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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Leia Gênesis que você vai entender


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              A questão foi levantada por um contato meu do Facebook, que sempre traz questões interessantes a serem debatidas. Não coloco a postagem nem as opiniões se não teria que postar tudo, por causa do contexto. Mas foi interessante. A não ser porque fiquei pensando... E pensar é ruim (brincadeirinha!!!), por que quero respostas que nunca terei. 

       Era um papo sobre religião, Deus e extraterrestres. E aí, se Deus e Anjos são seres extraterrestres, será possível haver outros, tipo alienígenas? Acredito que o objetivo era dar mais a opinião mesmo, nada científico. E uma das opiniões foi que Deus não ia deixar seres espalhados ou "esquecidos" pelo Universo, então pra ela não existia. 

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       Aí perguntei se, segundo a Bíblia, Deus tinha feito só a Terra ou todo o Universo, e se fez só a Terra, quem fez o resto; e se foi o Universo todo, porque não faria e amaria outros seres, em outros lugares. Tive a seguinte resposta: "Leia Gênesis que você vai entender".

       Apesar do respeito que tenho pela opinião, vejo um buraco nessa explicação, "Leia Gênesis que você vai entender" por que essa resposta me parece muito artificial, mecânica. Acho que não é o que essa pessoa acredita, para dar seu ponto de vista, argumentar e por isso só tem uma resposta, que não vem do raciocínio, sensibilidade e reflexões próprias e sim de terceiros.

       Acreditar na Bíblia... Se você acredita, faça um esforço a mais para entender o que vou dizer agora: qual é a diferença concreta em acreditar na Bíblia ou em qualquer outro livro, de ficção (mesmo sabendo que o autor escreveu fantasias de sua mente) ou de Ciências (tão bem argumentados)? 

       Acredito tanto em Deus que fico com pena de dizer isso, principalmente por que há chances de ser verdade, da mesma maneira que há chances de não ser. Mas o Deus que eu acredito não me julgará por desconfiar, pois ele me fez assim. 


Alto Paraíso de Goiás: onde, definitivamente, Deus está e onde é também rota de Disco Voador
       Talvez eu leia Gênesis, mas o quanto vou confiar nele? Aí está o ponto. Eu já li o Guia do Mochileiro das Galáxias, ele faz sentido pra mim e pelo menos eu sei quem o escreveu. E eu escuto músicas que traduzem minhas dúvidas e agonias e tentam me dar algumas respostas e me dão paz interior... Ah, sei lá, em que acreditar? Só por que algo é super antigo, tem uma grande tradição, uma grande parte das pessoas acreditam... não quer dizer que seja a resposta da Vida, o Universo e Tudo Mais, é?! 

       "É fé, Gabi, é tudo fé". Se você pensa assim, não me daria uma resposta "Leia Gênesis que você vai entender", por que não vou entender só de ler esse tal Gênesis, preciso acreditar. Se é questão de fé, o argumento deveria ser algo como: "se você tiver fé, se acreditar, você entenderá." Ler Gênesis vai me fazer apenas conhecer a estória, e não a História.



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Sei que é um assunto delicado, respeito todas as religiões e crenças como eu gostaria que respeitassem a minha, portanto, o objetivo aqui não é brigar, desrespeitar, nem bater de frente com sua religião, mas é questionar, refletir, sobre valores que já tive um dia, mas a vida foi me provando que não fazia sentido pra mim.

domingo, 26 de setembro de 2010

Como tomar decisões certas?

esse texto é grande, se você não tem paciência, tempo ou vontade de ler tão grande, há uma versão mais curta (mas não tão legal), clique aqui.



Quando comecei a “frequentar” redes sociais que davam a opção de colocar no perfil “Tenho um lado espiritual independente de religiões” (Orkut) foi mais ou menos a mesma época que eu abandonei meu rótulo de católica. Não tentei outra. Não fui em busca de centros espíritas, igrejas evangélicas nem procurei o Candomblé. Simplesmente comecei a adotar o “lado espiritual independente de religião”. E esse lado me fez questionar o que é certo e o que é errado, de acordo com as leis do homem e de Deus (eu acredito em Deus, você pode acreditar no que quiser e ainda se identificar com esse post, porque eu não falo de religião como instituição).

