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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Sustentabilidade é moda e é falsa



Será que empresas como a M. Officer podem mesmo ter a imagem lavada aos olhos de defensores do meio ambiente e animais?


Minha manifestação
Ontem passei pela loja M. Officer e a olhei com cara de nojo, como sempre faço. A loja vende algumas roupas feitas de pele. O dono, Carlos Miele, não demonstra nenhuma compaixão pelos animais. Ele deu uma entrevista, em 2011, dizendo que os animais de cativeiro são criados para isso e que devem ser consumido por completo, até o osso. Disse ser contra uso de animais selvagens para esse fim e que “se não podemos usar peles de animais de cativeiro, temos de discutir se podemos continuar comendo peixes e carnes". (peixe é carne, mas ok, ele deve comer só as escamas ou as espinhas, sei lá.)

Percebo que a única motivação dele é a lei. Não é questão de poder ou não, senhor Miele. Podemos usar pele e comer carne, mas será que devemos?

Pior ainda é trecho do comunicado oficial sobre esse assunto, pois senti que eles fizeram o público de idiota. "Somos absolutamente contra qualquer tipo de maus-tratos aos animais e apoiamos incondicionalmente qualquer solução inteligente, mudanças, leis e órgãos oficiais de controle para as questões que afligem o meio-ambiente e a vida no planeta". Eles apoiam incondicionalmente mudanças porque sabem que uma mudança mais radical está longe de acontecer.

Isso foi ano passado, mas, para mim, nunca vai passar. Foi então que ontem, quando passava pela loja, uma mocinha saiu de lá com uma sacola bege com um grande símbolo de reciclável ao lado: "nossa! que loja sustentável, heim, usando sacolas recicladas!".


O diabo veste verde
Que grande hipocrisia que virou esse lance de sustentabilidade! A loja quer se fazer de sustentável por usar uma sacola reciclável, mas usa roupa de pele de animal. Eu imagino em relação à coisas simples, do dia-a-dia, por exemplo, separar lixo reciclável ou economizar energia e água. Não aparece na mídia e nenhuma lei obriga, será que cuidam disso? Essa loja até tem parceria com uma cooperativa, mas porque isso valoriza a marca, as pessoas veem, tá na mídia. Para mim, isso é apenas um planejado e grande greenwashing

Não tem que ser moda.
Deveria ser: "o CERTO é preservar"
Virou moda parecer sustentável. Infelizmente, percebo que essa sustentabilidade é falsa. Eles dizem apoiar mudanças de lei, mas, cara, a MUDANÇA começa com CADA UM DE NÓS. Começa em cada atitude nossa e de nossos negócios. Fazer a parte deles, espontaneamente, eles não fazem. Até quando vão nos enganar? Empresa sustentável é empresa que tante ao máximo estar em harmonia com o natureza, e não empresa que só segue moda... Mas o que poderíamos esperar de uma empresa como essa, não é mesmo? Nada contra moda em si... Minha revolta se estende a todas as empresas "greenwasheras"!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Leia Gênesis que você vai entender


Fonte da Imagem
              A questão foi levantada por um contato meu do Facebook, que sempre traz questões interessantes a serem debatidas. Não coloco a postagem nem as opiniões se não teria que postar tudo, por causa do contexto. Mas foi interessante. A não ser porque fiquei pensando... E pensar é ruim (brincadeirinha!!!), por que quero respostas que nunca terei. 

       Era um papo sobre religião, Deus e extraterrestres. E aí, se Deus e Anjos são seres extraterrestres, será possível haver outros, tipo alienígenas? Acredito que o objetivo era dar mais a opinião mesmo, nada científico. E uma das opiniões foi que Deus não ia deixar seres espalhados ou "esquecidos" pelo Universo, então pra ela não existia. 

Fonte da Imagem
       Aí perguntei se, segundo a Bíblia, Deus tinha feito só a Terra ou todo o Universo, e se fez só a Terra, quem fez o resto; e se foi o Universo todo, porque não faria e amaria outros seres, em outros lugares. Tive a seguinte resposta: "Leia Gênesis que você vai entender".

       Apesar do respeito que tenho pela opinião, vejo um buraco nessa explicação, "Leia Gênesis que você vai entender" por que essa resposta me parece muito artificial, mecânica. Acho que não é o que essa pessoa acredita, para dar seu ponto de vista, argumentar e por isso só tem uma resposta, que não vem do raciocínio, sensibilidade e reflexões próprias e sim de terceiros.

