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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Jantar com a família diminui o risco de envolvimento com drogas entre os jovens.

         Um estudo mostra que os adolescentes que jantam com mais frequência com os pais têm menos risco de fumar maconha, tabaco e consumir álcool. O estudo foi realizado pelo Centro Nacional de Dependência e Abuso de Substâncias da Universidade de Columbia (CASA) e aqui tem um artigo em inglês Family Dinners Reduce Teen Drug Use que vocês podem também dar uma olhada para saber mais.
         De acordo com essa reportagem sobre a pesquisa, mais uma vez se provou que manter o diálogo com nossos pais é a melhor maneira de eles nos ajudarem a mostrar o caminho certo. As vezes pode ser um pouco entediante e queremos fazer nosso próprio horário e planos, mas a verdade é que eles, geralmente, são bons orientadores pelo simples fato de quererem nosso bem.

         "A mensagem para os pais não pode ser mais clara, com o aumento de americanos de 12 anos ou mais usando drogas, é mais importante que nunca sentar para jantar e conversar com seus filhos sobre suas vidas, seus amigos, escola. Apenas conversar", diz a diretora de marketing da insituição que foi feita a pesquisa, Kathleen Ferrigno... Meu objetivo aqui é aconselhar que você contribua para que esses jantares aconteçam, não custa nada tentar e pode ser muito legal.

sábado, 20 de novembro de 2010

A imprensa espanhola baseada na entrevista com Josu Mezo


    
Conversei com o espanhol Josu Mezo, editor do blog Mala Prensa (em espanhol) e descobri coisas interessantes sobre a imprensa espanhola. Se nós tentarmos, conseguiremos melhorar a imprensa no nosso país. Leia e aproveite as dicas do professor.

Quem é Josu Mezo?

Ele é licenciado em direito, mestre em ciências sociais, doutor em ciências políticas e professor na Universidad de Castilla-La Mancha, em Toledo, Espanha. Em 2004, criou sua página web para o público que se interessasse por atualidades, notícias, informações, meios de comunicação. De lá pra cá, foi percebendo que quem lê e participa mais ativamente são jornalistas ou pessoas relacionadas profissionalmente aos meios de comunicação.





Sobre o blog

O blog comenta e denuncia erros que o editor e seus colaboradores encontram ao ler um jornal ou ao assistir um noticiário. A ideia surgiu, de acordo com a descrição da página, por uma obsessão pessoal, que compartilhava com seus amigos, sobre a baixa qualidade da imprensa.
Mas não aquela qualidade inferior relacionada à manipulação proposital motivados pela política. Mas sim aqueles erros que os jornalistas não percebem por ignorância, a falta de tempo ou recursos, pela maneira do sistema de produção ou como estão organizados seus meios. Seu blog é composto por detalhes. Pequenos erros da imprensa que dão menos credibilidade ao que deveria ser um serviço público.



Manipulação proposital e erros que não deveriam existir

Ele me disse que a manipulação proposital é um tema muito discutido e, ele espera, que a maioria das pessoas tem consciência dela. Esse tipo de erro é realmente muito grave e existe muito. Mas há também outros erros importantes, como os que ele aponta no blog, que passam despercebidos pelas pessoas.
Aparentemente há uma consciência do público, mas ele acredita que seria melhor se as pessoas soubessem da capacidade que tem para entender as notícias. Nós deveríamos nos armar com certas ferramentas críticas para sabermos do valor que cada informação tem ao lermos uma notícia científica, social, alguma estatística ou comparações de fenômenos.
Isso porque há certos casos que falta um pouco de conhecimento de mundo, em matemática bem básica ou de lógica para perceber que alguns números são apenas variações normais, de por exemplo, ano a ano, e não significa quase nada. Por isso tem que haver o espírito, a mentalidade, a ideia e conhecimento de como funciona os meios de comunicação.


Ensinando os jovens como a imprensa funciona.

Ele comentou que deveriam ensinar aos jovens como é essa dinâmica da imprensa. Para eles saberem que, por exemplo, os meios dependem muito de informações que foram elaboradas por outras fontes, algumas vezes, uma única. E que esses meios não têm muitos recursos para reelaborar ou analisar esse dado, vinculam da maneira que foi entregue, sem verificar. Temos que desconfiar quando a notícia vem de apenas uma fonte, como uma nota à imprensa de uma multinacional, por exemplo.



