaptar no começo, mas vou me martirizar se eu tiver vontade de voltar.
A gente já está mais do que acostumado com essa loucura e eu simplesmente não consigo entender. Como podemos nos adaptar a um sistema que só nos quer mal?
O que são as coisas? Ter, não ter... Trabalhar pra ter, descansar para o outro dia voltar a trabalhar. E ter, comprar, ser melhor que o outro “tendo”.
Um dos motivos que eu não largo tudo e vou para Oiapoque ou pro Chuí hoje mesmo é porque ainda não consigo ser egoísta assim... É egoísmo, mesmo. Não tem outra palavra pra descrever o que seria largar tudo e tentar a simplicidade de ser feliz.
Egoísmo com quem precisa de mim aqui.
Mas seria também egoísmo com o sistema e ele bem que merece que eu, ou melhor que todos nós fizéssemos isso, sabe, simplesmente ser feliz.
Esse sistema que nunca se importou se estamos ou não, bem. Que nunca perguntou se precisamos de algo mais para ser feliz. Ele simplesmente impõe estilos de vida suicidas, regras para que nos tornemos maus e nos enfia na cabeça desejos que, na verdade, são frutos da propaganda e não do coração.
De que vale a vida se a gente quer só ter e esquece de ser? Afinal, nosso único e maior desejo é ser feliz.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Desabafo por um País mais Justo


Assista esse vídeo. Complemente as informações nos comentários. Estou revoltada, aproveitei o auge da minha falta de paciência com o serviço público para escrever o texto e depois gravar. Desculpa se falei alguma besteira, se dei alguma informação errada.


A GENTE QUER ORDEM. A GENTE QUER PROGRESSO. A GENTE QUER HOJE.


Uma ideia, por mais mediana que seja, divulgada, acredito valer mais do que uma boa ideia guardada.


Se você acreditar na mensagem do vídeo, passa pra frente. Fiz o que eu podia, não posso fazer você comprar essa briga comigo se não acreditar. Agora a batata tá na sua mão: curtiu de verdade? Compartilha! Não custa nada e quem tá no vídeo sou eu, mesmo... não há motivo pra se envergonhar hahahhha..

Vai que é tua, Brasil!!!!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Beijo na Boca

Ontem puxei assunto com um colega que trabalha na mesma ONG que eu, não somos amigos, mas me desperta simpatia. Fiquei sabendo que ele estava em uma vibe muito loucaFui falar com ele, me disse que estava na vibe de meditação, respiração e boas vibrações... Depois que voltei de Alto Paraíso ando meio querendo virar hippie, mesmo não conseguindo me desapegar de tecnologias, ainda. E comentei isso com ele, trocamos algumas ideias, poucas.

Comentei da minha busca por um curso de yoga e eu disse que enquanto não encontrava, (bomba:) eu ia dar um beijo na boca dele para pegar um pouco daquela energia. Ele não disse nada, apenas me ignorou. Pensei em dizer "tô brincando", ou algo do tipo, mas resolvi ignorar também. Resolvi deixa-lo pensar o que quisesse de mim, e refletir e escrever sobre o que eu disse. Aqui estou.

Por que as pessoas relacionam beijo na boca ou qualquer tipo de carinho e manifestação de afeto como algo pesado, como se eu estivesse convidando ele para sair, pedindo pra namorar ou morar junto? E eu nem gosto dele desse jeito, eu disse aquilo porque no momento me identifiquei com a vibe... 

Não era um beijo social, cara, era um beijo espiritual. 

O que eu quero dizer com esse lance do beijo é em relação a compartilhar as vibrações. Quando duas pessoas estão se beijando, elas trocam energia. E eu gosto da ideia de trocar energia com pessoas de vibrações positivas. 

Mas não um beijo social, um beijo espiritual, mesmo que consumado em um ato físico de troca de saliva. 


Para o beijo ser bom, tem que haver sintonia, não é? Então além da sincronia do corpo, os espíritos devem estar também em harmonia.

Beijo, sexo, dança... Para mim não é social, é espiritual. Espiritual, mas não religioso. Espiritual de tal forma que não é necessário estar apaixonado por alguém para trocar energia com o outro ser, mas se estiver, a sensação é mais forte, e se for correspondido, então, a troca é ainda mais intensa.