       Acreditar na Bíblia... Se você acredita, faça um esforço a mais para entender o que vou dizer agora: qual é a diferença concreta em acreditar na Bíblia ou em qualquer outro livro, de ficção (mesmo sabendo que o autor escreveu fantasias de sua mente) ou de Ciências (tão bem argumentados)? 

       Acredito tanto em Deus que fico com pena de dizer isso, principalmente por que há chances de ser verdade, da mesma maneira que há chances de não ser. Mas o Deus que eu acredito não me julgará por desconfiar, pois ele me fez assim. 


Alto Paraíso de Goiás: onde, definitivamente, Deus está e onde é também rota de Disco Voador
       Talvez eu leia Gênesis, mas o quanto vou confiar nele? Aí está o ponto. Eu já li o Guia do Mochileiro das Galáxias, ele faz sentido pra mim e pelo menos eu sei quem o escreveu. E eu escuto músicas que traduzem minhas dúvidas e agonias e tentam me dar algumas respostas e me dão paz interior... Ah, sei lá, em que acreditar? Só por que algo é super antigo, tem uma grande tradição, uma grande parte das pessoas acreditam... não quer dizer que seja a resposta da Vida, o Universo e Tudo Mais, é?! 

       "É fé, Gabi, é tudo fé". Se você pensa assim, não me daria uma resposta "Leia Gênesis que você vai entender", por que não vou entender só de ler esse tal Gênesis, preciso acreditar. Se é questão de fé, o argumento deveria ser algo como: "se você tiver fé, se acreditar, você entenderá." Ler Gênesis vai me fazer apenas conhecer a estória, e não a História.



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Sei que é um assunto delicado, respeito todas as religiões e crenças como eu gostaria que respeitassem a minha, portanto, o objetivo aqui não é brigar, desrespeitar, nem bater de frente com sua religião, mas é questionar, refletir, sobre valores que já tive um dia, mas a vida foi me provando que não fazia sentido pra mim.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Todos os sonhos do mundo...

Admito que sou uma estudante de jornalismo relativamente desatualizada. Não que eu não saiba realmente o que está acontecendo, mas tem coisa que eu prefiro não saber em detalhes. Quero que saiba que esse primeiro parágrafo está sendo escrito apenas para me desculpar, verdade.

Ontem me arrepiei ao ver uma foto. Sou sensível demais e ler “desocupação” “milhares de familias” já me faz chorar. Então prefiro não saber. Li (chorei) um pouco sobre o assunto, e não tenho propriedade para falar dele aqui, por isso, procurem no Facebook artigos sobre isso. Aqui falo mais de um sentimento estranho esse que está dentro do meu coração. Vamos lá, é um desabafo.

A Foto que me Fez Arrepiar - Ainda não sei o Autor

 O mundo é dos ricos, as pessoas que vivem a margem da sociedade e são esquecidas, apenas lembradas para serem acusadas, linchadas. Invasores, marginais, traficantes, violentos, resistentes, nunca seres humanos... Aquela máxima de que ‘todo mundo é igual’, só funciona com aquele complemento famoso ‘mas alguns são mais iguais que os outros’ (George Orwell).

Em minhas visitas às comunidades carente com a ONG Um Teto para meu País é unânime a falta de atenção dos nossos ‘representantes’ para com a sociedade. Minha última visita, no sábado, olhei uma pasta com entradas de pedidos não atendidos, e talvez alguns que jamais serão. A representante, eleita com mais de 240 votos, que faz vários cursos, queria fazer faculdade de direito (eu e meus colegas ficamos positivamente surpreendidos) e nos disse que a comunidade está organizada, que as famílias comparecem em todas as reuniões, pedidos e mais pedidos... E nunca têm respostas: "e eu vou falar o que pra eles se eu também não tenho resposta?", nos disse Jo, da associação do Jd. Isildinha, em Guarulhos.

Alguns barracos – e algumas casas de blocos também – destruídas pela Ambiental no Jd. Pantanal... Enquanto isso, todo mundo viu no jornal, eu vi ao vivo: inundação, crianças brincando na água, casas que eu tive certeza que assim que chovesse ia alagar... E diante de tudo isso, a polícia vem derrubar casa?


Eles querem fazer um PARQUE!!!!!! A população não precisa de Parque, precisa de moradia decente, infraestrutura de qualidade, educação e saúde, não de um parque no lugar de suas casas!