Censura, auto-regulamentação e punição pelo cliente

Sobre punição para os erros flagrados na mídia, ele acredita que o melhor “castigo” para o meio que publicou o erro seria o expor um pouco ao ridículo e perder clientes, no caso, espectadores, ouvintes ou leitores.
Ele disse que tenta fazer sua parte comentando e divulgando os erros que encontra, mas pensar que a televisão vai deixar de mostrar gráficos de uma maneira ou de outra só porque o público se incomoda, é muita ingenuidade. Até porque se eles não se importam em preencher sua programação com lixo, ninguém vai pensar que estão dando estatísticas erradas. No entanto, “pôr uma autoridade para colocar uma multa econômica ou algo, seria um disparate”, ele diz. O que poderia haver é uma sanção moral ou conselhos que os meios aderissem voluntariamente e que tenha que seguir as regras aceitas de antemão. No Brasil há o FENAJ e na Espanha a FAPE.


Estudantes de Jornalismo


Como nós, novos jornalistas, podemos atuar com ética se dependemos da linha editorial para mantermos nosso emprego? Quando eu perguntei isso, ele disse que, francamente, não tinha uma resposta. Disse também que é uma situação muito difícil e delicada e que não gostaria de estar nela. Mesmo que nosso meio exija que sejamos antiéticos de vez em quando, temos que tentar ganhar pequenas batalhas dentro do jornal, para tentar fazer as coisas mais certas. E também quando não estamos na “linha de fogo”, quer dizer, se não escrevemos as matérias de capa ou editorial, talvez possamos usar uns critérios mais decentes, quando escrevemos notícias que não tem tanta inclinação política. Josu comentou ainda que, por causa do blog, acabou conhecendo jornalistas e que são pessoalmente muito honestos, mas têm que cumprir algumas ordens. Só que eles mesmos têm consciência disso, até riem e zombam de seus próprios chefes.



Credibilidade

Não é porque Mezu é advogado, mestre, doutor e professor de universidade que as pessoas param para ler seu blog. A internet é um meio muito democrático, segundo ele. Nela não é preciso estar vinculado a grandes jornais, editoras, grandes marcas, quem lê e gosta do que ele escreve, não precisa saber antes qual é sua formação. A pessoa simplesmente gosta do conteúdo. Ele começou do nada, não tem formação na área da comunicação e mesmo assim existe público, que ele diz não ser grande. E algumas pessoas até colaboram. O que muda por sua formação e por ser tanto tempo como professor é a forma que ele pensa, expressa e forma o conteúdo de sua página.
Sendo assim, noto que qualquer cidadão interessado ou que sinta necessidade de começar um espaço para discussão e análise de qualquer tema, até mesmo relacionado a isso, poderá ter sucesso. Ele me contou que começou do nada, comentando nos blogs de outras pessoas do mesmo tema, fazendo parte de discussões e sempre assinando com seu link, para que os outros passassem a conhecer. Ou seja, se cada um fizer sua parte, se conscientizar e colocar em prática, pode ser só um grão de areia, mas já é uma grande coisa.




Espanha e Brasil, alguma semelhança?

A imprensa espanhola realmente tem muito erro de todo tipo. Mas o que isso tem a ver com nosso país?
Meia hora de jornalismo na TVE, no Telemadrid, no Telecinco ou fazendo uma leitura crítica dos jornais  em destaque daqui como ABC, El Mundo ou El País me fez valorizar muito a imprensa brasileira que, para mim, na forma, tem uma qualidade superior.
Mas qualidade da forma não garante qualidade no conteúdo. Isso não significa que a imprensa não erra. Mas o ponto positivo é que os erros cotidianos por falta de atenção, ignorância ou apenas falta de tempo, não acontece com tanta frequência como aparentemente acontece aqui. O ponto negativo é que os erros de propósito por inclinação política estão estampados em cada capa de revista, jornal ou no tom de voz da apresentadora do jornal das 20h... E muita gente não percebe isso.
Josu Mezo comentou que aqui na Espanha ele acredita ter mais conscientização sobre a manipulação proposital do que sobre os erros cotidianos. Deve ser porque os erros são tão escancarados que se percebem mais.
No Brasil não. Os erros parecem que não estão ali. O dito parece ser única verdade e que não existe parcialidade por que não deixam explícito. Claro que quando o apresentador é grosso com a candidata do partido que a rede não apóia desde quando Collor foi eleito, as pessoas percebem e comentam, ainda mais hoje com as redes sociais a flor da pele, mas não é a mesma coisa.
No Brasil se percebe os erros pequenos, mas não se percebe o jogo de interesses. Levam como verdade a capa da Veja, da Folha e do Estado e tudo o que se diz no Jornal Nacional é a realidade.
Temos que conhecer nossos meios de comunicação para entender que não é assim. Todos têm seus interesses. E a desculpa, o que é também a solução, é: o conteúdo é o interesse do público e não interesse público.

