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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Por trás das cortinas de espetáculos teatrais.






                    Quando a gente assiste a uma peça de teatro muitas vezes passa pela nossa cabeça como é o outro lado, como foi a preparação, como os atores se sentem, não é? Eu fiquei pensando nisso e conversei com alguns estudantes de teatro, em São Paulo, na véspera da estreia da primeira montagem de suas carreiras.
                    O nervosismo era nítido em todos os rostos, além de ser a estreia da peça, era a primeira vez que apresentavam um espetáculo para a maioria dali. Ouviam-se desabafos da noite sem dormir ou mal dormida por causa de pesadelos, por exemplo, mas tirando isso, os comentários eram positivos e confiantes. Eles trabalharam o semestre inteiro e conseguiram aplausos de pé – e realmente merecidos.
                    O maior desafio para a estudante Kuthy Aguiar, 35, era entrar no personagem e conseguir manter a calma na hora da apresentação. Uma opinião não muito diferente de seu colega Fernando Moraes, 15: “ter concentração suficiente, na hora que dá um nervoso, para vivenciar o personagem“, em compensação, para ele, no momento vem a emoção e tudo sai com naturalidade, sem pensar.
                    O ambiente é de amizade, e cooperação – gostaria que servisse de exemplo para o resto do mundo -  tanto que para Kuthy a parte mais fácil do processo é a convivência com as pessoas.
                    De acordo com os estudantes, não houve muito tempo de ensaio e a principal preparação foi a de cada personagem. É necessário conhecer, cada um, o passado, a idade, como pensava, como agia e a época que vivia o personagem que interpreta. Só depois que cada um se colocou no lugar do seu, os ensaios começaram pra valer.
                    Para Fernando, o que deu mais trabalho entre cenário, luz, som, figurino foi o cenário porque não era algo individual: “tem que juntar todo mundo e decidir, e não adianta colocar nada ali por colocar, tem que haver um sentido para aquilo estar ali”, ele diz.
É um trabalho duro, o medo vem com uma facilidade tremenda, mas vai embora da mesma maneira. Ao ver a euforia e o brilho nos olhos dos atores na hora de receber os aplausos se consegue apenas ter uma ideia de como estão sentindo. A alegria com que saem do palco é de uma missão cumprida – e muito bem realizada.
                    Se você quer ser ator, Fernando dá as dicas: “procure uma escola de teatro e... Foco! Se você quer ser ator você tem que focar nisso. Não se importe com o que os outros vão falar e com o que sua família vai pensar. Tem que ir atrás de seus sonhos”. 

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Como votar?





              Esse post começou como um comentário no post do blog Culturítica, do meu BFF e blogueiro do qUATROaNOS, Isaque Criscuolo, mas começou a ficar muito grande, então virou post.
"Votar ou Não Votar Nulo" é um post ótimo e recomendo: É um esclarecimento para quem está na dúvida no que fazer para mudar a área política no nosso país!
Isaque disse no post: "Como escolha consciente, os votos nulos e brancos podem até ser aceitos. Desta forma, o voto nulo indica que o eleitor não aprova nenhum dos candidatos, enquanto o branco indica a aprovação por todos, indiferente de quem seja eleito."
Se há tanta gente honesta e com vontade de mudar o país, porque continuamos votando nessas mesmas pessoas? Mesmo eu tendo influências e pensamentos um pouco de esquerda, acho que o melhor sistema político é a democracia, mas ele precisa funcionar com pessoas nos representando, para melhorarmos alguma coisa, o importante não é votar em branco ou nulo, mas sim  conhecermos em quem vamos votar. 
Sou da opinião que não é possível todos os candidatos serem maus e desonestos. O únido problema é que na mídia e na classe dominante, os candidatos mais famosos que aparecem, os que têm mais visibilidade e influência são aqueles que estão nos partidos mais tradicionais. Mas será que queremos mesmo esses canditados nos representanddo? 
Nunca vou me esquecer que uma vez uma conversa com um amigo:

amigo: - em quem você vai votar?