Não que religião seja ruim. Não é. E esse post não é para te convencer do contrário. Apenas não é uma escolha minha, mas respeito totalmente se você é uma escolha sua. Mas eu gosto de me sentir livre para acreditar em tudo o que eu quiser. Não gosto da ideia de não acreditar em algo que acredito, que faz sentido e que tenha lógica pra mim, só porque alguém disse que não. Liberdade. Eu adoro liberdade. E como eu gosto de liberdade, comecei a pensar nela, de um tempo pra cá. Liberdade é fazer tudo o que queremos, sem pensar em mais nada? Será? Como tomar decisões certas?

Gosto tanto de liberdade que já bati boca com um francês porque ele disse coisas super preconceituosas sobre homossexualidade e mencionou que um colega “negro, assim, como eu”, que era vegetariano e budista “onde já se viu... negro e budista?”, disse ele que era a mesma coisa de um japonês começar a fazer macumba. Eu disse a ele que religião não tinha nada a ver com cor da pele ou lugar onde nasceu, religião tem a ver com fé e o que está dentro do seu coração.

Aqui eu não digo o que é certo e o que é errado, porque na verdade não há verdades absolutas. O problema é que às vezes algo nos é imposto e não entendemos porque e nem concordamos com isso. Aí que entra a liberdade. Nossa sociedade está cheia de tabus, crenças e principalmente julgamentos que não fazem sentido, pra mim. Há muitas atitudes que tomamos e que não faz mal pra ninguém, mas a sociedade julga. Há pessoas que ficam sempre julgando o próximo e param de pensar em si.

O quão vazio é um ser que vive para criticar os outros? E a religião ajuda muito isso. Não todas e nem todos os religiosos, mas alguns que incomodam por muitos. Tenho amigos que sofreram ou sofrem por não seguirem um padrão que a religião e/ou sociedade exige. E sabe o que é o pior? Muitos deles, as próprias famílias são as que julgam. Sendo que essas são pessoas de corações maravilhosos e que eu, no meu humilde julgamento, acho que vão para o céu muito mais rápido do que os parentes deles que os julgam. Muita gente que vive aparentemente sob regras divinas, mas por dentro estão cheias de ódio, rancor, raiva, infelicidade, inveja... É isso que Deus quer?

 Tudo o que acredito, e cada vez mais encontro exemplos de pessoas, é que o que vale é nosso coração e nossas intenções. Não importa se parece boa intenção, Aquele que nos vai julgar (seja lá qual for sua crença) não se importa com aparências. E por isso que devíamos usar mais de nossa consciência/coração e do nosso bem para espalhar o amor em nossas atitudes. Deus não está nem aí se você sai com seus amigos para uma festa se você não está fazendo nada de errado. Se seu coração continua puro.

Ah, falando em pureza, outra coisa. Eu adoro a pureza! Mas não a pureza da maneira que é conhecida. Para mim, de novo na minha humilde opinião, é muito maior que virgindade, celibato ou qualquer outra coisa socialmente imposta. Para mim, humildemente, pureza está em todas as pessoas que buscam a paz, que transmitem o amor, que tentam controlar seus sentimentos dentro de si. Não que os exemplos de cima não fazem parte da pureza, podem fazer sim, se você pensa assim. Mas é um conjunto. Não adianta você viver esperando casar para perder a virgindade sendo que toma atitudes que não condizem com a bondade citada anteriormente. Se o seu coração não está puro, nada deve adiantar a virgindade.