Continue lendo sobre a manipulação da mídia nos links Manipulação Midiática  e Como a mídia desvia sua atenção dos assuntos importantes

domingo, 14 de novembro de 2010

Hipocrisia, homobofia e (falta de) bom senso no julgamento.


Jovem de 18 anos é preso por beijar garoto de 13 em cinema de shopping


  De acordo com lei, o simples fato de um maior de idade beijar um menor de 14 anos está cometendo um crime, o de estupro. Ainda que o menor tenha consentido porque ele não pode responder pelos seus atos. Agora o estudante é criminoso por beijar um menor de idade... Ou será que todo escândalo gira em torno do fato de se tratar de dois homens?
  Quando Ana Borges* (22) tinha 13 anos, era uma criança, em contrapartida, suas amigas eram todas 'mocinhas'. Ana não ficava com meninos mais velhos, suas amigas sim. Ela se considerou “criançona” até seus 18 anos. Segundo ela, depois que entrou na faculdade que começou a amadurecer. Mas suas amigas que eram desenvolvidas não viam problema em sair com caras mais velhos, incluindo maiores de idade. Como a menina amadurece mais rápido que o menino, elas não queriam ficar com meninos mais novos, por serem infantis. Ainda assim, a idade é a mesma "13 e 18".
  O estudante de 18 anos foi preso e, de acordo com essa matéria, acusado de estupro, pode pegar 14 anos de prisão. O rapaz agora é um criminoso. Estuprou o menino quando o beijou no cinema do shopping. Não foi no carro em um terreno baldio e a força, foi em lugar público e com o consentimento do menor. De acordo com a discussão que eu vi no Orkut, o maior foi acusado de estar cometendo ato libertinoso com um menor de 14 anos, que não responde pelos seus atos. E as meninas de essa idade, respondem?  
  De acordo com o portal da Band, o delegado Natanael da Silva Abreu, responsável pelo caso, afirmou que o caso "é grave mesmo, o legislador fez essa lei com muito rigor, pra ver se inibe essa prática delitiva”. Eu não teria coragem de dizer isso diante desse caso. Não porque as leis às vezes não fazem sentido, mas porque eu sei que as amigas de Ana não viram seus namorados irem presos? A lei existe e se vai  ser cumprida, que seja cumprida em casais heterossexuais também. Mas ninguém fica na porta do cinema pedindo RG para o casal hétero. Chama muito menos atenção, principalmente, quando a menina de 13 anos já tem o corpo desenvolvido.
  Conheci meninos que com 18 anos pareciam ter 15. Conheço hoje de 20 e poucos que parecem ter 18. Porque o acusado, por ser maior de idade, não pode ser imaturo como esses meus amigos? Porque ele tem que ser tratado como “homem” e os namorados das amigas de Ana eram tratados como “moleques”?
  Onde está a sociedade não preconceituosa, não machista, moderna, cabeça aberta e igualitária que eu pensava que existia? Onde está o direito de amar e ser amado com liberdade? Para mim essa atitude foi mais homofóbica do que simplesmente cumprimento de lei. Se fosse um casal hétero não ia ter problema. Casos assim têm que ser tratados com individualidade, não podem deixar o moço passar (que seja) 2 meses na prisão por beijar o garoto.


  Eu espero, de coração, que responsáveis por esse caso tomem a decisão correta baseada não só na lei, como no bom senso.

*Ana pediu para mudar seu nome para não expor sua vida pessoal.