O beijo na boca foi instituído como algo político. "Se eu beijar esse cara gato minhas amigas vão morrer de inveja", "vou pegar aquela gostosa para os caras pagarem um pau...", "vou namorar essa pessoa porque meus pais vão sentir orgulho de mim" ou "vou namorar essa pessoa porque meus pais vão ficar com raiva". Ah, acontece, uai!

E quando não é político, é instinto, químico, sabe o lance do feromônio? E  também não está entrando em harmonia com o outro ser, e está apenas querendo satisfazer uma necessidade fisiológica.

E isso se replica ao sexo... e a dança. A sociedade meio que impõe que você deve beijar quem mantém o seu status quo, mulher que faz sexo casual é julgada vadia... e dançar? Por que tem gente que não consegue se soltar e deixar levar?

Os meninos só querem beijar meninas bonitas, por status. Os homens só querem beijar mulheres gostosas por status. As meninas só querem beijar os meninos bonitinhos por status, as mulheres só querem beijar os gostosos por status. E quanto mais o homem beijar, melhor ele é. E quanto mais a mulher beijar, mais galinha ela é. Encontra o social aí? A regra é clara...

Para mim é muito estranho tudo isso. 

E não precisa entender, porque é bem difícil entender, esse foi um dos textos mais difíceis de escrever, de longe. 

Essa reflexão tem mais a ver com sentir. Se você nunca parou pra pensar nisso e resolver não pensar, não significa que você não age, agiu ou agirá assim. Afinal, é espiritual, não racional. Está além desse plano aqui.


Concluindo:
O beijo é quântico, assim como a dança e o sexo...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Leia Gênesis que você vai entender


Fonte da Imagem
              A questão foi levantada por um contato meu do Facebook, que sempre traz questões interessantes a serem debatidas. Não coloco a postagem nem as opiniões se não teria que postar tudo, por causa do contexto. Mas foi interessante. A não ser porque fiquei pensando... E pensar é ruim (brincadeirinha!!!), por que quero respostas que nunca terei. 

       Era um papo sobre religião, Deus e extraterrestres. E aí, se Deus e Anjos são seres extraterrestres, será possível haver outros, tipo alienígenas? Acredito que o objetivo era dar mais a opinião mesmo, nada científico. E uma das opiniões foi que Deus não ia deixar seres espalhados ou "esquecidos" pelo Universo, então pra ela não existia. 

Fonte da Imagem
       Aí perguntei se, segundo a Bíblia, Deus tinha feito só a Terra ou todo o Universo, e se fez só a Terra, quem fez o resto; e se foi o Universo todo, porque não faria e amaria outros seres, em outros lugares. Tive a seguinte resposta: "Leia Gênesis que você vai entender".

       Apesar do respeito que tenho pela opinião, vejo um buraco nessa explicação, "Leia Gênesis que você vai entender" por que essa resposta me parece muito artificial, mecânica. Acho que não é o que essa pessoa acredita, para dar seu ponto de vista, argumentar e por isso só tem uma resposta, que não vem do raciocínio, sensibilidade e reflexões próprias e sim de terceiros.

       Acreditar na Bíblia... Se você acredita, faça um esforço a mais para entender o que vou dizer agora: qual é a diferença concreta em acreditar na Bíblia ou em qualquer outro livro, de ficção (mesmo sabendo que o autor escreveu fantasias de sua mente) ou de Ciências (tão bem argumentados)? 

       Acredito tanto em Deus que fico com pena de dizer isso, principalmente por que há chances de ser verdade, da mesma maneira que há chances de não ser. Mas o Deus que eu acredito não me julgará por desconfiar, pois ele me fez assim. 


Alto Paraíso de Goiás: onde, definitivamente, Deus está e onde é também rota de Disco Voador
       Talvez eu leia Gênesis, mas o quanto vou confiar nele? Aí está o ponto. Eu já li o Guia do Mochileiro das Galáxias, ele faz sentido pra mim e pelo menos eu sei quem o escreveu. E eu escuto músicas que traduzem minhas dúvidas e agonias e tentam me dar algumas respostas e me dão paz interior... Ah, sei lá, em que acreditar? Só por que algo é super antigo, tem uma grande tradição, uma grande parte das pessoas acreditam... não quer dizer que seja a resposta da Vida, o Universo e Tudo Mais, é?! 