eu: - em Fulana.
a: - Não, Gabi... a Fulana não tem nenhuma chance de ganhar, então é melhor você votar no Sicrano para o Beltrano não ganhar, porque são os dois que estão nos primeiros lugares.
eu: - ...
(votei na Fulana, mas o Sicrano que ganhou)
Temos que conhecer todos esses candidatos para podermos votar em quem realmente queremos e não para que outro não ganhe, ou para que continue a mesma coisa "melhor deixarmos como está, se mudarmos, pode piorar..." NÃO! Não podemos pensar assim! Temos que conhecer todos os canditados, TODOS, inclusive daqueles partidos considerados menores. 
Quando pensamos em mudar o mundo, a gente precisa fazer o que puder pra isso e votar é a manifestação do nosso desejo. Quando os políticos mais honestos e com boas ideias começarem a nos representar de verdade, podemos nos preocupar mais com outras questões e começar a participar de mudanças.
Eu não sou totalmente contra o voto nulo e branco, sou até a favor se for feito com responsabilidade. 

Seja qual for seu voto, vote consciente, de verdade!






segunda-feira, 12 de outubro de 2009

@Adolescentes no Twitter



 O Twitter o pessoal já conhece, começou a bombar no Brasil no começo do ano. Mas que fama toda é essa que tem entre os jovens? Para entender melhor o que está acontecendo, conversei com seis deles que me acompanham no Twitter do meu blog pessoal.
Aparentemente, esta é uma fase de transição, os adolescentes vêm dizendo que o Twitter vai dominar as redes sociais como, por exemplo, o Orkut. Ana Caroline Alves Melo, 15 anos, acha que “com o tempo o Orkut foi perdendo a graça”, ela mantém sua conta, mas usa mais o Twitter, e ainda diz: “a maioria dos adolescentes que conheço tem”.  Mesmo gostando e usando muito a novidade, Caio Barros, 12 anos, diz que seus amigos ainda não usam “não por ser ruim, mas porque eles não querem experimentar a novidade... ou então não a entendem”.



    Juliana Almeida , 18 anos, tem quase 4.700 seguidores que não sabe direito de onde surgiu, acha que foi através de indicações. Pra ela, o Twitter e o Orkut serão usados paralelamente, porque “a forma de interagir é um pouquinho diferente, cada um tem um atrativo especial”.
Na opinião de  Thábata Carrion , 16 anos, o  facebook  também é popular, mas "quando todo mundo tiver, o povo ‘tecnologicamente elitizado’ vai migrar para outra rede de relacionamento”. Uma afirmação que combina com a de  Lucas Vinicius , 12 anos, "o pessoal procura mesmo novidade, no mundo de hoje não dá pra ficar só em uma coisa”.
Os objetivos do site são vários: fazer amizades, conhecer pessoas bacanas, ter mais contato com as celebridades (ou virar uma, talvez?), se divulgar e espalhar suas ideologias: “não muito... só quando estou inspirada. Na maioria das vezes estou pedindo followers ou contando como foi meu dia” diz Thábata. Lucas gosta de se informar: “quero saber o que está rolando. Noticias, esportes, jogos e piadas”, ele segue o pessoal para que  o sigam de volta, para aumentar os followers, e também porque gosta dos tweets dessas pessoas. Há meninas que seguem os meninos bonitos (os chamados Colírios, termo que a revista Capricho sempre usou para falar de homens bonitos) e até conseguem conversar com eles, às vezes.
 Tiego Freire , 19 anos, segue um pouco mais de 10.000 usuários e tem mais de 9.300 seguidores. A popularidade veio, talvez um pouco, porque sua foto chama atenção e por fazer correntes de “#follow”, mas o que fez aumentar muito, ele diz: “a protagonista da malhação (Bianca Bin) comentou sobre meu Twitter e também ganhei bastante followers com o post de uma foto de trabalho”, ele não costuma divulgar esses trabalhos online, porque “ainda acho perigoso expor certas informações” (#FicaADica).
Vemos vários usuários pedindo para serem “indicados” pelos seus seguidores, quando pedem isso, os que querem ajudar dizem: “siga @FulanoDeTal, ele é muito legal”, e os followers de repente aumentam. Tiego admite que “na realidade, isso faz bem pro meu ego”. Juliana segue pouca gente, relativamente ao número de followers, e revela o que faz seguir uma pessoa: “eu vejo se os tweets são interessantes, depois olho a foto porque ajuda muito em certos casos.”
         Juliana e Tiego têm muitos seguidores para uma pessoa comum, que não são consideradas “celebridades” (Ivete Sangalo tem mais de 390.800 seguidores e Danilo Gentili mais de 397.400), e existe muita gente com essa quantidade, ou mais, de seguidores. O que não significa que vai fazer a pessoa ser famosa. Juliana acha que “algumas pessoas pensam que só porque tem muitos followers são famosos, acho que pra ser famosa, a pessoa deve fazer algo cultural.” E Tiego lembra: “A Twittess (que concorreu o VMB como Twitter do Ano, categoria que Marcos Mion venceu) conseguiu fama e virou espelhos para vários jovens buscarem a sua”, mas não tem certeza sobre a efemeridade do sucesso: “isso só o tempo poderá dizer, enquanto não acaba temos que aproveitar”
Independente do motivo que os adolescentes estão usando o Twitter, ele está sendo muito usado. Na internet tem uma pesquisa feita com adolescentes norte-americanos e nela diz que adolescente não gosta do Twitter e que é coisa de adulto, mas os meus seis entrevistados concordam que essa frase está errada, eles acham que o Twitter é dominado por pessoas mais novas, pelo menos aqui no Brasil (respondam a enquete aqui do lado sobre isso). 
Não se esqueça de tomar os cuidados de sempre, de não ficar viciado e atrapalhar o rendimento escolar e o mais importante: não esqueça que os relacionamentos virtuais existem, mas não podem ser exclusivos, tenha uma vida social, amigos de verdade, pratique esportes, vá ao cinema, viva ativamente...

