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terça-feira, 11 de setembro de 2012

ó liberdade....




 Art. 5º da Constituição Federal: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade


Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante, E o sol da  liberdade , em raios fúlgidos, Brilhou no céu da pátria nesse instante. Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó  liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte!
         
Ando sem pressa esses dias, tudo ao meu tempo e sem correria por causa de atraso. Eu me dei ao luxo de usar chinelos e ficar ouvindo reggae, o que diminui ainda mais meus movimentos e me dá mais tempo de refletir...

Percebi como nós somos escravos de relações interpessoais; redes sociais; trânsito, seja ele em nossos carros ou em ônibus apertados; emprego que não gostamos, mas precisamos deles; cidades poluídas, sem nenhuma qualidade de vida; comportamentos que não gostaríamos de aceitar, mas é preciso; sentimentos e vontades reprimidos... 

Somos livres? Ou simplesmente acostumados?

Tenho visto como as mulheres, inclusive eu, em outras circustâncias, vivem presas: calças apertadas, blusas tão justas que nos obrigam ser mais magras, sapatos incrivelmente desconfortáveis, maquiagens, cabelo, sorriso, postura... Ahhh...

Comprar, hoje, é sinônimo de lazer. Felicidade é adquirir, adquirir de novo e depois comprar o mais novo ainda. Compramos porque queremos ou apenas somos livres para escolher o que comprar? 

Confundimos liberdade com rebeldia, com malandragem, esquecemos que muitas vezes ficamos presos em nossas casas com medo da violência lá fora. 

Somos livres de verdade?

Podemos pegar hoje, se quisermos, nossas bicicletas e pedalar até uma praia do Espírito Santo? Ou estamos contando os dias para o próximo feriado prolongado? Ótimo pra você se respondeu que pode ir à praia quando quiser. A maioria das pessoas que eu conheço responderá que não, não pode. Então não somos livres. 

Admito que me senti egoísta por desfrutar minha parcial liberdade, quase descalça e de shorts, enquanto os outros ferviam em seus ternos, gravatas, casaquinhos sociais e até botas... debaixo do maior sol do meio dia! Moda? Aceitação social? 

Está calor, meu Deus, muito calor! Tenho vontade de gritar: “tirem essas roupas desconfortáveis, mostrem suas pernas brancas, usem chinelos ou fiquem descalços, tirem essas meias-calças coloridas e calorentas, façam algo que os deixem realmente contentes, parem já com a infelicidade!”.

Mas as pessoas estão satisfeitas assim, elas gostam... Ninguém quer mudar, se não, já teriam mudado.  Esses pequenos probleminhas é parte de "o preço que se paga”. 

Eu não gosto e não quero trocar minha liberdade por esse estilo de vida... que nem sei ao certo qual é. 

Estilo de vida pobre, louco, burro...

Quero sair daqui, encontrar uma saída, ser feliz de verdade, mesmo que não seja o tempo todo.

Infelizmente temo que minha liberdade tão querida vai durar muito pouco. Vai durar até o limite, até que eu não consiga mais deixar que roubem meus sonhos e vontades e que me encaixem no meu lugar da engrenagem do sistema...

A não ser que eu encontre uma alternativa.




segunda-feira, 30 de abril de 2012

Sedução da tragédia


Semana passada resolvi que eu deveria voltar ler notícias, ver telejornal... Há meses me desvio desse tipo de informação. "Que menina chata", pensei certa vez, "não sei dos assuntos atuais para conversar com meus amigos". Então, apesar de ter sempre opinião sobre tudo [hehe], achei que poderia ser legal entrar num site jornalístico.

Acessei um portal de notícias e variedades, daqueles conhecidos, com muita coisa escrita, publicidade, cores fortes... As notícias que me chamaram atenção foram o filho do cantor Leonardo gravemente ferido e cinco jovens que haviam morrido, os dois casos por causa de acidente de carro.

Li a notícia do cantor e pensei, meio triste, "espero que ele esteja bem, que ele se recupere". Abri a notícia sobre os jovens. Chorei. Fiquei nervosa. Tremi. Pensei que podiam ser meus amigos. Fechei sem ler até o final, eles tinham morrido, não era novela ou outro tipo de ficção, para esse tipo de coisa não existe "Ctrl+Z". Fechei o navegador depois de me arrepender de ter aberto.

Isso sempre acontece comigo. Não sou a mais informada da turma, por que odeio ficar vendo notícia ruim, lendo coisas sobre famosos, assistir programas de TV e me dá agonia de ver como o jornalismo é.

Agora pouco cheguei em casa e sentei na sala para carregar meu celular, na TV passava o ex-gordo zoando um gordinho [eufemismo] que havia caído de cara num carro, no quadro de cassetadas. Uma, ao meu ver, sacanagem que já dura décadas [pelo menos umas duas, né?!]. Nunca vi graça nesse quadro, acho que isso é rir da desgraça do outro e muita falta de coisa pra fazer.