Olha que legal o link que eu achei: MOVIMENTO DA DIVERSIDADE SOCIAL (MDS) do Rio de Janeiro.




obs.: Eu não acredito 100% nos portais do G1 e da Band, mas se vocês ignorarem a maneira que a mensagem é passada e pegar só as informações (e se quiserem procurar outras fontes sobre esse caso), vão ter apenas o ocorrido, incluindo os dados e falas dos envolvidos, com o delegado.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O Museu da História Americana




         Nos Estados Unidos antes da Revolução Industrial existia uma classe de trabalhadores que atuava na rua, como ambulante. O país teve também escravos até 1865, até a Guerra Civil, entre o norte e o sul do país, o primeiro queria que liberdade para os escravos e o último não queria. O norte conseguiu seu objetivo e escravos foram libertados.

         O país de Barack Obama foi construído pelos negros enquanto os brancos só ficavam sentados contando o dinheiro, ruim pra sociedade, mas bom para economia. Assim como no Brasil, os negros depois de livres, sofreram muito preconceito, e até hoje sofrem, mas eram eles que sabiam fazer realmente acontecer, fazer o trabalho duro.

         Minha professora de inglês nos levou para o National Museum of American History (Museu Nacional da História Americana), onde eu aprendi um pouco disso que acabei de contar. Um museu de entrada franca, financiado pelo governo, com seções variadas: cultura popular, como cinema, televisão e música; uma seção destinada aos presidentes e outra para as primeiras damas; sobre tudo de tecnologia; uma bem grande sobre todas as guerras etc.





         Na parte da cultura popular havia verdadeiros tesouros da história, como o sapato de Dorothy, do musical O Mágico de Oz; a roupa do personagem Rafik, macaco padrinho do Simba, no musical O Rei Leão; desenhos originais do Looney Tunes e logo na entrada, esse Dumbo bem grande da foto ao lado.
         Tem um espaço, quase um andar inteiro, dedicado à parte científica dos Estados Unidos: biologia, tecnologia, geografia, energia atômica, química em geral... Não é algo que eu entendo muito, mas foi interessante estar lá.


         Eles levam super a sério esse lance todo de guerra, até porque os Estados Unidos estão em guerra contra o Iraque, não tem como não levar a sério. A seção das guerras é dividia por subseções – Guerra Civil, 1ª Guerra Mundial, 2ª Guerra Mundial, Guerra Fria, Guerra do Golfo etc. Tinha uns painéis expostos que encorajavam as pessoas em relação às guerras, as chamando pro exército, mas eu não vi a do Tio Sam, heheEncontrei perdido, nessa seção também, uma televisão exibindo a Disney falando sobre a economia: “com meus impostos, seus impostos, nossos impostos, as indústrias vão em frente”, eles têm partes em pé do Muro de Berlim de verdade, helicópiteros com estátuas em tamanho real de soldados e no finalzinho, a guerra do Vietnã, sendo transmitidas “ao vivo” em televisões antigas no museu.
         Como uma boa estudante de jornalismo, tudo o que tinha a ver com jornais, imprensa e jornalistas chamava minha atenção. A imprensa americana é considerada a melhor do mundo, mas sobre isso vou escrever quando eu for no Newseum, um museu dedicado a essa minha paixão! Em um momento vi crianças mal educadas, batendo nos vidros e nas paredes e gritando, fiquei pensando o que eu faria se fosse meu filho fazendo isso em um museu, quando eu ouço um grupo de crianças gritando: “Olha, é o George Washington!” e correndo até a foto do primeiro presidente do país. Fiquei impressionada, eu duvido que se os brasileiros vissem a imagem de Deodoro da Fonseca ou, que seja, Fernando Henrique Cardoso, os reconhecessem, algo que realmente parei para pensar em relação à má-educação.


         A parte que eu mais gostei foi a das guerras, tanta coisa pra dizer, tantas histórias pra contar e emoções pra sentir. Eu sei que tudo pode ser encontrado na internet, hoje em dia, mas eles têm todo um clima construído, música, luz, temperatura... Vale à pena ir até lá, ou em qualquer museu interessante. Eu não conseguiria aprender sobre toda a história dos Estados Unidos da América em um dia, em um passeio e em uma lida em cada explicação, mesmo que eu tivesse lido tudo (por estar em grupo, não pude ler muita coisa, para acompanhar o ritmo dos outros), mas é fantástico associar os conhecimentos prévios com as informações do museu e com certeza depois de ir a um museu, associamos novas descobertas que têm conexão. 