       "É fé, Gabi, é tudo fé". Se você pensa assim, não me daria uma resposta "Leia Gênesis que você vai entender", por que não vou entender só de ler esse tal Gênesis, preciso acreditar. Se é questão de fé, o argumento deveria ser algo como: "se você tiver fé, se acreditar, você entenderá." Ler Gênesis vai me fazer apenas conhecer a estória, e não a História.



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Sei que é um assunto delicado, respeito todas as religiões e crenças como eu gostaria que respeitassem a minha, portanto, o objetivo aqui não é brigar, desrespeitar, nem bater de frente com sua religião, mas é questionar, refletir, sobre valores que já tive um dia, mas a vida foi me provando que não fazia sentido pra mim.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Planos...



Imagine você daqui 10 anos...

Cachoeira das Loquinhas - Alto Paraíso de Goiás
      Você consegue? Bom, eu nunca consegui. Na verdade, não consigo até hoje. Quando penso em 10 anos, é tanto tempo pra frente, que não é algo tangível. 34 anos, eu posso até estar casada e ter um filho, ou dois. Mesmo que hoje maridos e filhos não estejam nos meus planos para daqui 10 anos. Há 7 meses eu não imaginaria que estaria onde estou hoje, em todos os sentidos que não convém citar, mas 7 meses? Quantos 7 meses há em 10 anos?! Uns 17,142, aproximadamente. Então como posso fazer planos para 10 anos - e não ficar frustrada se o fizer?

      Vou vivendo assim, dia após dia, avaliando com cuidado, mas entrando de cabeça em tudo. Aprendendo com os erros, aprendendo a ouvir os mais experientes dizerem "você pode estar indo para o caminho errado", e pensar mais em cada movimento, mas dizer sim, sim, siiim a tudo. Planos para hoje, amanhã e talvez para o final de semana. Planos para 10 anos? Só se eu puder ir mudando toda hora, só se o único plano for o mesmo que tenho hoje... ser feliz!




"...e se nada der certo a gente vira hippie..."

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Todos os sonhos do mundo...

Admito que sou uma estudante de jornalismo relativamente desatualizada. Não que eu não saiba realmente o que está acontecendo, mas tem coisa que eu prefiro não saber em detalhes. Quero que saiba que esse primeiro parágrafo está sendo escrito apenas para me desculpar, verdade.

Ontem me arrepiei ao ver uma foto. Sou sensível demais e ler “desocupação” “milhares de familias” já me faz chorar. Então prefiro não saber. Li (chorei) um pouco sobre o assunto, e não tenho propriedade para falar dele aqui, por isso, procurem no Facebook artigos sobre isso. Aqui falo mais de um sentimento estranho esse que está dentro do meu coração. Vamos lá, é um desabafo.

A Foto que me Fez Arrepiar - Ainda não sei o Autor

 O mundo é dos ricos, as pessoas que vivem a margem da sociedade e são esquecidas, apenas lembradas para serem acusadas, linchadas. Invasores, marginais, traficantes, violentos, resistentes, nunca seres humanos... Aquela máxima de que ‘todo mundo é igual’, só funciona com aquele complemento famoso ‘mas alguns são mais iguais que os outros’ (George Orwell).

Em minhas visitas às comunidades carente com a ONG Um Teto para meu País é unânime a falta de atenção dos nossos ‘representantes’ para com a sociedade. Minha última visita, no sábado, olhei uma pasta com entradas de pedidos não atendidos, e talvez alguns que jamais serão. A representante, eleita com mais de 240 votos, que faz vários cursos, queria fazer faculdade de direito (eu e meus colegas ficamos positivamente surpreendidos) e nos disse que a comunidade está organizada, que as famílias comparecem em todas as reuniões, pedidos e mais pedidos... E nunca têm respostas: "e eu vou falar o que pra eles se eu também não tenho resposta?", nos disse Jo, da associação do Jd. Isildinha, em Guarulhos.

Alguns barracos – e algumas casas de blocos também – destruídas pela Ambiental no Jd. Pantanal... Enquanto isso, todo mundo viu no jornal, eu vi ao vivo: inundação, crianças brincando na água, casas que eu tive certeza que assim que chovesse ia alagar... E diante de tudo isso, a polícia vem derrubar casa?