Entenda o que são esses dialetos de palavras juntas:
Ao colocar o # antes de uma palavra ou expressão o Twitter automaticamente transforma em Hiperlink e todos que escreveram a mesma coisa aparecem na tela de busca. É usado para pequenas campanhas que lançamos ou para reunir tudo em uma coisa só, mesmo, por exemplo:






#FicaADica: Quando derem alguma dica bacana. 

Ás vezes também numa ironia.
#FF: Follow Friday (seguidores de sexta-feira): indicações de Twitters legais para seguir
#Falei: para confissões online
#EuRi: para coisas muito engraçadas
#Medo: Quando algo interessante dá medo
#FollowTambém indicação, mas não precisa ser 
nas sextas-feiras
#TweetSuaInfancia: o pessoal comenta sobre a 
infância em menos de 140 caractres.




Existem MUITOS então não vou colocar tudo. Gostaria que vocês comentassem mais expressões, seus objetivos do twitter e qualquer coisa que quiserem! Faltou algum tipo de informação importante nesse post? #Comente também!




quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Escolha Saudável





A festa começou. Já havia tomado dois energéticos lá fora, a final, sabemos que dois fora da balada é o preço de um, dentro. Depois de me dar asas, é impossível ficar desanimada, mas minhas energias estavam se acabando na pista, ao dançar.

Putz, putz, putz, putz, pá, pá, pá, pá, pá... Uma e quinze da manhã, bateu a primeira sede, comanda na mão? Sim! “Uma coca, por favor? Não, melhor, pode ser um guaraná!”, geladinho e refrescante, tudo o que eu precisava para repor as energias.Tsááá. Glup, glup, glup, Aaaaah! De volta à pista.

Lá pelas três horas, o calor estava de matar, algumas pessoas já estavam bêbadas e outras desanimadas. A sede se acumula de novo – não podemos beber em balada SEMPRE que dá sede, é muito caro tudo -, o bar estava próximo. Vamos lá, uma coca? Um guaraná? SEIS reais? E a água? Aquela coisa insípita, inodora e incolor?! Ah, vai água mesmo, levando em consideração que estava com sede e refrigerante é caro.

Ao pegar na mão aquela garrafinha gelada senti algo diferente: era mais forte, mais pesada. A sensação foi ainda melhor quando abri a garrafa e não saiu gás como os refrigerantes. O primeiro gole veio sem muita vontade, mas em seguida os goles ficaram mais saborosos. “Dizem que a água é a origem da vida”, pensei.

O consumo adequado de água ajuda a controlar a temperatura do corpo, nos mantém hidratados, equilibra a quantidade de sódio no corpo, ajuda a digestão, reduz o risco de infecções, ajuda a evitar dores no corpo, etc. Além do biológico, a água tem significado espiritual, em algumas religiões ou até numa ducha ou banho de mar que podem ser suficientes para levantar nosso astral.