"Não importa o quão grande seja o rio, nunca se esqueça de onde começou"  provérbio Yoruba.



sábado, 10 de abril de 2010

Como é morar com pessoas desconhecidas (em espanhol).


Como viver com pessoas desconhecidas from gabi pagliuca on Vimeo.

(um dia, quem sabe, num coloco umas legendas ou dublo hehe)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Por trás das cortinas de espetáculos teatrais.






                    Quando a gente assiste a uma peça de teatro muitas vezes passa pela nossa cabeça como é o outro lado, como foi a preparação, como os atores se sentem, não é? Eu fiquei pensando nisso e conversei com alguns estudantes de teatro, em São Paulo, na véspera da estreia da primeira montagem de suas carreiras.
                    O nervosismo era nítido em todos os rostos, além de ser a estreia da peça, era a primeira vez que apresentavam um espetáculo para a maioria dali. Ouviam-se desabafos da noite sem dormir ou mal dormida por causa de pesadelos, por exemplo, mas tirando isso, os comentários eram positivos e confiantes. Eles trabalharam o semestre inteiro e conseguiram aplausos de pé – e realmente merecidos.
                    O maior desafio para a estudante Kuthy Aguiar, 35, era entrar no personagem e conseguir manter a calma na hora da apresentação. Uma opinião não muito diferente de seu colega Fernando Moraes, 15: “ter concentração suficiente, na hora que dá um nervoso, para vivenciar o personagem“, em compensação, para ele, no momento vem a emoção e tudo sai com naturalidade, sem pensar.
                    O ambiente é de amizade, e cooperação – gostaria que servisse de exemplo para o resto do mundo -  tanto que para Kuthy a parte mais fácil do processo é a convivência com as pessoas.
                    De acordo com os estudantes, não houve muito tempo de ensaio e a principal preparação foi a de cada personagem. É necessário conhecer, cada um, o passado, a idade, como pensava, como agia e a época que vivia o personagem que interpreta. Só depois que cada um se colocou no lugar do seu, os ensaios começaram pra valer.
                    Para Fernando, o que deu mais trabalho entre cenário, luz, som, figurino foi o cenário porque não era algo individual: “tem que juntar todo mundo e decidir, e não adianta colocar nada ali por colocar, tem que haver um sentido para aquilo estar ali”, ele diz.
É um trabalho duro, o medo vem com uma facilidade tremenda, mas vai embora da mesma maneira. Ao ver a euforia e o brilho nos olhos dos atores na hora de receber os aplausos se consegue apenas ter uma ideia de como estão sentindo. A alegria com que saem do palco é de uma missão cumprida – e muito bem realizada.
                    Se você quer ser ator, Fernando dá as dicas: “procure uma escola de teatro e... Foco! Se você quer ser ator você tem que focar nisso. Não se importe com o que os outros vão falar e com o que sua família vai pensar. Tem que ir atrás de seus sonhos”. 

sábado, 14 de novembro de 2009

Legalização dos imigrantes em situação irregular








         Um dos motivos de eu gostar de sair com amigos é que sempre aparece um assunto interessante. Ontem minha cunhada me convidou para fazer parte de um mutirão para ajudar os imigrantes ilegais, que vivem situações desumanas, para colocar em prática a nova lei da anistia.           De acordo com o site da Polícia Federal, a nova lei de anistia faz com que todos os estrangeiros que chegaram no Brasil até dia 1º de fevereiro desse ano com situação irregular, sejam legalizados. O prazo vai até 30 de dezembro. Ainda de acordo com o site: “Os beneficiados terão direito à liberdade de circulação em território nacional, pleno acesso ao trabalho remunerado, à educação, à saúde pública e à justiça”.