Eles querem fazer um PARQUE!!!!!! A população não precisa de Parque, precisa de moradia decente, infraestrutura de qualidade, educação e saúde, não de um parque no lugar de suas casas!

Tenho medo de polícia... Ela não deveria zelar pelos nossos direitos? E o direito a moradia? E o direito a uma vida digna? Ameaçam os moradores, oferecem R$ 300 (TREZENTOS!!!!) de bolsa aluguel. Sr. Kassab, Sr. Alckmin, Sra. Dilma! Onde vocês encontram um aluguel de R$ 300? Vocês conseguem viver em um apartamento digno com R$ 300 de aluguel? Onde? Quanto custa o aluguel do seu? Aceitariam se oferecessem R$ 300 para alugar um apartamento? Com esse dinheiro só é possível alugar um barraco, em outro lugar. E quando menos se espera... Esse outro barraco vai abaixo porque é irregular, também. Porque é o que se tem com R$ 300. Isso e promessas de projetos que nunca ficam pronto!

Tudo isso só me faz pensar mais ainda sobre a falta de vontade... dos políticos, dos ricos donos desses lugares, da mídia, dos formadores de opinião. Falta de vontade das comunidades, dos moradores? Falta de vontade de que? De ter uma vida digna, de viver sem doenças? Dar educação e saúde para os filhos? Falta de vontade deles? De ter mais liberdade, de não ter tantos problemas primários? Falta de vontade de trabalhar dignamente? Falta de vontade de ser olhado com mais respeito? Falta de vontade de saber que os filhos estão bem, que eles estão seguros e longe de drogas e álcool?

Não. Eles não têm falta de vontade! Alguns já estão acostumados, sim; outros já estão de saco cheio; alguns não aguentam mais correr atras; mas o problema é que todos estão sem esperança. Culpa de quem não faz o que deveria fazer. Culpa de vocês, sim, senhores políticos e caras que querem seus terrenos de volta só para ficar vazio, mais bonito ou para investir $.

Organizar é muito mais fácil que desapropriar. Mudar o problema de lugar é fácil - e literalmente mudar, porque nada será resolvido, para onde vão essas pessoas? Esconder o problema é fácil, é só jogar pra longe, como lixo. Ou melhor, nem como lixo, vide Rio Pinheiros e Tietê, tão próximo a cidade.

É, meus caros leitores, se as pessoas não têm um teto para morar, o que é o mínimo, quando vão poder se organizar para conseguir água encanada, saneamento básico, ruas asfaltadas, luz elétrica, escolas para seus filhos e hospitais públicos? Como eles terão tempo para superar tanta burocracia para os problemas maiores, com medo diário de perder o teto que têm, onde criam seus filhos? Se eles não tem um teto digno para viver... Onde vão poder cultivar seus sonhos?

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Esperança Para Meu País


Quando eu conheci a ONG Um Teto Para Meu País, não tinha nem idéia do que esperar. Uma ONG de jovens universitários, como eu, que constrói casas de emergência e denunciam a cruel realidade de pessoas que vivem abaixo do nível de pobreza, era o que eu sabia.
Fui para minha primeira construção sozinha, conhecendo, de vista, meia dúzia de pessoas que interagi em outros eventos do Teto. Não importava, eu estava fazendo o que meu coração mandava.
Passou a primeira, foi a melhor sensação possível. A equipe da logística, da qual eu fazia parte, ficou bem unida. Pouco conheci as famílias, mas eu sabia que meu esforço tinha valido a pena.
Um mês depois rolou a segunda, foi minha primeira, de fato, construção. Foi difícil, choveu, fez frio, ajudei uma equipe que ainda estava nos pilotis e no barro as 20h do sábado.
Mesmo com toda a dificuldade, CEM casas foram construídas naquela ocasião. Mais do que isso, CEM famílias não dormiriam mais no frio, na chuva, com animais perigosos e nojentos entrando em casa.
Depois veio setembro I e logo chega setembro II e a cada construção fico com vontade construir de novo. Não estou copiando nem citando ninguém, é que realmente a sensação é essa, para a maioria das pessoas: o dever cumprido, a felicidade das famílias que merecem e trabalharam para conseguir essa oportunidade, vale MUITO a pena.
Acho que o voluntário ganha tanto quanto a família. Ou mais... Você não consegue sair de lá e continuar pensando igual quando entrou, seja lá o que pensava antes. Você entra de um jeito, e sai de outro, mesmo que seja difícil de perceber.
O Teto não soluciona o problema da família, mas melhora sua auto-estima, faz com que eles se sintam lembrados e amados novamente, traz a sensação de viverem com mais dignidade, sem medo de perder o barraco por qualquer chuva e ventania.
A verdade é que o Teto sobe mais do que uma casa para algumas famílias, ele nos traz a esperança que falta em nosso País.
Para saber mais:





