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domingo, 1 de novembro de 2009

Alto Astral e impressora!

Alto astral!


Já me conformei que não posso mudar o mundo inteiro e fazer dele um lugar muito melhor para todos. Mas percebi que se eu puder atingir pessoas perto de mim, já estará ótimo, será minha missão cumprida.
Se eu consigo, é porque eu uso o segredo do puro alto astral! Não é só falar e pensar, mas agir. Tenho alguns segredos como não falar mal dos outros, não olhar tudo pelo lado negativo, não ficar toda hora reclamando das coisas, tentar sempre resolver os problemas e não ficar só me lamentando.
Se as coisas saem errado, temos que nos concentrar e agir para que elas voltem para sua órbita natural. Quando sofremos, choramos e  ficamos com raiva, temos que aproveitar tudo isso pegando toda essa energia que se acumula dentro de nós e colocar num transformador, fazendo tudo o que era negativo, virar positivo. Mas esse transformardor, cada um tem o seu.
O segredo, na verdade, é tão fácil que parece pegadinha de vestibular, mas não é. Realmente parece difícil porque pensamos que só acontecem coisas ruins com a gente, não damos muito valor as coisas boas e essas coisas vêm quando decidimos, e leiam bem, DECIDIMOS parar de ver tudo pelo lado negativo
Reclamar, falar mal e criticar de todos, não adicionar nada na vida dos outros não vão nos levar a lugar nenhum. Temos que tentar viver com paz, amor e bastante alto astral. 


É assim que eu deixo o mundo mais pink, e você?




Impressoras



Tanto alto astral, vou te contar o que me deixa extremamente indignada. São as impressoras de hoje em dia. O que acontecem com elas? Elas devem ser sócias do Murphy. Eu já desisti de usar a impressora da minha casa, mando imprimir nas gráficas, mas não adianta, quando temos que imprimir na urgência, sempre dá algum problema. Eu fico pensando que nós já fomos para a lua, porque será que eu não consigo imprimir um trabalho simples frente e verso sem que ela não apite e acenda o botão “problema”. 
E aí? O que deixam vocês indignados?




sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Tática infalível


Sabe aquela vozinha que fica falando toda hora em nossos ouvidos? Às vezes não parece uma pessoa? Não dá vontade de conversar com ela? Pois bem, eu seria essa vozinha se eu fosse invisível! Eu não vou mentir: usaria isso como estratégia pessoal. Chegaria bem perto de cada pessoa do meu interesse e sussurraria: “sou seu inconsciente! Faça isso que é melhor pra você!” E depois assopraria em seu ouvido, repetiria a mesma frase e acompanharia a pessoa até convencê-la.

Para o menino dos meus sonhos, diria “ela é tão bonita, porque não tenta conhecê-la? Ela é muito legal e inteligente, vocês têm muito em comum... ” Para meus professores, principalmente para o de química, diria: “Ela foi uma boa aluna o ano inteiro, não precisa reprová-la só porque não sabe a tabela periódica decorada!” Para meus pais, com certeza não pensaria duas vezes “sua filha é tão boazinha, nunca fez nada errado, porque não deixá-la chegar um pouco mais tarde nos finais de semana?” Se der tempo... faço alguma coisa pela paz mundial, mas acho que isso ninguém vai poder resolver só de estar invisível.



E vocês? O que fariam se fossem invisíveis por 24h?

sábado, 5 de setembro de 2009

Quanta angústia!


Eu realmente estou tentando. Tentando muito! Tentando não deixar que a tristeza e a baixa auto-estima tomem conta de mim.

Não tenho certeza se auto-estima é algo conquistável, talvez seja coisa de momento... Às vezes acordamos com o pé esquerdo e tudo está ruim: cabelo, rosto, gordurinhas localizadas...

Pra mim, sempre parece uma bola de neve: eu não me amo, não me amam, eu me amo menos, as pessoas me amam menos. Ok, vamos manter a palavra “amar”, mas com o sentido de “desejar”, porque é nesse sentido (desejar), mas quero usar essa palavra (amar).

É muito difícil me sentir bem comigo mesma, quando eu me sinto tento aproveitar, mas sempre estou procurando o motivo de, quando não estou, não estar bem comigo mesma e não gosto da ideia de que só consigo ficar bem se alguém disser isso pra mim.