A polêmica





Algumas pessoas são contra essa legalização porque está tirando o emprego dos brasileiros; porque se nem para os brasileiros há emprego e vida digna, não vai ter para estrangeiro; isso pode fazer cada vez mais estrangeiros se mudar para cá; e outros motivos contra.
Por outro lado, há quem diz que mesmo o Brasil não sendo o país dessas pessoas, tendo ou não direito de ficar, essas pessoas são seres humanos e estão vivendo como escravos e acreditam que isso não é certo.
A questão é: é fato há imigrantes ilegais e vivendo em situações deprimentes. Quais são as opções? Tirá-los do país. Legalizá-los. Ignorar a situação.
Se a legalização vai ajuá-los a sair dessa, se vai tirar empregos dos brasileiros, se vai incentivar a vinda de mais estrangeiros para cá, isso eu não sei… talvez, não, sim... o importante é tomar uma atitude.


Argumentos contra, argumentos a favor.


Tirar as pessoas dos países é uma atitude que só se deve tomar em ÚLTIMA das hipóteses, quando não há outras. O Mundo é a casa de todos, todos somos pessoas. Não existe esse negócio de país, de estados... essas coisas foram inventadas pelo homem apenas para organização, mas já se tornou tão forte que cada país tem um ‘dono’.
Uma solução menos intolerante – inclusive isso vale como solução para brasileiros no exterior -, é dar a oportunidade dos imigrantes ilegais sairem sem maiores problemas, já que muitas pessoas querem voltar depois de sofrer com a realidade, mas não têm condições e tem também o medo de serem presos pelo(s) crime(s).
Apenas legalizar esses imigrantes, não vai fazer com que eles fiquem ricos, não vai fazer eles mudarem totalmente de vida. E se melhorar a vida deles, vai prejudicar os brasileiros que estão perdendo esses empregos. Apenas legalizar os imigrantes, pode incentivar a vinda de mais e mais imigrantes para o Brasil e pode haver uma concentração de pessoas onde não cabe mais nem mesmo brasileiros. O que deve ser feito é um programa a longo prazo para o melhoramento de cada país, para que não haja necessidade dessa migração.


Não há conclusão, vamos discutir


Depois que minha cunhada me convidou para fazer parte do mutirão, a discussão começou causou muitas polêmicas e nervos a flor da pele ontem no bar. Posso garantir a você que, mesmo informações sendo adicionadas, cada um manteve sua opinião. Não houve nenhuma conclusão e ninguém conseguiu convencer o outro (mesmo estando em um grupo onde a maioria se diz bom em persuasão, como bons estudantes de direito). E é por isso que eu quis falar sobre isso. Gostaria de saber mais opiniões. Talvez nossas opiniões não mudem por ler a do outro, mas eu acho que é ótimo sabermos mais sobre esse assunto! VAMOS POLEMIZAR!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Zoológico de São Paulo e os animais!




Para mim, um domingo de sol se resume em praia ou tédio, mas no domingo passado, fui convidada para um passeio para o Parque Zoológico de São Paulo. Confesso que resisti um pouco por saber que encontraria os animais que tanto amo presos e infelizes, mas concordei em troca dessa matéria. Abrir os horizontes. Acordei cedinho e fui.

O parque abre às 9h, o valor é de 14 reais a inteira (estudante paga meia). Tem 900.000 m² e a maior parte é coberta pela Mata Atlântica, um lago muito grande onde ficam alguns animais aquáticos. Além dos animais e muita vegetação, o parque tem lanchonetes e espaços para pique-nique. Um ótimo passeio para famílias preocupadas com o lazer das crianças, com respirar mais ar puro e sair da rotina. Conversando com um visitante, Thiago Lima, ele disse com o que se surpreeende “a natureza, animais, verde..."



Mapa do parque
Programas de consciência ambiental estão espalhados por todos os lados, por exemplo: logo na entrada tem uma placa bem grande com a frase “se liga na cor, jogue lixo no coletor” e essas mensagens se estendem pelo resto do parque. No meio do zoológico, também, há um espaço para as crianças aprenderem um pouco mais sobre ecologia, um programa do governo de São Paulo “Criança Ecológica.