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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Futebol: por mim e por todas as minhas companheiras

 Palmeirense: "Brother... Tô ficando com uma mina... mas ela é corinthiana!" 


Já foi o tempo em que as meninas ficavam em casa reclamando dos namorados fanáticos por futebol. Será que a essa altura do campeonato ainda é feio e meio masculino uma menina apaixonada por esse esporte? 

Um belo dia, meu ex casinho me disse, desdenhando: "eu não converso com menina sobre futebol". Choque. Quando o Corinthians caiu pra 2ª divisão, meu ex namorado riu de mim. Enquanto eu chorava e ele ria, lhe dei um tapa na cara e eu disse: NUNCA MAIS FAÇA ISSO. 

Que ódio tenho desses dois... Palmeirense e são paulino, respectivamente.

No primeiro jogo da final do Paulista, contra o Santos, olhei nos olhos do meu irmão e do meu pai que iam comemorar um gol do Santos, salvo pelo zagueiro corinthiano, e gritei: CHUPA! Choque deles. "Que horror, tsc, tsc.", é o que escuto até hoje por causa desse episódio inédito.

Bem mais me conquista um torcedor, seja de qual time for, que respeita, conversa de igual pra igual, sabe brincar e, mais importante, não desvaloriza minha paixão só por que eu uso calcinha! 

Sou apaixonada sim. Mas futebol não é a minha maior paixão: sou bem mais apaixonada por pessoas. O Corinthians não vem na frente dos meus outros amores, minha família e amigos. Mas sou louca por ti, sim. Sou mais fanática que muitas pessoas (tipo meninas) e bem menos que outros (tipo meninos).

Homens, conversem com a gente! Compartilhem suas dores, raivas e alegrias com suas namoradas. Não fique em um silêncio súbito fazendo as meninas pensarem que vocês têm outra. Compartilhe o futebol com a gente que também gosta. Pra que separar as coisas? Seu melhor amigo não torce pro time rival? E daí que sua namorada também? Melhor, mais emoção. 

Gosto mais do Inter (RS) porque meu pai são paulino é Gremista. Gosto do Boca e do Atlético de Madrid por que eu tremi quando ouvi as torcidas cantarem. 

Conheço o Olímpico, o Palestra, o Morumbi, o Maracanã, o New Meadowlands, o Bernabeu, o Camp Nou e o Vicente Calderón... La Bombonera só não conheço por falta de pesos. 

Já fui em jogo do São Paulo e Flamengo, do Palmeiras e São Caetano, Estados Unidos e Brasil... Botafogo e Corinthians, no Maracanã, quando eu tinha, nem lembro ao certo, uns 10 anos? E que decepção: 6 a 1 pro time carioca. 

  Fui a esses jogos, os nacionais, antes começar a frequentar jogos do meu Corinthians no Pacaembu, sozinha, em 2009. Por que tão tarde comecei, devem estar me perguntando. Por que meu pai e meu irmão nunca tiveram coragem de me levar em um jogo do Corinthians. E baseando-me nisso, te pergunto, palmeirense, quantos jogos do Corinthians você já foi? Fala sério... Ir em jogo de futebol do seu time é fácil demais.

Aprende uma coisa: também não grito gol antes de ver a bola balançar a rede e, definitivamente, adoro de xingar a mãe do juiz.