Ao beber aquela garrafa de água, a sensação de purificação foi tão grande que precisei apenas de três segundos para mudar de opinião sobre minhas próximas escolhas nos bares das baladas, depois de exercícios físicos, etc. Voltei para a pista, mas não estava com o mesmo pique que antes, estava mais animada, estava renovada.

Então, beba bastante água, aos poucos, ao decorrer do dia, o indicado é, no mínimo, 2 litros por dia. Se você estiver em jejum, a água vai penetrar direto para a corrente circulatória por osmose – não ocorrendo gasto energético e não fará mal ao seu corpo -, não é indicado durante as refeições porque pode dificultar a digestão, beba antes. E lembre-se, não espere ter sede para beber o líquido mágico.

Fontes: | Ecoviagem | Bbel – Uol | Guarapari Virtual |


sábado, 26 de setembro de 2009

Felicidade








Nessa semana, vi uma cena peculiar: um senhor e uma senhora de idade sentados na calçada da Av. Rebouças entre a Av. Faria Lima e o shopping Eldorado – zona oeste de São Paulo – eles eram muito simples, estavam sentados num pedaço de pano no chão, as árvores serviam de varal e estavam tão a vontade que desconfiei se aquela não era mesmo a casa deles.
O que mais me chamou atenção não foi apenas um casal de mendigos morando na rua, mas foi a felicidade que ela aparentemente estava. Algumas pessoas ao meu lado do ônibus comentaram sobre estarem bêbados. Eu não acredito, é uma hipótese, mas não é que necessariamente estavam.
O homem estava deitado de lado, apoiado em seu braço direito, e ria com a mulher que estava sentada na direção de sua barriga, apoiada nele. Eles estavam dando gargalhadas, ela apontava pra algum lugar, estavam se divertindo de alguma coisa que não cabia a nós, do ônibus, entender. Sorri. Pensei no velho clichê das coisas simples.
Eu que estava ali dentro cansada, com fome, sendo esmagada pelas outras pessoas que estavam sendo esmagadas por mim e outras também, com calor humano quase insuportável, eu não desejava mais nada além da minha casa, parei para refletir onde está a felicidade, que tanto buscamos.




Lembrei de uma propaganda clássica que ficou por muito tempo na Av. Paulista, até a lei da cidade limpa, da Trip. A pergunta era: “você é feliz?” e tinha a foto de um senhor sorrindo bem grande, sem alguns dentes. Era uma propaganda linda, sempre me fazia pensar... Isso me faz pensar até hoje, na verdade. Confesso que estou em busca de uma tranquilidade interna e imagino que todos busquem a felicidade. Ninguém quer ser infeliz, não realizar seus sonhos e chorar o tempo todo. Convido todos, inclusive a mim, à vida simples. A proposta é refletir o que faz a gente feliz e buscarmos mais a paz verdadeira do que a paz comprada em shoppings.




Algumas coisas me fazem pensar que existe algo muito melhor do que um tênis ou calça de marca, quem precisaria dessas coisas ao estar de frente ao mundo que espera para mostrar suas energias positivas? Eu imagino o sol, o vento, as cachoeiras... Todas as paisagens pelas quais já passei, pessoas felizes com quem já conversei, milagres que já presenciei. O nascimento de uma criança, o sair do sol depois de uma chuva torrencial que faz brotar um arco-íris, a volta por cima de um desesperado.
O que nos torna pessoas mais realizadas? Será que precisamos de tudo isso que nos vendem como necessário? Se nós estivéssemos na situação daquele casal, ali na calçada, poderíamos estar felizes? Não quero que vivam um dia como mendigos, estou questionando sobre extremos para conseguir uma resposta na situação que você está hoje. Para que estamos aqui? Qual nosso objetivo? O que nos faz ser melhores que os outros?

Esse é um post para se pensar. Queria dizer tantas coisas, não sei se consegui.

O que você acha? O que você pensa sobre a felicidade? Comente sobre isso enquanto escuta a playlist que compartilho com vocês. São algumas músicas que me ajudam a olhar o mundo da maneira que tento. Não é necessariamente a maneira certa, mas eu gosto desse caminho que estou seguindo. Todas as músicas são da banda Forfun, e não precisa escutar nem ler a letra. É só uma dica. Ah, e eles não me pagam pra fazer propaganda!












sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Zoológico de São Paulo e os animais!