No desespero corro pra algumas pessoas procurando ajuda. Tudo que escuto levo muito em consideração, mesmo tento coisa que não consigo entender (não que eu não queira)... Não entendo a minha mãe, por exemplo, que sempre me diz que talvez o que falta em mim é uma "religiosidade". Se religiosidade é cultural e não fisiológica, como pode me fazer tão mal fisicamente?

Eu sei que a alma também precisa ser alimentada, mas eu alimento ela como eu posso, muito bem, obrigada. Se meu problema é auto-estima mesmo e se isso se resolve com um elogio alheio, vocês acham mesmo que tenho que colocar Deus nisso e dizer que isso é obra Dele?

Acho que minha angustia toda se resume a não me amar suficientemente pra viver feliz só comigo. Queria ser auto-suficiente e que ‘os outros’ fossem só um detalhe (sem desfazer de ninguém, pelo amor...).

Quando eu conseguir isso vou encontrar outra coisa que me angustie porque nunca paramos de reclamar... Isso é viver e nunca paramos de viver até que paremos definitivamente.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Roller Coaster


(No filme, não poderei olhar pras câmeras!)

Minha vida tinha que ser filmada em uma montanha russa. Por que minha vida é uma dessas bem grandonas e infinitas. Seria um filme direcionado para o público infantil, mas na hora que fôssemos assistir, perceberíamos que tem um história muito sensível e tocaria o coração de todos. Como todos os filmes infantis ele passaria uma mensagem e entreteria. A minha vida é cheia de gargalhadas e lágrimas. Talvez todas sejam, mas da mesma maneira que nem sempre me vêem chorar, não vejo o sofrimento dos outros, então não sei. Uma hora estou rindo e falando pelos cotovelos, na outra estou desabando e formando um laguinho com meu choro. Minha vida faria o maior sucesso nos cinemas porque o público gosta de filmes de comédias sensíveis.



Os últimos filmes que vi assim foi Up! Altas Aventuras (infantil, Disney) e Divã (com a Lília Cabral)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Fora-Online



Quando eu estava na sétima série, estava ficando com um menino da oitava. Antes de ficarmos juntos, nós éramos muito amigos. A gente conversava sobre tudo só que ele sempre tinha uma segunda intenção. Pegava na minha mão, tentava me beijar, mas continuávamos amigos.

Até um dia que eu cedi: fiquei com ele. Eu não gostava muito dele como namorado, mas eu sempre dei chance pra todos os pretendentes que queriam me fazer feliz, portanto não achava ruim a gente estar junto, ele era super legal!

Ficamos umas duas semanas, mas só quando nos encontrávamos na escola, não era nada sério. Um dia estávamos conversando no lendário ICQ e ele me perguntou: “Gabi, você realmente gosta de mim ou está ficando comigo por ficar?”. Tchanchanchanchaaaan!

Eu pensei “Poxa, legal, acho que ele vai me pedir em namoro”, nem pensei que essa pergunta não era de ser feita pela internet, então disse que estava envolvida, sim, com ele, pra ver se deixava mais romântico o pedido de namoro. Foi aí que ele disse: “então, eu não queria te magoar, mas eu estou a fim de outra pessoa e a gente vai ter que terminar”.

Ele me deixou com uma esperança danada. Eu tinha quase certeza que ia rolar um namorico ali. Eu já estava até emocionada, mesmo achando que ele não era meu príncipe encantado, não foi justo ter me deixado esperançosa e depois me deixar offline da vida dele, via internet!



E vocês? Qual o fora mais tosco que já levou?

sábado, 2 de maio de 2009

Faz-me rir!



Minha primeira reação foi choque. A segunda foi choque. A terceira, me fez rir. Os pais gostam. Os filhos odeiam. Peraí. Pergunta aos pais: na juventude de vocês, vocês usaram drogas, bebida e fizeram sexo desfreadamente? Se sim: O que vocês podem falar para seus filhos? Usem vocês mesmo como exemplo, mostre a verdade. Se não: Porque seus filhos, necessariamente, vão pro "mal caminho"? “Logo conhece filho, conhece as drogas e conhece o álcool, conhece tudo que for que não presta...”, fala sério, pais, se vocês não confiam na educação que deram aos seus filhos, não deveriam tê-los feito. "Acho que as crianças tem que ficar em casa mesmo, tem que ter o limite." Limite ensina-se desde pequeno, não vai querer prender o adolescente na cama, que ele não vai ficar, não. Mandando eles pra dentro de casa até as 23h não vai mudar nada, porque eles vão estar vivos nas outras horas, e se é pra fazer coisa errada, ainda mais revoltados, até em casa fazem, podem ter certeza. Os filhos são reflexos dos pais. E a sociedade? Bom, já que os pais estão inseridos na sociedade, se todos fossem bons exemplos, a sociedade seria também.


domingo, 5 de abril de 2009

Qual o limite?