Coleta Seletiva dentro do parque, uma de várias espalhadas.
Conversei com uma senhorinha que disse ser “bicho do mato” e por isso não deixou que eu gravasse a entrevista. Era sua primeira vez no parque e o urso lhe chamou mais atenção. Thiago, que estava na fila para ver a parte dos sangues-frio, a parte que ele mais gosta, acompanhado por sua esposa, disse: “A gente vem pra aproveitar o domingo".
Nesse dia o parque estava cheio. Havia gente de tudo quanto é jeito. Muitas pessoas gritando umas com as outras ou com os animais; outras mostrando sua compaixão por eles; outras, até, brigando com um bichinho ou outro que estava escondido. Nesses momentos, sentia como se estivesse num museu e seus objetos, essas pessoas me pareceram não entender que eles não eram coisas e sim animais, com necessidades, medos, mau-humor.
No site tem escrito o objetivo do Zoológico:
(Manter uma população de animais vivos de todas as faunas, para educação e recreação do público, bem como para pesquisas biológicas; Instalar em sua área de abrangência uma Estação Biológica, para investigações de fauna da região e pesquisas correlatas; Proporcionar facilidades para o trabalho de pesquisadores nacionais e estrangeiros no domínio da Zoologia, no seu sentido mais amplo, por meio de acordos, contratos ou bolsas de estudo.)

Print Screen do site
Em outras palavras, o objetivo é o contato da natureza com o homem e também pesquisas, investigações e estudos.

Conversei com um funcionário, Vagner Rodrigues, que é tratador. Ele tem a função de, no setor de aves, alimentar os animais e cuidar para que os animais se mantenham sempre saudáveis, além de orientar os funcionários mais novos. Ele adora cuidar de animais, é sua motivação para ir trabalhar, disse que o seu preferido é o tucano.
Vagner gostaria de ver os animais em liberdade, não poderia ser diferente como amante dos animais que é. “Eu acho que todo bicho tinha que tá solto, nenhum tinha que estar preso. Mas já que eles estão aqui, a gente procura dar uma exelente qualidade de vida pra eles.”. Thiago também concorda com Vagner, mas dá ênfase nas aves, quando perguntei o que de negativo ele pensa sobre o zôo, me disse “Só algumas aves que deveriam ter um espaço mais amplo, para eles se movimentarem melhor. Podiam mudar pelo menos para elas terem um espaço maior, uma grade mais alta.”


Uma das poucas aves soltas pelo parque, as outras estão em jaulas onde podem voar pouco.
Minhas expectativas foram alcançadas, infelizmente, porque o encontrei animais presos e aparentemente infelizes. Pessoas batendo nos vidros, gritando com os animais que não têm como se defender, não escolheram estar ali.


Um dos pouquíssimos avisos, esse estava na área dos filhotes, onde havia apenas algumas tartarugas.
“Dá dó, né?!” Ouvi uma pessoa dizendo em uma das gravações em áudio que fazia do todo. Os funcionários, se forem todos como Vagner, tratam muito bem os animais. Ele explica uma das maneiras de cuidado com os animais presos: “A gente tem um setor que se chama PECA, que é um programa de enriquecimento comportamental. Eles colocam objetos nos recintos pros animais se distrairem, ter uma atividade...”
Mesmo tendo o PECA e pessoas como o Vagner para cuidar deles, ainda estão presos. Meu irmão me chamou a atenção pros macacos no lago. Cada espécia tinha uma ilha para eles. Era uma ilhazinha, mesmo, em volta só tinha a água do lago. Dois deles estavam em sua ilha com seu brinquedão de madeira, mas nem davam atenção a ele. Cada um estava em uma ponta, bem na beirada de terra, quase caindo no lago. Às vezes parecia que iam mergulhar. Ficavam por lá durante alguns intantes e depois iam para a outra ponto, aparentemente com esperança de encontrar uma saída. Ainda por cima, havia muita gente lá, olhando pra eles. Algumas gritando com eles, como já disse. Será que essas pessoas já se colocaram no lugar deles?