Para mim, um domingo de sol se resume em praia ou tédio, mas no domingo passado, fui convidada para um passeio para o Parque Zoológico de São Paulo. Confesso que resisti um pouco por saber que encontraria os animais que tanto amo presos e infelizes, mas concordei em troca dessa matéria. Abrir os horizontes. Acordei cedinho e fui.

O parque abre às 9h, o valor é de 14 reais a inteira (estudante paga meia). Tem 900.000 m² e a maior parte é coberta pela Mata Atlântica, um lago muito grande onde ficam alguns animais aquáticos. Além dos animais e muita vegetação, o parque tem lanchonetes e espaços para pique-nique. Um ótimo passeio para famílias preocupadas com o lazer das crianças, com respirar mais ar puro e sair da rotina. Conversando com um visitante, Thiago Lima, ele disse com o que se surpreeende “a natureza, animais, verde..."



Mapa do parque
Programas de consciência ambiental estão espalhados por todos os lados, por exemplo: logo na entrada tem uma placa bem grande com a frase “se liga na cor, jogue lixo no coletor” e essas mensagens se estendem pelo resto do parque. No meio do zoológico, também, há um espaço para as crianças aprenderem um pouco mais sobre ecologia, um programa do governo de São Paulo “Criança Ecológica.

Coleta Seletiva dentro do parque, uma de várias espalhadas.
Conversei com uma senhorinha que disse ser “bicho do mato” e por isso não deixou que eu gravasse a entrevista. Era sua primeira vez no parque e o urso lhe chamou mais atenção. Thiago, que estava na fila para ver a parte dos sangues-frio, a parte que ele mais gosta, acompanhado por sua esposa, disse: “A gente vem pra aproveitar o domingo".
Nesse dia o parque estava cheio. Havia gente de tudo quanto é jeito. Muitas pessoas gritando umas com as outras ou com os animais; outras mostrando sua compaixão por eles; outras, até, brigando com um bichinho ou outro que estava escondido. Nesses momentos, sentia como se estivesse num museu e seus objetos, essas pessoas me pareceram não entender que eles não eram coisas e sim animais, com necessidades, medos, mau-humor.
No site tem escrito o objetivo do Zoológico:
(Manter uma população de animais vivos de todas as faunas, para educação e recreação do público, bem como para pesquisas biológicas; Instalar em sua área de abrangência uma Estação Biológica, para investigações de fauna da região e pesquisas correlatas; Proporcionar facilidades para o trabalho de pesquisadores nacionais e estrangeiros no domínio da Zoologia, no seu sentido mais amplo, por meio de acordos, contratos ou bolsas de estudo.)

Print Screen do site
Em outras palavras, o objetivo é o contato da natureza com o homem e também pesquisas, investigações e estudos.

Conversei com um funcionário, Vagner Rodrigues, que é tratador. Ele tem a função de, no setor de aves, alimentar os animais e cuidar para que os animais se mantenham sempre saudáveis, além de orientar os funcionários mais novos. Ele adora cuidar de animais, é sua motivação para ir trabalhar, disse que o seu preferido é o tucano.
Vagner gostaria de ver os animais em liberdade, não poderia ser diferente como amante dos animais que é. “Eu acho que todo bicho tinha que tá solto, nenhum tinha que estar preso. Mas já que eles estão aqui, a gente procura dar uma exelente qualidade de vida pra eles.”. Thiago também concorda com Vagner, mas dá ênfase nas aves, quando perguntei o que de negativo ele pensa sobre o zôo, me disse “Só algumas aves que deveriam ter um espaço mais amplo, para eles se movimentarem melhor. Podiam mudar pelo menos para elas terem um espaço maior, uma grade mais alta.”


Uma das poucas aves soltas pelo parque, as outras estão em jaulas onde podem voar pouco.
Minhas expectativas foram alcançadas, infelizmente, porque o encontrei animais presos e aparentemente infelizes. Pessoas batendo nos vidros, gritando com os animais que não têm como se defender, não escolheram estar ali.