Os jovens estão perdendo o controle. Por acharem que sabem muito, por pensarem que estão à frente de seu tempo, esquecem que precisam ter educação e respeito com os mais velhos. Em todo lugar que olharmos existe esse tipo de comportamento. Talvez o poder precoce tenha subido as cabeças dessas pessoas que se sentem superior de várias maneiras.

Essa violência toda acaba sendo a forma de as pessoas canalizarem fraquezas, medo e angustias. É triste pensar em violência nas escolas porque é um lugar para continuar a educação que é dada em casa. Os professores deviam ser referência para alunos e não inimigos. Por outro lado, os jovens estão com cada vez mais independência, mas ela não é controlada.

Algumas escolas particulares têm acompanhamento psicológico para alunos e deveria ter em todas, particulares ou públicas. Se os alunos, quando crianças e adolescentes não conseguem saber os limites e não deixam que cheguem a extremos, quando forem adultos e pais, não vão saber dizer até onde os filhos podem chegar.



segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Irmã fura-olho


(desculpa, irmã, essa história tem que ser contada pelo bem da nação)

Eu era apaixonada por um vizinho quando eu tinha quinze anos, mas ele tinha treze. Eu gostava muito dele mesmo assim e eu achava que ele gostava de mim. Certo dia, ele e outro amigo foram ver televisão lá em casa. O clima estava rolando, o filme começando e deixei minha irmã com eles e fui fazer sei-lá-o-que rapidinho. Quando voltei, estranhamente, ela tinha deitado a cabeça do menino em seu colo. Logo no começo do filme, ouvi uns barulhos de baba e quando olhei pro lado minha irmã e o menino – seis anos mais novo que ela – estavam se beijando. Fala sério, era o menino que eu gostava e era minha irmã lá, ela não devia ter feito isso. Levantei muito nervosa e expulsei os dois meninos de casa, estava incrédula. Fiquei me sentindo idiota. Eu devo ter ficado sem falar com ela por uns dias, enquanto tive que usar óculos de sol pra esconder o olho furado, mas depois simplesmente passou... Se não se pode brigar nem com amigas por causa de homens, imagina com irmã?

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Em 2009 pretendo...



- Encontrar equilíbrio entre felicidade e tristeza;

Chega de altos e baixos tão extremos, a vida é feita disso, mas a minha é muito. Uma hora estou totalmente feliz, cantando e saltitante e outra eu me encontro triste, fechada nos meus pensamentos pesimista. Isso tem que acabar!

- Estudar bastante para ser a primeira da classe e conseguir o intercâmbio;

Se eu quero mesmo ser uma boa profissional a hora é agora. Agora é que eu vou começar a provar para mim mesma o quanto longe eu posso e quero ir.

- Encontrar um emprego na minha área;

Bom, que irei trabalhar é fato, agora é correr atrás de empregos, mesmo que seja estágio e não me paguem tão bem, na minha área. Nada de desistir fácil e ir trabalhar em lojas de roupas e bares (alguém tem que fazer isso, eu sei, são boas profissões, mas não é pra mim). De preferência um emprego que me abra portas e que me faça escrever MUITO!

- Alimentar-me melhor e descobrir o prazer nisso;

Estou certa que essa minha decisão de ser vegetarina foi uma das melhores que tomei na minha vida, mas com ela vem vários contra-tempos como uma pequena anemina e fraqueza. Preciso encontrar novas fontes de nutrientes, porque mesmo antes, quando eu comia carne, eu não me alimentava bem. Preciso descobrir o prazer em comer.

- Melhorar a mim mesma para que eu possa exigir mudança nos outros.
É claro que ninguém é perfeito e eu reconheço isso, tanto em relação a mim quanto aos outros. Mas se eu quero pessoas legais, divertidas e inteligentes ao meu redor, acho que preciso começar mudando a mim mesma, melhorando minha auto estima e meu astral, correndo mais atrás do que eu quero.