O que é certo e o que é errado? Desculpa... Eu não sei. Então como devo agir? Como você achar que é certo. Baseado na sua religião, na sua cultura, nas suas conclusões depois de refletir. Qualquer coisa que você achar certo... Não estou falando para sair matando todos que odeia ou agarrando todas as pessoas que te atraem no mundo só porque você acha que é certo. Há muitas coisas que nelas existe um porquê, outras que não. O que eu recomendo é que você coloque em uma balança o que você quer fazer o que deve ser feito.

Às vezes a balança vai oscilar um pouco mais pra um lado: a que você deve fazer. Nem sempre o que temos vontade de fazer é o certo, às vezes magoa pessoas, fere você mesmo física e moralmente, aos outros também, às vezes vão contra nossos princípios. O melhor seria que qualquer coisa que te desse um pouco de peso na consciência fosse motivo de reflexão, porque a consciência pesada é o primeiro passo que algo está errado. Mas não faça uma reflexão superficial. Não pense apenas nas consciências primárias, as mais óbvias.

Vou dar um exemplo de quando a balança, pra mim, oscila para o lado do “devo fazer”: Usar drogas. Eu já tive vontade de experimentar. Mas antes fiz algumas perguntas principais: Faz mal pra mim? E para os outros? Meus pais aprovariam essa atitude? Porque faço isso? Necessito fazer isso? Mas também fiz perguntas muito mais além: De onde veio essa droga? Alguém se machucou para consegui-la? Está dentro da lei? As pessoas que vendem são boas pessoas? Se eu comprar essa droga vou financiar um tráfico que mata pessoas inocentes (além dos não inocentes)?


E aí cheguei a conclusão que não quero experimentar. Não seria certo. Feriria pessoas, magoaria e decepcionaria pessoas que eu amo. Então tomei minha decisão. Para mim foi  certo, o que você acha? Se pensarmos apenas em prós e contras superficiais, as chances de só encontrarmos prós é muito grande. Para mim, as atitudes certas devem ser tomadas baseadas em muita reflexão e não só com argumentos primários e o que queremos dar. Temos que enfrentar a realidade assim como ela é: dura. 

 Mas outras às vezes a balança oscila um pouco mais pro outro lado, aquele que devemos fazer sim o que queremos. Muita coisa imposta por religião ou que são tabus sociais não fazem sentido nenhum, quando você sabe que está com a consciência tranquila. Caso você se sinta mal em fazer, não faça, mas se você quer e não vê problema, já parou pra pensar nas consequências, se fere ou não o outro ou a si mesmo, acho que você tem que fazer mesmo. Sempre com responsabilidade e também pensando no outro.

Quando a balança oscila para “o que quero fazer”: ir a uma festa com meus amigos. Faz mal pra mim? E para os outros? Preciso fazer tudo o que todo mundo faz nessas festas? Meus pais aprovariam o que eu estou fazendo nessa festa? Vou me divertir de verdade? Necessito fazer isso, por mim ou pelos outros? Mas também faço perguntas mais além: Eu vou me machucar? Sei me comportar? Está dentro da lei? Meus amigos são legais? Vou machucar alguém (eu) indo?

Mas acho que a maioria das vezes a balança vai ficar no meio. É aquele meio termo difícil de encontrar, mas que, sim, existe. O meio termo entre o que queremos fazer e o que se deve fazer.  Abrir mão de alguma coisinha por algum motivo porque julga ser errado, mas também não deixar de fazer tal coisa porque é considerado errado por sua religião ou circulo social.

Meus exemplos são muito gerais, mas é só para que comecem a pensar. A festa do colégio, por exemplo, pode ser extremamente divertida, mesmo sabendo que nesses pequenos encontros que as coisas “erradas” começam a aparecer. Só porque você quer ir, não precisa fazer o que todos fazem, precisa? Porque não pode ir a festa e ficar com seus amigos e por exemplo, recusar uma bebida alcoólica? Esse lance de estar fora da rodinha é ridículo e já está fora de moda. Hoje em dia, quem exclui pessoas por não fazer o que todos fazem é quem é considerado um “loser”. E se no seu grupinho não é ainda, você pode começar a propagar a ideia. Normalmente dá certo, tem várias pessoas que pensam que fazer coisas porque os outros querem é idiotice, é só olhar e conversar com as pessoas ao seu redor que você encontrará pessoas que pensam como você. ;)