Um dos pouquíssimos avisos, esse estava na área dos filhotes, onde havia apenas algumas tartarugas.
“Dá dó, né?!” Ouvi uma pessoa dizendo em uma das gravações em áudio que fazia do todo. Os funcionários, se forem todos como Vagner, tratam muito bem os animais. Ele explica uma das maneiras de cuidado com os animais presos: “A gente tem um setor que se chama PECA, que é um programa de enriquecimento comportamental. Eles colocam objetos nos recintos pros animais se distrairem, ter uma atividade...”
Mesmo tendo o PECA e pessoas como o Vagner para cuidar deles, ainda estão presos. Meu irmão me chamou a atenção pros macacos no lago. Cada espécia tinha uma ilha para eles. Era uma ilhazinha, mesmo, em volta só tinha a água do lago. Dois deles estavam em sua ilha com seu brinquedão de madeira, mas nem davam atenção a ele. Cada um estava em uma ponta, bem na beirada de terra, quase caindo no lago. Às vezes parecia que iam mergulhar. Ficavam por lá durante alguns intantes e depois iam para a outra ponto, aparentemente com esperança de encontrar uma saída. Ainda por cima, havia muita gente lá, olhando pra eles. Algumas gritando com eles, como já disse. Será que essas pessoas já se colocaram no lugar deles?




Anta saindo da água.
Para as pessoas que entendem de ecologia e estão pensando que estou fazendo apologia para que soltem os animais, estão enganados. Não sou especialista (só amante), mas sei que animais que vivem em cativeiro, não sobreviveriam em seu habitat, que seria, natural. Os animais na natureza vivem em busca de comida, tentam se esquivarem de seus predadores e disputam parceiros para acasalar e por isso, todos os dias vivem intensamente. Já em cativeiro, os animais passam a não ter estímulos porque a comida está garantida e não estão próximos a inimigos mortais, com isso, perdem muito.
Em 2007, saiu na Folha Online uma matéria sobre Xiang Xiang, um urso gigante de apenas 5 anos de idade, que foi criado em cativeiro, mas voltou à natureza e não sobreviveu por não ter aprendido a lutar muito bem. Isso é mais uma prova que os animais que nascem em cativeiros não podem ser colocados de volta na natureza. E o que podemos fazer? Tentar tratar melhor esses animais, não incomodando-os em seus lares; não maltratar nenhum que esteja solto para que eles possam continuar sua vida normal em seu habitat (por que muitos animais são encontrados machucados e levados para serem curados, depois disso, nunca mais voltam), os zoológicos também podem sempre contratar pessoas como Vagner que adora animais e os tratam bem.
Acho que algumas pessoas vão concordar com a opinião de Thiago, que gosta do zôo pelo verde, pelos animais e pelo programa, “Eles têm que continuar com essa preservação do verde, porque hoje em dia tem muito desmatamento, muita coisa errada. O ser humano, ao invés de construir, tá destruindo.” O verde tende a ser preservado mesmo, pelo menos no parque. Os animais também serão preservados, enquanto viverem ali, suas espécies ainda existirão e Vagner deixa claro sua boa intenção “A gente procura fazer com que o bicho tenha o mais feliz possível em cativeiro” É... Já que não podem mais viver soltos, que bom, Vagner, que bom que pessoas como você existem!

E vocês? O que acham sobre isso? O que podemos fazer para melhorar a vida dos animais que não podem mais viver soltos na natureza?
Esse texto foi escrito dedicado a todos os animais (à natureza em geral) e seus amantes. E também à Spinoza que foi tão criticado ao dizer que Deus e Natureza são uma coisa só.



quinta-feira, 4 de junho de 2009

Vegetarianismo nos restaurantes










Todos já podem se alimentar bem e com qualidade quando saem de casa


No horário de pico nos shoppings mais famosos da cidade de São Paulo, você pode precisar pedir, para conseguir um lugar: “com licença, senhor (a), posso sentar com você nessa mesa?” Isso porque as praças de alimentação lotam com trabalhadores e estudantes que precisam almoçar por perto do trabalho ou escola/faculdade. Para lidar com isso, os restaurantes procuram ser cada vez mais diversificados, saudáveis e naturais, e acabam ajudando os vegetarianos a se alimentar bem. Essa comunidade cresce muito e por motivos variados, seguindo doutrinas distintas. Os estabelecimentos dispõem de uma variedade de escolhas permitindo que os clientes montem seus próprios pratos. Dessa maneira, seus cardápios não ficam limitados a pratos prontos, possibilitando uma imensa diversidade, além de poder se alimentar corretamente, os shoppings dispõem de muitas franquias que podem ser confiáveis pela sua tradição, organização e higiene.