Obrigada a todos que entraram no meu blog esse ano, espero que saibam que cada acesso me deixa mais feliz!! E os comentários, então? Me deixam nas nuvens... Eu fico me achando aqui -brincadeirinha-! A todos que gostam do que escrevo, espero que eu tenha ajudado vocês de alguma forma.

Obrigada TUDO DE BLOG por me dar essa oportunidade mais um ano, tomara que eu esteja com vocês em 2009 de novo porque ainda não cumpri minha meta de sair na íntegra na revista....

Espero que 2009 seja um ano muito bom para todos nós, e para mim, será o ano da virada, espero ter muita sorte!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Jogo do amor

Para mim, é muito estranho falar de amor. Não que eu não tenha sentido, muito pelo contrário. Contrariando tudo o que eu era no passado quando eu estava apenas aprendendo sobre a vida, eu consigo, estranhamente, controlar o que eu sinto. Eu não sei se isso é bom, eu só sinto quando eu quero, monto todos os personagens e entrego a cada um, o meu script mental de tudo como eu gostaria que fosse.

Quando o que está no roteiro não dá certo, o que significa sempre, para mim é tão fácil que eu me assusto. Eu amasso e jogo fora. A minha decepção não é pelo romance que não deu certo ou o amado que não me ama, muito menos porque não aconteceu como eu queria. A tristeza é de acontecer o oposto do esperado.

Eu não ligo se sair alguma coisa errada, se nem todos os personagens agirem como eu programei. Se cada palavra for dita com a paixão e a atenção que eu desejo, o conteúdo não me importa tanto. Talvez se as coisas acontecessem de formas diferentes do previsto, de maneira que até me fizesse um pouco surpresa, acho que seria até muito mais interessante.

Eu não posso prever o que cada pessoa vai sentir e o que cada um vai dizer. Não consigo fazer com que a outra pessoa se apaixone exatamente do jeito que eu quero, mas o mais estranho de tudo é que eu consigo, sem dúvida nenhuma, fazer dos meus sentimentos o que eu quero e o que a outra pessoa espera, se eu souber o que é. Consigo controlar meu sentimento como se fosse um fantoche.

Consigo amar e desamar como um passe de mágica se a pessoa não estiver disponível ou se eu me der conta de que ela não era o personagem que eu inventei para que nós dois déssemos certo. Será que estou errada em fazer isso? Será que eu posso me magoar assim? E se na pior das hipóteses, eu magoar a outra pessoa assim? Isso tudo é um jogo? Eu estou ganhando? E se saber jogar significa que eu não sei amar?




quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O primeiro a gente não esquece


Eu tinha 12 anos e acabado de sair da "Fase do Patinho Feio", meus cabelos já batiam nos ombros depois de uma temporada de "Joãozinho". Nunca tinha ido às festas a não ser festas nos salões dos prédios das minhas amigas, que eram poucas. Quando quis sair pela primeira vez, foi num domingo, para uma matinê. Minha irmã, já com 16 anos, insistiu para que eu não fosse, mas minha mãe disse que ela só iria se eu fosse junto. O lugar aonde ela ia era num shopping (para os cariocas, devem se lembrar: rock in rio café no barra shopping) e ela me enxotou de lá e me mandou para a outra matinê do outro shopping (cariocas: Slávia no New York city Center) que eram vizinhos. Eu entrei pela primeira vez em uma boate de verdade. As pessoas estavam fumando e se agarrando, só que estava meio vazia. Eu e minhas amigas entramos e eu estava deslumbrada. Olhava para os lados, não via nada direito. Foi nesse clima que a primeira pessoa a pedir para ficar comigo na vida chegou. Ele era feio e o recusei. Olhei para os lados e encontrei o cara por quem eu tinha uma queda enorme. Felipe o nome dele. Então uma das meninas que estavam comigo chegou saltitante para mim e falou "ga-a-a-a-bi! o andréééé quer ficar com você" e fazendo aquelas dancinhas de quem consegue algo legal para outra pessoa. Só tinha um problema: André? Quem era André. Ah! O promoter bacana. Tinha 14 anos. Era mais alto que eu, eu era da altura do peito dele. Então a gente conversou um pouco. Ele apoiou as duas mãos na pilastra que eu estava encostada e eu fugi passando pelo tríceps dele. Eu fiquei parada ali por alguns instantes e o Felipe veio falar comigo. Eu pensei "é hoje!", só que ele não queria ficar comigo, aliás, talvez, ele estivesse de saco cheio de ouvir minhas amigas falando que eu era apaixonada por ele, ele não queria nada comigo, Deus! Então ele me disse "hey, gata, pára com isso e fica logo com o André" Era assim que ele retribuía tanto amor? Ele queria que eu ficasse com amigo dele? Para tentar esquecê-lo? Então era isso que eu ia fazer. Voltei ao André e ficamos conversando ainda mais um pouco na pilastra. Ele tentava me beijar e eu me sentindo descolada e tudo mais, mas a verdade é que eu estava morrendo de medo por dentro. Ele sabia que eu nunca tinha beijado. Ele veio chegando. Se não fosse um cara que eu tivesse acabado de conhecer e amigo do cara que eu gostava, ia até ser romântico. Ele foi se aproximando e eu olhando para os outros casais... Não sabia o que fazer, onde colocar as mãos, como abrir a boca e... Ele foi se aproximando, assim, em câmera lenta e mil coisas passando pela minha cabeça... Eu falei: "ai... se eu te der um beijo você não me agarra" e apontei com o nariz para os outros casais que estavam se agarrando. Ele sorriu e disse que tudo bem a minha condição. Ele me beijou. Pareceu uma eternidade, estava ficando até meio chato. Aquela escuridão com luzes prá lá e pra cá, música alta, eu de olhos fechados e um cara com as mãos apoiada nas pilastras por cima do meu ombro com a língua dentro da minha boca. Abri os olhos e o afastei. Perguntei a hora. Falei que ia me atrasar para me encontrar com minha irmã e saí correndo. Na mesma noite encontrei com ele de novo ali pelo shopping, todo mundo queria que eu beijasse ele de novo, mas não beijei. Nem selinho. Nem nada. Nem beijo na bochecha. O cara deve ter achado que eu era idiota, mas na verdade nem ligo. É uma das partes mais gostosas de estar crescendo... Provar o novo e rir dos erros.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Um eu não-superficial