No momento estou na cozinha enquanto passa o programa dominical das 21h na TV Plin Plin, realmente é um programa como o nome descreve... Fantasticamente pesado, como todos os outros do canal, concorrência e outros veículos. Apesar da racional vontade de não ver e lutar contra isso, eu passo pela sala e fico olhando, começa a me dá agonia e volto pra cozinha. Isso aconteceu umas 3 vezes. Ou seja, eu tenho que lutar conscientemente para não ficar ali, porque toda aquela linguagem realmente seduz.

Não só me incomoda pela parte fútil, pela parte que as pessoas trocam bons momentos de leitura por momento de estupidez,  isso eu já me acostumei e não tenho nem vontade de convencer ninguém do oposto [fora que sei do potencial que eles - a Tv e o telecpectador - têm é de fazer algo fantasticamente bom].

O que me incomoda é a parte da tragédia, do drama. O programa de TV também falou sobre o filho do cantor, eu estava colocando meu celular pra carregar e nesse meio tempo minha cunhada entrou na sala perguntando "ele morreu?", e apesar de ter sido bem legal a TV ter feito essa matéria ele estando vivo, é também muito chato pensar que esse tipo de matéria costuma ser feita quando a pessoa bate as botas.

A sedução da tragédia me incomoda fortemente. Eu não consigo ficar leve com esse tipo de notícia ao meu redor. E é só tragédia ou besteira. Fico com meu coração e meu estômago apertados, tenho vontade de chorar, me arrepia.

A gente aprende que as notícias vinculadas nas mídias [devem] ter relevância e ser interesse público... mas sei lá, se alguém me perguntasse, isso seria totalmente irrelevante para mim. Se não fosse o costume, aposto que as pessoas não gostariam também.

Pior que essa cultura  faz que as coisas do dia a dia que são esfregadas na nossas caras passem despercebidos.  Quantas vezes passamos por gente dormindo na rua e nem vemos? Não dá pra saber, eles costumam ser invisíveis aos que já estão calejados com tragédia.

Eu concluo, portanto, que apesar do meu pequeno esforço de querer me manter informada, como eu tenho o livro arbítrio e "os incomodados que se mudem", eu posso sim ter a escolha de ser ou não [esse tipo de] informada e não me sentir mal por isso.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Novo e de novo

Eu só te vejo de longe, de longe, de muito longe. Percebo quieta suas expressões. Se olha na minha direção, não me vê. Desvio o olhar, pra não correr o risco de cruzar com o seu. Disfarço, finjo mexer no cabelo. Meu sorriso te dou de graça, mas você não aceita, nem percebe. Fujo, fujo, me aproximo, nem percebe. Tento chamar sua atenção que estou olhando para outro lado, para outro sorriso, sem sucesso. Nem percebe, é distante. Nunca ouvi sua voz, que agonia em não saber seu tom de voz ao falar... principalmente se for comigo. Entre nossas listas de interesses, os suficientes para nos completar, justo na fronteira de compartilhar a diversão e conhecer a novidade, certeza. Mas como perseverar, convencer? Que argumentos? Já tentei de tudo. Até que comecei a sentir arrepios ao saber que algo inesperado havia acontecido. E decidi sumir, antes de aparecer, por assim dizer. Nunca vou saber se iria ou não. Desaparecer é fácil, basta que eu pare de insistir com você.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Vou largar tudo e ser FELIZ!!!!!

Fui ser FELIZ!!!!!!


          No dia em que eu largar tudo e for morar em São Miguel dos Milagres, minhas amigas do colégio que diziam que eu vivia em outro planeta, em um mundinho perfeito só meu, não vão estranhar e dizer “eu disse”.
No dia em que eu largar tudo e for morar em Alto Paraíso de Goiás, meus colegas que me criticaram, tentando me ofender, dizendo que eu vivia em um mundo utópico, que eu mesma criei, vão ficar de queixo caído.
No dia em que eu largar tudo e for morar em Belém do Pará, vai ser pra me afastar do caos, do aperto diário nos transportes públicos, do medo da violência urbana e da falta de solidariedade...
No dia em que eu largar tudo e for morar em Madre de Deus, não vou estranhar se eu não me adaptar no começo, mas vou me martirizar se eu tiver vontade de voltar.
A gente já está mais do que acostumado com essa loucura e eu simplesmente não consigo entender. Como podemos nos adaptar a um sistema que só nos quer mal?
O que são as coisas? Ter, não ter... Trabalhar pra ter, descansar para o outro dia voltar a trabalhar. E ter, comprar, ser melhor que o outro “tendo”.
Um dos motivos que eu não largo tudo e vou para Oiapoque ou pro Chuí hoje mesmo é porque ainda não consigo ser egoísta assim... É egoísmo, mesmo. Não tem outra palavra pra descrever o que seria largar tudo e tentar a simplicidade de ser feliz.
Egoísmo com quem precisa de mim aqui.
Mas seria também egoísmo com o sistema e ele bem que merece que eu, ou melhor que todos nós fizéssemos isso, sabe, simplesmente ser feliz.
Esse sistema que nunca se importou se estamos ou não, bem. Que nunca perguntou se precisamos de algo mais para ser feliz. Ele simplesmente impõe estilos de vida suicidas, regras para que nos tornemos maus e nos enfia na cabeça desejos que, na verdade, são frutos da propaganda e não do coração.
De que vale a vida se a gente quer só ter e esquece de ser? Afinal, nosso único e maior desejo é ser feliz.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Desabafo por um País mais Justo