Em shoppings, com suas praças de alimentação recheadas de restaurantes fast-food, os vegetarianos têm poucas opções, mas não são inexistentes. O que o cliente precisa fazer é não só procurar um lugar que tenha variedade de vegetais, queijos e outros alimentos que possam comer, mas também uma higiene mais consciente para com os produtos, não misturando ingredientes e nem mesmo utensílios.

"A cada troca de tarefas o funcionário deveria mudar a luva plástica, o que nem sempre acontece" diz a nutricionista Fabiana do Rego. "Por exemplo, se o funcionário está fazendo o sanduíche e vai pegar o prato descartável dentro de uma embalagem, ele deve trocar a luva ao voltar pro sanduíche, se não a luva vai estar suja e não vai servir pra nada a não ser pra não sujar a mão dele”, completa. É mais confiável que uma pessoa não use a luva, mas lave as mãos entre a troca de tarefas do que usar a luva apenas por usar.

Os restaurantes oferecem as opções, mas depende de cada cliente saber qual alimento substitui os nutrientes perdidos pelo não consumo da carne. Alguns alimentos inibem a absorção de certos nutrientes. "Para os que comem ovos, que é uma boa fonte de proteína, não podem colocar leite, que atrapalha a absorção da proteína por causa do cálcio. O ideal é auxiliar o intestino comendo alimentos com vitamina C, por exemplo, uma laranja ou morango." Como existem vários tipos de vegetarianismo, alguns deles não conseguem suprir essa falta que a carne faz, e tem que tomar complementos alimentares.

Os shoppings estão cada vez mais preocupados em oferecer opções diferenciadas e os vegetarianos podem aproveitar essa deixa para procurar mais diversidade. Para quem come esporadicamente em shoppings, alguns restaurantes conhecidos e confiáveis estão à disposição. O restaurante Subway, por exemplo, utiliza de um amplo cardápio de opções para a população em geral, mas quando se trata de vegetarianos, existem poucas possibilidades de variação. "Como o Subway é uma franquia, não da pra modificar o cardápio, mantendo-se o mesmo em todos os lugares. Cada um monta o seu sanduíche com as opções que existem e é por isso que não tem como fazer mais de uma opção vegetariana." argumenta Willian Amaral, gerente do Subway do shopping Eldorado.

Cauê Angotti tem 18 anos e é vegetariano há quase 10 meses. “Um dia parei para pensar sobre isso e vi que realmente é desnecessário ter que matar um animal para me alimentar”, explica. Ele também considera mais saudável uma alimentação sem carne. Ele não gosta de sair para comer porque não encontra muitas opções, “é horrível porque nunca tem pratos para vegetarianos e quando tem, é muito caro”, diz. Uma das coisas que ele mais sente falta é a praticidade para se alimentar. “Quem é vegetariano não come em todo lugar, quem não é pode sair que em qualquer lugar come” lembra. Nos restaurantes ainda é muito comum o equívoco do que realmente é comida vegetariana, “já fui a uma lanchonete que tinha um sanduíche que chamava X-vegetariano... E tinha frango.” Reclama e alerta que nos shoppings também existe essa falta de informação.

Em relação à saúde, os médicos, nutricionistas e até personal trainers lembram que as pessoas desse estilo de vida têm sempre que consultar um profissional, fazer exames para ter certeza que a saúde está em bom estado. Os professores de academias estão sempre preocupados com a saúde dos alunos, orientando para que tenham bons resultados. A personal trainer Lubianca Cavedini dos Santos alerta: “os personal trainers não podem passar dietas para ninguém, mas sempre indicamos um profissional e damos dicas, assim os alunos ficam satisfeitos com os resultados e saudáveis.”

Portanto, se você é vegetariano, não deixe de comer fora por falta de opções. Os restaurantes estão se adaptando cada vez mais para seu conforto. Procure saber da onde vem a comida, se os vegetarianos aprovam aquele lugar, se o estabelecimento respeita essas opções e se eles estão bem informados. E não se esqueça que sempre se deve procurar um profissional para acompanhar a sua saúde. E bom apetite, vegetariano.


Texto de Gabriela Pagliuca e Aline Mendes

 
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