Três regras: perfume, sorriso e simpatia. Porque nem todas as garotas são lindas, magras e com cabelo invejável. Se eu quisesse eu poderia emagrecer, me maquiar e fazer chapinha todas as vezes que eu fosse sair com um cara. Só que maquiagem some e borra. Chapinha sai. Emagrecer dá muito trabalho. Por isso, com o tempo, fui fazendo minhas próprias regras. É claro que antes de sair com um cara eu fico meia hora escolhendo uma porção de roupa para ter opção e vou vestindo cada uma combinando com os acessórios para escolher a melhor. Claro que faço alguma coisa no cabelo, não o deixo normal. Só que o problema é que tudo o que eu faço para que eles se lembrem de mim não dá tanto trabalho. Eu passo um dos meus perfumes preferidos (Ma Cherie, Adidas Fresh Vibes ou outro dependendo o cara), quando ele sentir meu cheiro outro dia em outro lugar, ele com certeza vai se lembrar de mim. Já me disseram que meu sorriso é bonito milhões de vezes, então, para que não usá-lo? Sorrio muito, naturalmente. Isso atrai os meninos. E tento ser eu mesma. Não fico fingindo ser quem não sou como tanta gente faz, principalmente porque eu sempre saio com uma pessoa pensando, primeiramente, em tentar conquistar a amizade e a simpatia dela, quando consigo fazer isso, partir para o segundo passo é mole, tento usar meu charme, que é um segredo natural que não conto pra ninguém!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Gordinhas


Eu sou aquelas gordinhas que ninguém liga de eu ser gordinha, eu juro. É claro que nas baladas as minhas amigas magras sempre são mais xavecadas, mas quem liga para ser mais ou menos xavecadas nas baladas? Elas nem gostam disso! Em relação a menininhos e tudo mais, sou muito sortuda por que eu só fico com os caras que realmente gostam de mim de algum jeito, e isso é muito bom! Eu como muita besteira e ultimamente tem me feito muito mal, por estar em época de vestibulares e coisas que vão mudar minha vida toda, me faz ficar ansiosa e ingerir milhões de calorias-diárias e queimá-las só fica no meu pensamento, de manhã, antes de tomar banho “acho que vou fazer uma esteira antes”. Mas eu me preocupo com meu peso, estou começando a não entrar nas roupas e ser indicada como ponto de referência “tá vendo, ao lado da gordinha tomando sorvete?”, mas pior do que isso – se é que existe pior – estou começando a me preocupar com minha saúde, o que, aliás, é a única coisa com o que me preocupo se tratando do assunto calorias.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Qual a sua opinião?