Anta saindo da água.
Para as pessoas que entendem de ecologia e estão pensando que estou fazendo apologia para que soltem os animais, estão enganados. Não sou especialista (só amante), mas sei que animais que vivem em cativeiro, não sobreviveriam em seu habitat, que seria, natural. Os animais na natureza vivem em busca de comida, tentam se esquivarem de seus predadores e disputam parceiros para acasalar e por isso, todos os dias vivem intensamente. Já em cativeiro, os animais passam a não ter estímulos porque a comida está garantida e não estão próximos a inimigos mortais, com isso, perdem muito.
Em 2007, saiu na Folha Online uma matéria sobre Xiang Xiang, um urso gigante de apenas 5 anos de idade, que foi criado em cativeiro, mas voltou à natureza e não sobreviveu por não ter aprendido a lutar muito bem. Isso é mais uma prova que os animais que nascem em cativeiros não podem ser colocados de volta na natureza. E o que podemos fazer? Tentar tratar melhor esses animais, não incomodando-os em seus lares; não maltratar nenhum que esteja solto para que eles possam continuar sua vida normal em seu habitat (por que muitos animais são encontrados machucados e levados para serem curados, depois disso, nunca mais voltam), os zoológicos também podem sempre contratar pessoas como Vagner que adora animais e os tratam bem.
Acho que algumas pessoas vão concordar com a opinião de Thiago, que gosta do zôo pelo verde, pelos animais e pelo programa, “Eles têm que continuar com essa preservação do verde, porque hoje em dia tem muito desmatamento, muita coisa errada. O ser humano, ao invés de construir, tá destruindo.” O verde tende a ser preservado mesmo, pelo menos no parque. Os animais também serão preservados, enquanto viverem ali, suas espécies ainda existirão e Vagner deixa claro sua boa intenção “A gente procura fazer com que o bicho tenha o mais feliz possível em cativeiro” É... Já que não podem mais viver soltos, que bom, Vagner, que bom que pessoas como você existem!

E vocês? O que acham sobre isso? O que podemos fazer para melhorar a vida dos animais que não podem mais viver soltos na natureza?
Esse texto foi escrito dedicado a todos os animais (à natureza em geral) e seus amantes. E também à Spinoza que foi tão criticado ao dizer que Deus e Natureza são uma coisa só.



quinta-feira, 30 de julho de 2009

Novidades!



E ai fãs da Nick e do Disney Channel! Quem está louco para ver novidades nos nossos canais preferidos? _o/ Todo mundo tá sabendo do filme Disney Channel que estreiou na semana passada, com a Demi Lovato e a Selena Gomez, não é?! Bom, esse filme está rolando dentro da programação, então fiquem ligados!
Amanhã, dia 31, vai estreiar a série Jonas e vai ser de arrepiar. Os Jonas estão na série sobre eles mesmos, só que sem serem eles. Até o irmãozinho mais novo deles, o Frankie, está na trama!

Dia 9 de agosto estreia um dos filmes mais fofos da Disney: Pinocchio! É um dos filmes mais lindos do mundo, é um clássico. E depois que estreiar, vai passar direto, na sessão de filmes.

Está rolando também na programação a nova temporada de Phineas e Ferb!!
No Disney XD está rolando direto as Crônicas de Narnia e o filme Piratas do Caribe – O Baú da Morte, Carros, O Bicho Vai Pegar...
Pra falar a verdade, tudo é novidade no Disney XD, já que não é um canal antigo. Ele estreio no dia 3 de julho substituindo o Jetix.
Novas séries e desenhos; séries e desenhos que já passavam, muitos filmes! E tudo com muita radicalidade e adrenalina!
Na Nick, está rolando o Spectacular na programação. Os Naked Brothers Band vão estreiar um filme com a Miranda Cosgrove (de iCarly) no dia 6 de agosto, as 20h!!



"VOTE SEEMM PARAR!"
Quem está morrendo de vontade de ir a entrega dos Meus Prêmios Nick desse ano? Nossa, eu queria MUITO! Então eu me cadastrei e respondi a pergunta que eles fizeram no site (MundoNick). E quem serão os vencedores? Comentem aqui depois de votar.

Uma crítica a quem votou nos MPN na primeira fase: eu AMO o Kaká, o Ronaldo (sou corintiana), a Marta e o Pato e amo futebol, mas o César Cielo, o nadador, que acabou de ganhar os 100 m livres com recorde mundial, não foi pra final entre os QUATRO. Ele é uma lenda viva do esporte! Eu gostaria de deixar aqui minha dica do dia para as crianças: além do futebol, procurem na internet notícias sobre mais atletas diariamente! Existe muito mais do que futebol no mundo!!!

Votem sem parar, mesmo não podendo votar no César! Quem gosta do Cesão, comente aqui!


Avisarei com antecedência pelo Twitter @DisneyNickFan sobre os filmes e as programações diárias!!! Sigam-me aqui!!!
Beijos e até o próximo boletim.


 
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