Finalizando, então: para tomar atitudes corretas (mas lembre-se que somos seres humanos e amamos errar) temos que partir do princípio que vivemos em sociedade e sem essa não praticamos o que mais gostamos de fazer: socializar. Então nossas atitudes devem ser baseadas no nosso próprio bem - porque também fazemos parte dessa sociedade – e no bem dos outros. Pensar é difícil e meio chato no começo, mas depois que começamos a ver que pensar melhor antes de agir pode nos originar frutos deliciosos, você vai querer fazer isso toda vez. E lembre-se sempre que ninguém é obrigado a fazer nada por causa dos outros. Nem beber para ser legal no grupo nem deixar de ir para uma festa porque é pecado.

terça-feira, 26 de setembro de 2000

Como tomar decisões certas? (versão curta)

Depois que as redes sociais passaram a dar a opção de colocar em religião um “tenho um lado espiritual independente de religiões” (Orkut), comecei a usar essa definição, pois foi mais ou menos quando abandonei meu rótulo de católica. Esse lado me faz questionar o que é certo e o que é errado, de acordo com as leis do homem e de Deus.

Não que religião seja ruim, mas gosto de me sentir livre para acreditar no que quiser. Não gosto de ser obrigada a acreditar em algo pré-estabelecido se para mim não fizer sentido. Liberdade me encanta. E como eu gosto dela, comecei a questionar: liberdade é fazer tudo o que queremos, sem pensar em mais nada? Será? Como tomar decisões certas?

Nossa sociedade está cheia de tabus, crenças e principalmente julgamentos que não fazem sentido, pra mim. Há muitas atitudes que tomamos e que não faz mal pra ninguém, mas a sociedade julga. E a religião ajuda muito isso. Não todas e nem todos os religiosos, mas alguns que incomodam por muitos. Muita gente que vive aparentemente sob regras divinas, mas por dentro estão cheias de ódio, rancor, raiva, infelicidade, inveja... É isso que Deus quer?

Tudo o que acredito é que o que vale é nosso coração e nossas intenções. Não importa se parece boa intenção, Aquele que nos vai julgar (seja qual for sua crença) não se importa com aparências. Deus só se importa se você é bom ou ruim, lá no fundo do seu coração.

O que é certo e o que é errado? Como devo agir? Como você achar que é certo. Baseado na sua religião, na sua cultura, nas suas conclusões depois de refletir. Qualquer coisa que você achar certo... Não estou falando para sair matando todos que odeia ou agarrando todas as pessoas que te atraem no mundo só porque você acha que é certo. Sejamos razoáveis. O que eu recomendo é que você coloque em uma balança o que você quer fazer o que deve ser feito.

 Nem sempre o que temos vontade de fazer é o certo. O melhor seria que qualquer coisa que te desse um pouco de peso na consciência fosse motivo de reflexão, porque a consciência pesada é o primeiro passo que algo está errado. Mas não faça uma reflexão superficial. Não pense apenas nas consciências primárias, as mais óbvias. Depois de refletir, encontre o meio termo entre o que queremos fazer e o que se deve fazer.  Abrir mão de alguma coisinha, mas também não deixar de fazer tal coisa porque é considerado errado por sua religião ou circulo social.

Então, para tomar decisões certas partimos do princípio que vivemos em sociedade e sem essa não praticamos o que mais gostamos de fazer: socializar. Nossas atitudes devem ser baseadas no nosso próprio bem - porque também fazemos parte dessa sociedade – e no bem dos outros. Refletir parece difícil, mas depois que nos acostumamos e vemos os frutos que dá, se torna um hábito gostoso. E lembre-se que você não precisa fazer só porque os outros estabeleceram, você pode se auto-regular. 




 
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