Drogas é um assunto polêmico, não é? Normalmente em aulas de química os alunos e os professores encontram uma maneira de tocar no assunto. Isso acontecia no meu colegial inteiro e agora no curso pré-vestibular.

É engraçado e até um pouco hipócrita, a forma em que o assunto é tratado entre essas pessoas. Se for com um de seus - talvez futuros - filhos, não pode, não. Se for pra discutir o tráfico, todos contra. Acabar com esse mundo marginalizado que mata tanta gente inocente, como nossos colegas de cursinho, de faculdade ou estágio, todas as pessoas de classe média/alta, muito a favor.

Em 2006, quando o PCC aterrorizou a cidade de São Paulo inteira e outras partes do estado, ouvi da boca de uma amiga - classe média, por isso colocaremos como instruída - que fuma (ou fumava) maconha: vamos fazer uma corrente de energia positiva! Corrente? Do que você está falando? Qual tipo de energia você quer? Fiquei me perguntando isso por muitas horas e comecei a refletir. Existe gente má que fuma maconha, existe gente idiota e gente boa também, mas ser uma pessoa boa tira a culpa dela, a culpa de estar financiando o tráfico.

O problema não é fumar ou não. O problema é o porque fumar e da onde tirar essa droga. Tem gente rica que não sabe que sustenta o tráfico, não sabem por que só vê gente pobre morrer - por não pagar e "ah, só nos fins de semana quando tem festa" mas se não fumassem, o mercado diminuiria, talvez, afinal de contas, os mais pobres não tem dinheiro - dinheiro honesto, eu quero dizer - para comprar drogas.

O que dizer sobre essas pessoas mais pobres que usam drogas? Se nós que hipoteticamente somos instruídos não nos assustamos ao descobrir um beck na bolsa de uma amiga, imagina, você, uma pessoa que cresceu ouvindo seu pai vendendo drogas, o sonho dessa pessoa quando crescer talvez seja ser como o pai como crescer.

O meu ponto não é esse na verdade, não quero discutir porque motivo a pessoa é traficante ou usuário, meu ponto é que quando estamos em um grupo procurando ser descolado e onde ninguém te conhece e quer ser uma pessoa bacana, sempre mandamos frases indiretas como se fôssemos usuários, mas de um sentido interessante e não num sentido ilegal. Isso sim para mim é hipocrezia, numa aula lança um comentário indicando que é mesmo usuário e quando atacam o lado dela elas choram... e choram mesmo. Essas pessoas têm que escolher em que lado ficar, por que não pode ficar em cima do muro. Não dá, mesmo.

[a autora é contra qualquer tipo de droga: ilítica, lícita, amor e falta de dinheiro.]

domingo, 31 de agosto de 2008

Mercado Incerto



“Quatro piratas ou um original?”, aposto que todos já pensaram nisso. Vamos aos fatos: hoje em dia o mercado de CD e DVD originais vêm diminuindo, pois a facilidade que a rede de internet nos dá é praticamente infinita. Procure qualquer coisa no Google, me disseram uma vez, se ele não encontrar é por que não existe. E com músicas, filmes e seriados não seria diferente. É claro que informação é uma coisa e conteúdos completos são duas coisas diferentes, mas como disponibilizá-los na rede tem o mesmo principio básico e privacidade. No Brasil, onde é feito 5% dos downloads fora da lei do mundo, 20 cidadãos foram os primeiros a ser processados, em 2006, por baixar conteúdo sem pagar pelos direitos autorais. Até esse ano, milhões a mais. Vira-e-mexe eu fico me perguntando por que eu pagaria R$2,50 por uma música se posso baixá-la de graça? Por que compraria um CD com 15 faixas se só vou escutar duas ou três? Mas também penso no fato de estar cometendo uma injustiça, não pagando pelos direitos. Mas penso também que se, eu ouvir uma música, duas, três de um mesmo cantor e gostar, vou querer ir aos shows, vou chamar meus amigos para irem comigo, vou comprar produtos dele, e de repente até o CD original, pois nada supera a beleza de um CD original e seu encarte. Dor de cabeça com a diminuição de vendas dos originais, a teórica desvalorização dos artistas, o aumento de artistas alternativos e/ou independentes, o que não é bom para a gravadora e nem para os artistas. Tudo isso é ruim, sim. Entretanto, nem tudo está perdido. A solução deveria ser mais shows, mais eventos divulgando os artistas, mais festivais. Assim, as pessoas que não vão deixar de baixar as músicas deles na rede, mas vão apreciar os eventos e assim as bandas garantem seus sustentos, e tudo poderia ser feito pelas próprias gravadoras. O mundo está seguindo o fluxo, os donos de empresas não podem querer que tudo continue a mesma coisa que era antes, é o que as pilhas alcalinas normais estão fazendo: lançando recarregáveis, ou que duram 200 fotos... Não adianta proibir nada na internet, até por que se deixarem off-line algum programa ou site hoje amanhã terá outras fontes.