Assista esse vídeo. Complemente as informações nos comentários. Estou revoltada, aproveitei o auge da minha falta de paciência com o serviço público para escrever o texto e depois gravar. Desculpa se falei alguma besteira, se dei alguma informação errada.


A GENTE QUER ORDEM. A GENTE QUER PROGRESSO. A GENTE QUER HOJE.


Uma ideia, por mais mediana que seja, divulgada, acredito valer mais do que uma boa ideia guardada.


Se você acreditar na mensagem do vídeo, passa pra frente. Fiz o que eu podia, não posso fazer você comprar essa briga comigo se não acreditar. Agora a batata tá na sua mão: curtiu de verdade? Compartilha! Não custa nada e quem tá no vídeo sou eu, mesmo... não há motivo pra se envergonhar hahahhha..

Vai que é tua, Brasil!!!!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Leia Gênesis que você vai entender


Fonte da Imagem
              A questão foi levantada por um contato meu do Facebook, que sempre traz questões interessantes a serem debatidas. Não coloco a postagem nem as opiniões se não teria que postar tudo, por causa do contexto. Mas foi interessante. A não ser porque fiquei pensando... E pensar é ruim (brincadeirinha!!!), por que quero respostas que nunca terei. 

       Era um papo sobre religião, Deus e extraterrestres. E aí, se Deus e Anjos são seres extraterrestres, será possível haver outros, tipo alienígenas? Acredito que o objetivo era dar mais a opinião mesmo, nada científico. E uma das opiniões foi que Deus não ia deixar seres espalhados ou "esquecidos" pelo Universo, então pra ela não existia. 

Fonte da Imagem
       Aí perguntei se, segundo a Bíblia, Deus tinha feito só a Terra ou todo o Universo, e se fez só a Terra, quem fez o resto; e se foi o Universo todo, porque não faria e amaria outros seres, em outros lugares. Tive a seguinte resposta: "Leia Gênesis que você vai entender".

       Apesar do respeito que tenho pela opinião, vejo um buraco nessa explicação, "Leia Gênesis que você vai entender" por que essa resposta me parece muito artificial, mecânica. Acho que não é o que essa pessoa acredita, para dar seu ponto de vista, argumentar e por isso só tem uma resposta, que não vem do raciocínio, sensibilidade e reflexões próprias e sim de terceiros.

       Acreditar na Bíblia... Se você acredita, faça um esforço a mais para entender o que vou dizer agora: qual é a diferença concreta em acreditar na Bíblia ou em qualquer outro livro, de ficção (mesmo sabendo que o autor escreveu fantasias de sua mente) ou de Ciências (tão bem argumentados)? 

       Acredito tanto em Deus que fico com pena de dizer isso, principalmente por que há chances de ser verdade, da mesma maneira que há chances de não ser. Mas o Deus que eu acredito não me julgará por desconfiar, pois ele me fez assim. 


Alto Paraíso de Goiás: onde, definitivamente, Deus está e onde é também rota de Disco Voador
       Talvez eu leia Gênesis, mas o quanto vou confiar nele? Aí está o ponto. Eu já li o Guia do Mochileiro das Galáxias, ele faz sentido pra mim e pelo menos eu sei quem o escreveu. E eu escuto músicas que traduzem minhas dúvidas e agonias e tentam me dar algumas respostas e me dão paz interior... Ah, sei lá, em que acreditar? Só por que algo é super antigo, tem uma grande tradição, uma grande parte das pessoas acreditam... não quer dizer que seja a resposta da Vida, o Universo e Tudo Mais, é?! 

       "É fé, Gabi, é tudo fé". Se você pensa assim, não me daria uma resposta "Leia Gênesis que você vai entender", por que não vou entender só de ler esse tal Gênesis, preciso acreditar. Se é questão de fé, o argumento deveria ser algo como: "se você tiver fé, se acreditar, você entenderá." Ler Gênesis vai me fazer apenas conhecer a estória, e não a História.



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Sei que é um assunto delicado, respeito todas as religiões e crenças como eu gostaria que respeitassem a minha, portanto, o objetivo aqui não é brigar, desrespeitar, nem bater de frente com sua religião, mas é questionar, refletir, sobre valores que já tive um dia, mas a vida foi me provando que não fazia sentido pra mim.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Planos...



Imagine você daqui 10 anos...