Aproveitando...
Parabéns, Corinthians!
Parabéns por 101 anos de puro tesão!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Quando a gente se apaixona por quem não está nem aí por você

Ontem foi dia dos namorados, hoje é dia do santo casamenteiro e aqui escrevo um  fato: percebemos que estamos no fundo do poço do amor quando temos certeza que a intensidade e regularidade que a outra pessoa pensa em nós é exatamente inversamente proporcional ao mesmo que pensamos nela.

Todo mundo já gostou ou vai gostar de alguém que não tá nem aí pra você. Não importa a quantidade de livros de auto ajuda você já leu ou de vezes que você já sofreu de amor, gostar de alguém que não gosta de você é dolorido até o dia que você perceber que está em outra (que provavelmente te fará mal também) e sempre é o mesmo. 

Não adianta ouvir conselhos, fazer promessa, chutar o balde ou enfiar o pé na jaca. Amar desse jeito é um saco e parece eterno até finalmente passar. Você pode se fazer de vítima e tudo que sair errado, coloca a culpa na fossa. Use a mesma desculpa para fazer seus amigos te jogarem confete sem sentir culpa (para quem não sabe o que é isso: ficar te elogiando exageradamente), você pode ouvir muitas músicas bregas e não ligar para o que os outros pensam sobre isso, afinal, você está na fossa. 

Esses são apenas alguns exemplos de como usar a dor ao seu favor, use sua imaginação. Minha função aqui é compartilhar esse sentimento, assim você vai ter certeza que não está só nessa. Milhões de pessoas como você passa por isso todos os dias. Por que você acha que tanto sertanejo, Justin Bieber e músicas antigas de Sandy e Júnior e Backsrteet Boys são baixadas da internet?

E lembre-se (palavras de minha melhor amiga): 'ele não vai ser a última pessoa que você vai amar.'

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Viver com dignidade: uma reflexão histórica e cultural

            Porque muitas vezes não sentimos que estamos gozando de todos os recursos para viver com dignidade, para sermos pessoas melhores?
             Não sou especialista em política (estou muito longe disso), mas de acordo com meus conhecimentos acadêmicos e empíricos vou lançar mais uma reflexão, dessa vez baseada nesse tema. Todos nós queremos crescer, sobreviver, evoluir, ter uma vida digna e uma expectativa dela. Mas por que muitas vezes sentimos que isso não está presente no nosso dia-a-dia?
            Antes de falar da nossa sociedade, vou comentar como foram formadas outras. Alguns países vêm de uma formação organizada, têm histórico de luta pelo nacionalismo, guerra entre reinos rivais e alianças entre os que poderiam se ajudar. No nosso país, isso não aconteceu. O Brasil não foi descoberto como muitos dizem e muito menos planificado, ele foi explorado e covardemente dominado, formando-se, assim, de uma maneira mal organizada, com uma cultura patriarcal e cada um pensando no seu próprio interesse e não pelo bem da coletividade.
            E talvez o sentimento de falta de dignidade em nosso país venha desse crescimento e formação política sem planejamento. E o pior… Muitos enxergam o problema, mas não querem abrir mão do que é seu para tentar mudar em prol da sociedade.
            E o que podemos tentar fazer para tentarmos melhorar nossa qualidade de vida? Temos que conhecer nossos direitos de cidadão (muito mais do que apenas de consumidor), ser mais politizados (apesar de haver muito preconceito em relação a esse tema), tentar obter o máximo de conhecimento sobre o mundo e não se conformar com o que aparentemente é normal, ainda que seja ruim.
            Para mim, normal é a gente ter uma vida digna, poder se relacionar de forma saudável com os outros, ter as mesmas oportunidades e poder lutar pelos nossos direitos. Mesmo que seu conceito de “normal” seja diferente do meu, fica aqui uma reflexão sobre a vida e de como viver melhor.

(sei que dignidade é uma palavra um pouco geral e relativa, mas pode entender como quiser, esse é o objetivo, você interpretar se acordo com sua realidade)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Jantar com a família diminui o risco de envolvimento com drogas entre os jovens.