sábado, 9 de agosto de 2008

"...O VENTO SABE O CAMINHO..."

Ser independente é já crescer fazendo jus a isso. Se quando está crescendo fica dependendo de mamãe, papai e amigos para tudo, você vai ser um adulto assim, mesmo com seu próprio dinheiro ou sua casa ou ainda mesmo com sua própria família. Mas se você cresceu dependendo o mínimo possível de todo mundo, você vai ser um adulto livre leve e solto! Às vezes é culpa dos pais, outras vezes do lugar onde moram, mas a maioria das vezes a culpa é nossa. Quer algumas dicas? Aprenda a ir para a escola, pro clube ou pro shopping a pé ou de ônibus, peça ajuda para seus pais no início e para eles confiarem em você. Comece, desde quando puder, fazendo alguma coisa que te dê uma graninha além de sua mesada. Tenha conversas adultas com seus pais, diga algo como querer aprender ou crescer ou ainda: não querer incomodá-los sempre - essa última funciona que é uma beleza. Se você for do grupo dos independentes vai conseguir facilmente essa “liberdade condicional”, e tem que continuar com ela até ter for mais velho, por isso, não faça nenhuma besteira. Caso não for dessa turma, você vai se mostrar frágil, com medo e ameaçado, então seus pais, atentos a isso, vão prender você ainda mais. Então, não adianta esperar que um milagre aconteça: com um esforço a mais pode conseguir, sempre existe tempo de se corrigir, comece assim que se dar conta do quanto isso é essencial. Liberdade é nosso direito como pessoa, e nossos pais têm que aprender a respeitá-la.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Bem Vinda, Maconha



Por que só as drogas como álcool e o cigarro são vendidos dentro da lei?

Cigarro contém mais de 4.500 complexos químicos e bebidas alcoólicas causam infinitos acidentes.

A maconha sendo liberada diminuiria a violência do tráfico, seria mais ou menos como os cds e dvds: existe a venda pirata, mas também tem os originais. A violência e disputa pelo poder nos pólos de tráfico iriam diminuir.

Cada um tem que ter consciência do que está fazendo, leis não servem para nada, o que faz o mundo ser melhor é a consciência de cada um, não podemos sair por aí fazendo justiça com a própria mão.

E quanto à saúde, também cada um sabe o que faz. Tudo tem que ser usado com moderação ou então é prejudicial. Por que se for proibir tudo o que faz mal o chocolate, o feijão, a batata frita e o ato sexual deveriam ser proibidos, e não são.

Portanto, num futuro onde as pessoas forem mais conscientes, poderemos comprar maconha em farmácia, sob prescrição médica.     

domingo, 12 de agosto de 2007

Chances



Talvez gostar dele nem fosse tanto problema, ele era meio nerd e feio, mas eu sempre achei que ele era bonzinho, ele era intelingente e ajudava quem ia mal na escola. Como eu nunca fui a mais bonita da classe, quando eu recebi uma cartinha dele, não tive escolha, tive que aceitar namora-lo. Foi a pior coisa que eu fiz na vida: ele era chato, não tinha assuntos interessantes e não gostava de tomar sorvete. Nerd, muuuito nerd, só pensava em estudar. O que eu conclui com tudo isso foi que as aparências podem ou não nos enganar, mas o importante é dar uma chance ao acaso, como o carinha mais lindo e durão da classe fez: deu uma chance pra mim.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Tudo concentrado nos cabelos