Cachoeira das Loquinhas - Alto Paraíso de Goiás
      Você consegue? Bom, eu nunca consegui. Na verdade, não consigo até hoje. Quando penso em 10 anos, é tanto tempo pra frente, que não é algo tangível. 34 anos, eu posso até estar casada e ter um filho, ou dois. Mesmo que hoje maridos e filhos não estejam nos meus planos para daqui 10 anos. Há 7 meses eu não imaginaria que estaria onde estou hoje, em todos os sentidos que não convém citar, mas 7 meses? Quantos 7 meses há em 10 anos?! Uns 17,142, aproximadamente. Então como posso fazer planos para 10 anos - e não ficar frustrada se o fizer?

      Vou vivendo assim, dia após dia, avaliando com cuidado, mas entrando de cabeça em tudo. Aprendendo com os erros, aprendendo a ouvir os mais experientes dizerem "você pode estar indo para o caminho errado", e pensar mais em cada movimento, mas dizer sim, sim, siiim a tudo. Planos para hoje, amanhã e talvez para o final de semana. Planos para 10 anos? Só se eu puder ir mudando toda hora, só se o único plano for o mesmo que tenho hoje... ser feliz!




"...e se nada der certo a gente vira hippie..."

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Violência e tráfico de drogas


"Então... A culpa é de quem? Eu canto em português errado. Acho que o imperfeito não participa do passado..." (Meninos e Meninas, Legião Urbana)

“Em menos de duas horas, tudo será queimado num forno de alta temperatura”, um camboio que transporta toda droga da delegacia no Rio entra em um ferro velho no Caju.  Atrás daquelas latas-velhas, chega um calor mesclado pelo sol e o incinerador. Desfazer-se dessa droga significa mais do que simplesmente dar um fim a ela, pode significar salvar vidas, já que “a expansão do tráfico de drogas a partir da metade da década de 80 é diretamente responsável pelo crescimento de número de homicídios”, frase tirada do documentário Notícias de uma Guerra Particular. Esse cenário descrito é um dos fins para esse causador de tantas mortes. Tem traços de Counter Strike, um polêmico jogo de tiro. Essa batalha tão violenta entre traficantes e policiais no Rio de Janeiro não é muito diferente das batalhas entre terroristas e exército, inspiração para esse jogo. Só que tudo que poderia, se vivêssemos em um mundo perfeito, ser ficção, se baseia em uma grande realidade. “Não penso em fazer maldade com ninguém”, mas em Terra sem Lei, ou que as leis são as dos mais ricos, qualquer um teme ser excluído “primeiro eu fiz isso para me alimentar, comprar comida; depois para me manter, andar arrumado”, diz Adriano, traficante, 29 anos, no mesmo documentário. A culpa é de quem? A culpa é do cara humilhado e considerado marginal desde criança, quando nem ao menos tinha consciência do que é certo e errado? A culpa é de quem? Do garoto que é deixado sozinho na favela porque os pais tinham que ir trabalhar e não tinham onde e com quem deixar? Não. A culpa não é deles.  A culpa, acredito, que é dessa competição sem fundamento por ter mais coisas de valor. Por quê? Não entra na minha cabeça, já que no fim, todos nós deixaremos de ter, para apenas ser... Ser lembranças dos entes queridos que ficaram, ser espírito. Certa vez li pixado no banco do ônibus que “o mesmo cara que me prende por roubar, é o cara que me incita  a comprar”, agora me diz você... a culpa é de quem?

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Esperança Para Meu País


Quando eu conheci a ONG Um Teto Para Meu País, não tinha nem idéia do que esperar. Uma ONG de jovens universitários, como eu, que constrói casas de emergência e denunciam a cruel realidade de pessoas que vivem abaixo do nível de pobreza, era o que eu sabia.
Fui para minha primeira construção sozinha, conhecendo, de vista, meia dúzia de pessoas que interagi em outros eventos do Teto. Não importava, eu estava fazendo o que meu coração mandava.
Passou a primeira, foi a melhor sensação possível. A equipe da logística, da qual eu fazia parte, ficou bem unida. Pouco conheci as famílias, mas eu sabia que meu esforço tinha valido a pena.
Um mês depois rolou a segunda, foi minha primeira, de fato, construção. Foi difícil, choveu, fez frio, ajudei uma equipe que ainda estava nos pilotis e no barro as 20h do sábado.
Mesmo com toda a dificuldade, CEM casas foram construídas naquela ocasião. Mais do que isso, CEM famílias não dormiriam mais no frio, na chuva, com animais perigosos e nojentos entrando em casa.
Depois veio setembro I e logo chega setembro II e a cada construção fico com vontade construir de novo. Não estou copiando nem citando ninguém, é que realmente a sensação é essa, para a maioria das pessoas: o dever cumprido, a felicidade das famílias que merecem e trabalharam para conseguir essa oportunidade, vale MUITO a pena.
Acho que o voluntário ganha tanto quanto a família. Ou mais... Você não consegue sair de lá e continuar pensando igual quando entrou, seja lá o que pensava antes. Você entra de um jeito, e sai de outro, mesmo que seja difícil de perceber.
O Teto não soluciona o problema da família, mas melhora sua auto-estima, faz com que eles se sintam lembrados e amados novamente, traz a sensação de viverem com mais dignidade, sem medo de perder o barraco por qualquer chuva e ventania.
A verdade é que o Teto sobe mais do que uma casa para algumas famílias, ele nos traz a esperança que falta em nosso País.
Para saber mais:





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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Quando a gente se apaixona por quem não está nem aí por você

Ontem foi dia dos namorados, hoje é dia do santo casamenteiro e aqui escrevo um  fato: percebemos que estamos no fundo do poço do amor quando temos certeza que a intensidade e regularidade que a outra pessoa pensa em nós é exatamente inversamente proporcional ao mesmo que pensamos nela.

Todo mundo já gostou ou vai gostar de alguém que não tá nem aí pra você. Não importa a quantidade de livros de auto ajuda você já leu ou de vezes que você já sofreu de amor, gostar de alguém que não gosta de você é dolorido até o dia que você perceber que está em outra (que provavelmente te fará mal também) e sempre é o mesmo. 

Não adianta ouvir conselhos, fazer promessa, chutar o balde ou enfiar o pé na jaca. Amar desse jeito é um saco e parece eterno até finalmente passar. Você pode se fazer de vítima e tudo que sair errado, coloca a culpa na fossa. Use a mesma desculpa para fazer seus amigos te jogarem confete sem sentir culpa (para quem não sabe o que é isso: ficar te elogiando exageradamente), você pode ouvir muitas músicas bregas e não ligar para o que os outros pensam sobre isso, afinal, você está na fossa. 

Esses são apenas alguns exemplos de como usar a dor ao seu favor, use sua imaginação. Minha função aqui é compartilhar esse sentimento, assim você vai ter certeza que não está só nessa. Milhões de pessoas como você passa por isso todos os dias. Por que você acha que tanto sertanejo, Justin Bieber e músicas antigas de Sandy e Júnior e Backsrteet Boys são baixadas da internet?

E lembre-se (palavras de minha melhor amiga): 'ele não vai ser a última pessoa que você vai amar.'

terça-feira, 10 de maio de 2011

Amor proibido

Julio,


           Agora toda vez que eu começo a viajar em meus pensamentos vem você. Apesar de já ter te visto em foto e meio de longe, nunca tinha reparado o quanto você é lindo e nem sabia que seus olhos são verdes. 

           Você nem precisou dizer nada, chegou, sorriu, passou a mão no meu cabelo, sorriu mais, e... lembra? Você ia me beijar, eu que não deixei. Você perguntou "o que foi?", mas já era tarde demais.

           Respondi que não era nada e quando você segurou meu rosto para me beijar, já era, eu não aguentei. Não foi por mal, você é irresistível. Só sei que percebeu que alguma coisa estava diferente depois que nos beijamos porque você se afastou em um pulo. Eu já nada poderia fazer: me apaixonei.

           Você deveria saber que a Luisa não ia ter coragem de cortar o cabelo assim curto, como é o meu. O erro foi seu, na verdade...  Errou em não ter visto a pinta de baixo do meu olho esquerdo que, até muitas vezes para nossos pais, é a única maneira que saber quem é quem.


            Vocês que se entendam, tô pulando fora da responsabilidade.


Agora não dá mais pra mentir ou esconder. Amo você.
Beijos, Laura

terça-feira, 29 de março de 2011

Um olhar diário pela cidade de São Paulo

No meu caminho diário pra faculdade encontrei uma caçamba de entulho da prefeitura... Um pouco cheia, um pouco bagunçada...

Mas tudo bem, né?!

mas e aí...?

Foto: Gabriela Pagliuca

um dia depois, tiraram a caçamba e o entulho...
quer dizer...
mais ou menos...

Foto: Gabriela Pagliuca

E aí, pessoal?
Como fica?


(obs.: às 18h já tinham feito uma limpeza, mas ainda tinha algum vestígio de sujeira)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Moradores de rua

   
  Sempre achei interessante as coisas que percebo ao ver um morador de rua. Bem, na verdade, a gente nunca pode ter certeza se ele vive mesmo na rua ou não. Uma vez, há 1 ano e meio mais ou menos, fui conversar com uma senhora e ela me disse que tinha uma casinha bem simples, mas que preferia comer na rua (com a comida que as pessoas doavam) e viver com o dinheiro que ganhava na frente da igreja. Cada dia da semana ela ia em uma diferente.

  Eu já vi (potencias) moradores de rua levando carrinho de super mercado com cobertor, colchão, toalhas etc, já vi morador de rua com cachorro, já vi morador de rua filosofando e já vi, até, quem morava na rua por que queria, e não por que precisava. 