         Um estudo mostra que os adolescentes que jantam com mais frequência com os pais têm menos risco de fumar maconha, tabaco e consumir álcool. O estudo foi realizado pelo Centro Nacional de Dependência e Abuso de Substâncias da Universidade de Columbia (CASA) e aqui tem um artigo em inglês Family Dinners Reduce Teen Drug Use que vocês podem também dar uma olhada para saber mais.
         De acordo com essa reportagem sobre a pesquisa, mais uma vez se provou que manter o diálogo com nossos pais é a melhor maneira de eles nos ajudarem a mostrar o caminho certo. As vezes pode ser um pouco entediante e queremos fazer nosso próprio horário e planos, mas a verdade é que eles, geralmente, são bons orientadores pelo simples fato de quererem nosso bem.

         "A mensagem para os pais não pode ser mais clara, com o aumento de americanos de 12 anos ou mais usando drogas, é mais importante que nunca sentar para jantar e conversar com seus filhos sobre suas vidas, seus amigos, escola. Apenas conversar", diz a diretora de marketing da insituição que foi feita a pesquisa, Kathleen Ferrigno... Meu objetivo aqui é aconselhar que você contribua para que esses jantares aconteçam, não custa nada tentar e pode ser muito legal.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Os fantasmas do passado e o futuro Bicho-Papão



         Ultimamente tenho pensado no meu futuro. Meu maior medo, na verdade, é que ele seja um reflexo do meu passado. Porque eu tenho medo? Bom... eu não era uma pessoa muito brilhante, talentosa, não deixava meus pais muito orgulhosos e muito menos servia de modelo para ninguém. Apesar de sempre ter sido uma “boa menina”, não era, por exemplo, uma aluna nota 10 (nem nota 7, nem nota 6), sempre começava as coisas e não continuava e me sentia mais imatura do que deveria ser.

Ótimo, vocês devem estar pensando, agora que não você não é mais assim, não precisa temer. Eu sei. Mas apesar de eu entender que hoje eu faço o que eu gosto com amor e dedicação, trabalho e estudo duro, amadureci bastante, tiro notas boas na faculdade e tenho alguns prêmios (ainda que não sejam tocáveis) porque eu sei que mereço, eu ainda tenho medo.

O problema é o fantasma do passado me assombrando. Por isso escrevo esses quatro parágrafos. É porque eu descobri algumas coisas que não podem ficar só para mim, são totalmente compartilháveis. Descobri que não importa mais o que eu tenha sido no passado, eu evoluí. Se eu era daquele jeito, paciência, já foi, sofri, decepcionei pessoas que eu amo, mas eu tentei concertar o erro e acho que consegui porque agora tudo é diferente. Descobri no que eu sou boa, que eu posso mudar o mundo – pelo menos na parte que me toca – e que algumas pessoas realmente acham que eu mereço uma honra ao mérito.

Se você também passa pela mesma situação que eu, só posso sugerir que fique tranquilo e que tudo vai dar certo. As coisas se ajeitam no seu devido tempo, o que temos que fazer é continuar lutando e cumprindo nosso papel. Não podemos deixar a peteca cair, nos valorizar mais do que ninguém (para ambos os casos que esse duplo sentido sugere) e sempre acreditar em você mesmo.


Nunca é tarde, você pode começar agora mesmo! Caso tenha algum medo como esse meu medo do futuro, compartilhe aqui nos comentários.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

As publicidades dizem que sim.





         O objetivo desse projeto é mostrar como a publicidade nos faz acreditar em tudo que querem, mas não percebemos quanto lixo e infelicidade estamos criando pouco a pouco. Pensamos que agimos e pensamos por nossa conta, mas não. Ainda que sejamos inteligentes e com estudos, há algo no nosso subconsciente. Não nos damos conta de pequenas coisas. E assim vamos vivendo controlados por uma indústria que cria pessoas e coisas perfeitas que quase não podemos conseguir, e gera muita dor e poluição. É assim sempre: tudo é perfeito e nós somente seremos melhores se adquirirmos isso e quando podemos comprar, não está mais na moda e voltamos a ser os imperfeitos e infelizes de antes.

      A música (El Pescao - El Canto del Loco, em espanhol), como quase todas, é aberta para distintas interpretacões. A minha interpretação e a que eu deixo parecer no vídeo é que temos que evoluir e que não temos que ser alguma coisa por ter coisas e temos que tentar melhorar sempre. Talvez nem todas as pessoas vejam a música dessa maneira, mas com um pouco de atenção e imaginação, entenderão quando digo que essa canção tem muito a ver com o significado desse vídeo.
 
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