Os cabelos mostram a personalidade de cada um? Não é por nada, mas quando se trata de cabelo eu definitivamente queria ser homem, sei que tem aqueles de cabelão, que cuidam da cabeleira como as mulheres, mas sem dúvida é muito mais fácil poder cortar o cabelo curto, primeiro, sem que ninguém pense que somos rebeldes, ou que grudamos chiclete no nele, depois que o poder da mulher está no cabelo. Será?
Definitivamente, meu cabelo não tem mais jeito! É claro que eu tento, ao máximo, fazer com que ele fique ajeitadinho, até que eu tentei (várias vezes) a progressiva (com formol e tudo mais, olha o perigo, pra nada - quase nada, na real!). Não foi a primeira vez, mas dessa vez eu saí pra dançar com ele lisinho. Vocês não vão acreditar no resultado (ou na verdade é o resultado mais natural).
Há três semanas que eu vou à mesma boate, de quinta feira, com geralmente o mesmo pessoal, mas duas semanas atrás eu estava com meu cabelo, vamos dizer, um pouco rebelde. Não que eu vá pras boates pensando em pegar todos os garotinhos, passar o rodo ou qualquer coisa do tipo, mas tem hora que eu me sinto feia, me sinto não sexy demais, por que afinal de contas, por que ninguém pára pra dançar comigo, ou pede meu telefone como pedem pras minhas amigas, as com os cabelos arrumadinhos. Qual é o problema? Aliás, qual é o meu problema?
Eu fico olhando em volta, tenho vontade de chorar, não sou bonita como minha família e meus amigos acham? Não tenho aquele sorriso que dizem? Ué, eu posso desconfiar, não posso? É estranho, por que não é só o fato de ninguém chegar em mim, o problema é tudo o que tem por trás disso.
Mas o resultado de uma escova progressiva, mais do que fazer a chapinha muito mais rápido e a auto estima lá em cima quando me olho no espelho, é dançar e todo mundo te olhar. E tudo mudou por causa de um cabelo. Como pode? O que é que eu tenho de cabelo liso que eu não tenho de cabelo... crespo? Isso. Eu odeio perguntas retóricas. Não preciso nem responder essa. Ou é melhor deixar claro?
Vamos lá, cabelos crespos são bonitos, menos os meus, é claro, por que ele não é nem enrolado nem liso, é uma mistura heterogênia que me deixa simplesmente ridícula com a parte da frente do cabelo caindo pra frente, com o formato de uma asa delta, com um vermelho cobre, meu cabelo me odeia tanto que nem a cor fica como eu quero, e isso é irritante.
Mas agora, tudo mudou. Sabem por quê? Por que eu fiz qualquer coisa no meu cabelo que o deixou sem muito volume, continua não sendo nem enrolado nem liso, mas pelo menos tirou o volume. E na hora que eu começar a dançar, eu não vou parecer que estou com um look "black power" sem querer. mas confesso que eu fiquei indignada. Se tem uma coisa que eu odeio é ser movida pela aparência, então, talvez eu prefira a beleza diferente, com os cabelos não tão lisos nem tão cacheados, sem muito volume (xô volume! Deus nos livre do volume!), uma franjinha e nada... naaaada de cabelo comprido. Comprido pra que? Se todo mundo tem?
Cara, o lance é ser você mesmo, sabe?! Com certeza! Isso é até clichê, mas é a real! Usar o cabelo como quer, sem frescura se tá na moda ou não, se os outros gostam ou não. Eu por exemplo, estou com uma faixa aqui e vou usar como a Catarina de "O Cravo e a Rosa", lembram? Quero vê alguém falar alguma coisa.

terça-feira, 20 de março de 2007

Lei da Selva ;D


Aí, galera, olha como as coisas mudam... olha o que eu disse em março de 2007 (2 anos atrás)

Não sou vegetariana, nem conseguiria ser, simplesmente por não conseguir rejeitar uma picanha, um bife grelhado, um belo sanduíche de presunto, mortadela ou salame, mas admiro quem consegue se alimentar bem sem precisar matar os animaizinhos, que não têm nada a ver com nada e mesmo assim morrem. Sou a favor de não jogar lixo no chão, não cortar árvores, matar, se não for para se alimentar, nem uma formiga, sou politicamente correta, tento mudar o mundo para melhor nas minhas atitudes, mas comer... é a lei da sobrevivência, se é que vocês entendem. Não sou uma pessoa má por comer carne, mas os vegetarianos passam da barreira de ser simplesmente certos, os vegetarianos são realmente os caras legais, e a idéia de ser vegetariano é interessante, mas Deus perdoa quem tem bom coração, e como eu disse, comer carne não me faz ser uma pessoa má, e espero não sentir culpa nunca, deixando bem claro meu ponto de vista que é simplesmente a lei da selva.

 
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