  Mas uma coisa muito me chamou atenção, estava passando de ônibus - por isso não tive oportunidade de parar para conversar com ela - uma senhora lendo, ou talvez folheando, uma revista. Primeiro pensava que era uma revista dessas de fofoca, pela capa percebi que podia ser essas tipo de comportamento para mulheres mais velhas, mas depois deu pra ver certinho que era uma revista de noivas.

Foto: Gabriela Pagliuca

  Pois bem... Não sei o motivo pelo qual essa senhora (a da foto) estava lendo/vendo essa revista, mas se pode pensar em diversas razões, reais ou não. Pode ser por tédio, por curiosidade, por não ter nada para fazer... Mas o que eu quero acreditar, e vou acreditar, é que ela tem um sonho. Todos têm um sonho! Ai, que  vontade que eu tive de abraçar essa senhora!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Perder de um lado para ganhar de outro.

     Depois de muito refletir sobre as “injustiças” da vida e sobre perdas e aprendizagem, resolvi fazer esse post apenas como uma reflexão. Por que temos a impressão que sempre que vem algo bom, perdemos outra (s) coisa (s)?

      Será que tudo isso faz parte da nossa evolução? Eu acredito que sim… Como pessoa, como espírito, para ter mais maturidade e poder superar os problemas com cada vez mais facilidade.

      Eu sei que é difícil, mas no fim entendemos o por quê das coisas. Eu estou falando desde as pequenas perdas até as grandes, desde as de nossa escolha ou das que não temos opção.

      E por que isso? Para evoluirmos, simplesmente? Crescer aprendendo que não temos tudo o que queremos, para deixarmos de ser seres humanos mimados. E quanto mais isso acontece, mais fortes ficamos.

      Por isso temos que, na minha opinião, dar muito valor as coisas que temos, as nossas conquistas, e temos que tentar esquecer um pouco as coisas que abrimos mão, principalmente das que não tem mais volta. Será que esse é o caminho? Não sei, mas ninguém sabe essas coisas, temos que agir como cremos ser certo e justo.

      OBS.: não estou dizendo que devemos deixar pra lá tudo que não deu certo, sou super a favor de correr atrás do que desejamos, ok? estou falando naqueles casos que não há nada para fazer!!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Os fantasmas do passado e o futuro Bicho-Papão



         Ultimamente tenho pensado no meu futuro. Meu maior medo, na verdade, é que ele seja um reflexo do meu passado. Porque eu tenho medo? Bom... eu não era uma pessoa muito brilhante, talentosa, não deixava meus pais muito orgulhosos e muito menos servia de modelo para ninguém. Apesar de sempre ter sido uma “boa menina”, não era, por exemplo, uma aluna nota 10 (nem nota 7, nem nota 6), sempre começava as coisas e não continuava e me sentia mais imatura do que deveria ser.

Ótimo, vocês devem estar pensando, agora que não você não é mais assim, não precisa temer. Eu sei. Mas apesar de eu entender que hoje eu faço o que eu gosto com amor e dedicação, trabalho e estudo duro, amadureci bastante, tiro notas boas na faculdade e tenho alguns prêmios (ainda que não sejam tocáveis) porque eu sei que mereço, eu ainda tenho medo.

O problema é o fantasma do passado me assombrando. Por isso escrevo esses quatro parágrafos. É porque eu descobri algumas coisas que não podem ficar só para mim, são totalmente compartilháveis. Descobri que não importa mais o que eu tenha sido no passado, eu evoluí. Se eu era daquele jeito, paciência, já foi, sofri, decepcionei pessoas que eu amo, mas eu tentei concertar o erro e acho que consegui porque agora tudo é diferente. Descobri no que eu sou boa, que eu posso mudar o mundo – pelo menos na parte que me toca – e que algumas pessoas realmente acham que eu mereço uma honra ao mérito.

Se você também passa pela mesma situação que eu, só posso sugerir que fique tranquilo e que tudo vai dar certo. As coisas se ajeitam no seu devido tempo, o que temos que fazer é continuar lutando e cumprindo nosso papel. Não podemos deixar a peteca cair, nos valorizar mais do que ninguém (para ambos os casos que esse duplo sentido sugere) e sempre acreditar em você mesmo.


Nunca é tarde, você pode começar agora mesmo! Caso tenha algum medo como esse meu medo do futuro, compartilhe aqui nos comentários.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Como a mídia desvia sua atenção dos problemas importantes:


Uma tarde na frente do computador....



Você vai lá e clica ou no “beleza e motor” ou no “ator de ‘Força Tarefa’”... Ficha limpa? O que é isso?

Aí, você achando que vai tá informado por entrar no terra.com.br vai lá e clica nas 100 namoradas e mulheres de personalidades... 


Eleições no senado do Pará? Pará? Onde fica isso? E o que diabos é Senado?

Aí você continua nos sites jornalísticos...
Daí você pensa um pouco e... Olha!!! Eu quero saber o que vai acontecer mais tarde na minha novela... Depois eu volto e leio sobre a Ficha Limpa...

Mais tarde...
 
Depois...
 

Depois você vai dar uma olhadinha o que tá é TT no twitter de hoje...
 

E a Ficha Limpa? Ah, esquece... Vai começar minha novela na televisão, por isso vou ter que desconectar! Beijos...




quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Sou maduro?



                Para você que acha que é grande ou que sabe que não é, mas gostaria de ser, esse texto é para você. Às vezes pensamos  que estamos completos e que somos maduros para nossa idade, mas na verdade, o que é ter 18, 19 ou 20 anos? Se cada um, com essa idade, está em uma fase diferente, como definir o que é ser um jovem adulto? Que tipo de responsabilidade nos cabe?

                Nascemos na era digital e tudo o que precisamos é que alguém faça algum upload das informações necessárias. Por isso nossa geração pensa que sabe demais.. Enquanto as gerações passadas têm uma boa bagagem de assuntos específicos, nós temos conhecimento superficial de uma grande quantidade assuntos.

                Mas e no fim, o que é maturidade? Maturidade está vinculada a conhecimento? Não, acho que não.  Por exemplo, quando a vida nos dá um dilema, a maturidade se mostra dependendo da forma que nós o encaramos, e muitas vezes de nada adianta saber tudo sobre uma banda, tecnologia, culinária ou sapatos. 

                Outro exemplo de maturidade encontrar um meio termo para qualquer coisa, se necessário. A pessoa começa a amadurecer quando começa a ceder. E a mais óbvia, mas menos percebida é a questão dos assuntos da pessoa. Tem gente que, depois de anos continua falando sobre os mesmos assuntos chatos de sempre.

                Espelhar-se um pouco mais nas pessoas mais velhas pode ser muito útil, elas podem não saber para que serve o twitter, mas sabem melhor que nós como viver. E ainda que não pareça o caminho certo, essas pessoas só querem nosso bem. Há maturidade também em saber negociar. Há que haver paciência.

                Comece a ceder mais à vontade dos outros e os outros podem começar a ceder mais as suas. Ainda que tenha certeza que está certo sobre um ponto seja humilde e não imponha a resposta certa, tente convencer o outro. Bons argumentos e boa retórica não são apenas para pessoas com dom ou que trabalham com o público, elas são para pessoas com discursos maduros. E, principalmente, tente ser menos egoísta e sempre evoluir espiritualmente (seja lá o que isso signifique para você).

                Você pode também começar ouvindo conselhos de pessoas que acham que são grandes ou que sabem que não são, mas que estão tentando ser grandes pessoas aos poucos, assim como a autora desse texto.
                

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Corpo



Às vezes nosso lugar preferido é nosso quarto ou o colo da mãe...  Particularmente esses dois são meus preferidos. Mas e quando não temos nenhum dos dois no momento em que nós precisamos de um lugar quando a raiva, a solidão, a dor ou o medo chegam?  O que fazer?
Cheguei a conclusão que fazer do nosso corpo o melhor do lugar do mundo pra se viver é a melhor solução de todas. Nosso próprio corpo, óbvio demais? Pra muita gente não, porque tem gente que enxerga de fora pra dentro e não de dentro pra fora. Nosso corpo é o lugar onde estaremos mais confortáveis e seguros enquanto estivermos vivos. E é a melhor maneira de se viver.
Fazer do nosso próprio corpo nosso alívio. A gente não se separa do nosso corpo em vida. Ele está aí com você, o tempo todo. Às vezes até me pergunto como consigo me aguentar por tanto tempo sem me largar. Sou meu lugar preferido de mim mesma. Eu e meu corpo somos um parte do outro. Você e seu corpo também.
É a única coisa que é só nosso e ninguém pode nos tirar. Daí, quando finalmente você fizer do seu corpo o melhor lugar do mundo, qualquer praça, estação de trem, jardim, prédio, café, qualquer bairro, cidade, estado ou país podem vir a ser seu lugar preferido do mundo, porque na verdade, não vai ser o lugar.


Sacou? :)




pós-escrito: Falando em corpo. Cuide bem dele. Percebi que o corpo é apenas um empréstimo, o que é nosso de verdade é o que tem por dentro, a carcaça é só cedida por Deus (ou qualquer Criador que você acredite) para cumprirmos nossa missão na Terra.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Saudade


Saudade... Eu quase morro de saudade todos os dias! Tenho saudades das pessoas, de todo mundo que passou pela minha vida. Até quem acha que mal é lembrado. Sempre tenho saudade, mas agora mais, porque estou longe de quase todo mundo que é importante pra mim.

Mas antes eu costumava ter saudade de antigamente e ficava triste, muito triste, porque o antigamente acabou. Eu ficava com tanta saudade que meu corpo não aguentava e entornava a água da dor da alma, que é a lágrima. Eu pensava tanto no passado, que eu deixava de pensar no futuro, às vezes.
Pensava tanto, lembrava... Via fotos, colecionava cartas que recebi e as que escrevi e não mandei... E as lia periodicamente. Manter o passado por perto, era questão de alimentar alma.

Eu queria por que queria manter contato com as pessoas... Mas as pessoas mudam, eu mudo, todo mundo muda. A saudade era tão má que eu pegava raiva de quem marcou minha vida e mudou, inclusive tinha raiva de mim mesma, porque mudar estragava minhas saudades.

Não sei se eu preferia que estragassem, de qualquer maneira, porque assim eu não teria que me preocupar em ter saudades dessas pessoas. Mas mesmo assim eu tinha. E a saudade doía, agora em dobro.

Mas de repente, quando eu me dei conta, eu fui parando com isso. Primeiro me mantive longe, me afastei, disse pra minha melhor amiga: “eu também estou com saudade, mas eu não posso viver aqui com o pensamento aí o tempo todo, porque se não eu não vou viver nem aqui, nem aí”. A mudança começou, aos poucos.

Mudei, finalmente. Não choro mais por saudade de tempos e pessoas antigas. Não é porque eu deixei de ter saudades deles, mas porque eu parei pra pensar... Pra que essa saudade tão ruim, se tudo foi tudo tão bom? Ah, a saudade! Eu costumava chorar por causa dela, mas mal sabia eu que ela é amiga e não inimiga! Mas eu chorava... Por causa do tempo que não volta mais, por causa de uma coisa que todo mundo faz, ao mesmo tempo... Envelhecer.


Se a cada minuto nosso corpo é totalmente diferente do minuto que se passou, imagina o que não somos a cada ano ou cada década. E esse ano fez 10 anos que eu mudei do Rio de Janeiro de volta pra São Paulo. Mas que saudades eu tenho do Rio, do Felipe, um loirinho que achei que ia ser meu marido um dia, um tal de André, com quem foi meu primeiro beijo (nunca mais vi, ouvi, mas sinto saudade), do Bahiense, do Sta. Mônica, do Mandala e do St. Patricks. Mas depois que eu mudei do Rio pra São Paulo, comecei a ter outras saudades, por exemplo do Sion, de Higienópolis e seu shopping do mesmo nome, do Jairo... Acontece. Porque depois tive outras fontes de saudades nesses anos que não mencionei. Tudo saudadimente guardados. Saudade existe. E eu não sou imune a ela. Ninguém é, mesmo que não saiba ou não queira dizer. 

É... Outra vez, pra marcar... Sentir saudade a gente sente, mas parei de sentir a saudade ruim, a saudade que abre um buraco dentro do estômago e fica um ventinho soprando. A saudade feia, que faz sofrer e que faz eu questionar "se foi bom, porque me faz tão mal?".

Então? Se foi bom, porque me faz tão mal? É que na verdade não me faz mal... Eu é que não sabia entender meus sentimentos. É uma nostalgia. É ter saudade de um pedaço da nossa vida que nos faz ser quem somos hoje...

A saudade que em espanhol e em inglês não é saudade, é sentir falta, sentir falta... Mas “sentir falta” não é saudade. Saudade é saudade. Do passado, de tudo o que passou. Eu não necessariamente sinto falta do passado, mas sim, eu sinto saudade.

Mas, de acordo com minha evolução como pessoa e espírito, eu deixei a saudade ruim pra lá. Consegui! Eu deixei de sentir tristeza ao lembrar de cada pessoa que passou na minha vida, parei de sentir tristeza ao lembrar do tempo da infância e da adolescência que não voltam mais...

Se foi bom, tem que me fazer bem; se foi ruim e nada me agregou, tenho que esquecer; se foi ruim, mas me fez aprender, focar só nessa aprendizagem. Ah, a saudade! Eu tenho saudade sim do passado e das pessoas. Mas eu fiquei pensando nisso e me veio na cabeça, uma lógica e quase uma observação matemática, e eu resolvi direcionar minhas emoções pra outro caminho...

Conclui, meio sem concluir porque não quero concluir nada nessa altura da vida, que se meu passado foi tão bom desse jeito quando eu era inexperiente, imatura, novata; se o presente eu tenho aproveitado melhor que o presente no passado... Imagina quando eu me tornar um pouquinho menos ignorante sobre vida, quase nada mais madura, um pouco mais experiente, quando eu souber lidar melhor com meus sentimentos e os outros problemas...

Imaginou? Bom, pela lógica o futuro vai ser bom demais. Pela minha experiência empírica está sendo a maior aventura! E desse futuro eu falo do futuro, mesmo, daqui 10, 15 anos... Mas também falo de agora... Agora... E agora... E agora... E agora... E agora... E agora... E agora... E agora... E agora... E agora... E agora... E agora... E agora... E agora... E agora... E agora... E agora... E agora... E agora... E agora... E agora... E agora... E agora... E agora... E agora... E agora... E agora... E agora...

"E se chorei ou se sofri, o importante é que emoções eu vivi." Rei Roberto Carlos
 
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