Tenho medo de polícia... Ela não deveria zelar pelos nossos direitos? E o direito a moradia? E o direito a uma vida digna? Ameaçam os moradores, oferecem R$ 300 (TREZENTOS!!!!) de bolsa aluguel. Sr. Kassab, Sr. Alckmin, Sra. Dilma! Onde vocês encontram um aluguel de R$ 300? Vocês conseguem viver em um apartamento digno com R$ 300 de aluguel? Onde? Quanto custa o aluguel do seu? Aceitariam se oferecessem R$ 300 para alugar um apartamento? Com esse dinheiro só é possível alugar um barraco, em outro lugar. E quando menos se espera... Esse outro barraco vai abaixo porque é irregular, também. Porque é o que se tem com R$ 300. Isso e promessas de projetos que nunca ficam pronto!

Tudo isso só me faz pensar mais ainda sobre a falta de vontade... dos políticos, dos ricos donos desses lugares, da mídia, dos formadores de opinião. Falta de vontade das comunidades, dos moradores? Falta de vontade de que? De ter uma vida digna, de viver sem doenças? Dar educação e saúde para os filhos? Falta de vontade deles? De ter mais liberdade, de não ter tantos problemas primários? Falta de vontade de trabalhar dignamente? Falta de vontade de ser olhado com mais respeito? Falta de vontade de saber que os filhos estão bem, que eles estão seguros e longe de drogas e álcool?

Não. Eles não têm falta de vontade! Alguns já estão acostumados, sim; outros já estão de saco cheio; alguns não aguentam mais correr atras; mas o problema é que todos estão sem esperança. Culpa de quem não faz o que deveria fazer. Culpa de vocês, sim, senhores políticos e caras que querem seus terrenos de volta só para ficar vazio, mais bonito ou para investir $.

Organizar é muito mais fácil que desapropriar. Mudar o problema de lugar é fácil - e literalmente mudar, porque nada será resolvido, para onde vão essas pessoas? Esconder o problema é fácil, é só jogar pra longe, como lixo. Ou melhor, nem como lixo, vide Rio Pinheiros e Tietê, tão próximo a cidade.

É, meus caros leitores, se as pessoas não têm um teto para morar, o que é o mínimo, quando vão poder se organizar para conseguir água encanada, saneamento básico, ruas asfaltadas, luz elétrica, escolas para seus filhos e hospitais públicos? Como eles terão tempo para superar tanta burocracia para os problemas maiores, com medo diário de perder o teto que têm, onde criam seus filhos? Se eles não tem um teto digno para viver... Onde vão poder cultivar seus sonhos?

terça-feira, 10 de maio de 2011

Amor proibido

Julio,


           Agora toda vez que eu começo a viajar em meus pensamentos vem você. Apesar de já ter te visto em foto e meio de longe, nunca tinha reparado o quanto você é lindo e nem sabia que seus olhos são verdes. 

           Você nem precisou dizer nada, chegou, sorriu, passou a mão no meu cabelo, sorriu mais, e... lembra? Você ia me beijar, eu que não deixei. Você perguntou "o que foi?", mas já era tarde demais.

           Respondi que não era nada e quando você segurou meu rosto para me beijar, já era, eu não aguentei. Não foi por mal, você é irresistível. Só sei que percebeu que alguma coisa estava diferente depois que nos beijamos porque você se afastou em um pulo. Eu já nada poderia fazer: me apaixonei.

           Você deveria saber que a Luisa não ia ter coragem de cortar o cabelo assim curto, como é o meu. O erro foi seu, na verdade...  Errou em não ter visto a pinta de baixo do meu olho esquerdo que, até muitas vezes para nossos pais, é a única maneira que saber quem é quem.


            Vocês que se entendam, tô pulando fora da responsabilidade.


Agora não dá mais pra mentir ou esconder. Amo você.
Beijos, Laura

terça-feira, 29 de março de 2011

Um olhar diário pela cidade de São Paulo

No meu caminho diário pra faculdade encontrei uma caçamba de entulho da prefeitura... Um pouco cheia, um pouco bagunçada...

Mas tudo bem, né?!

mas e aí...?

Foto: Gabriela Pagliuca

um dia depois, tiraram a caçamba e o entulho...
quer dizer...
mais ou menos...

Foto: Gabriela Pagliuca

E aí, pessoal?
Como fica?


(obs.: às 18h já tinham feito uma limpeza, mas ainda tinha algum vestígio de sujeira)

domingo, 14 de novembro de 2010

Hipocrisia, homobofia e (falta de) bom senso no julgamento.


Jovem de 18 anos é preso por beijar garoto de 13 em cinema de shopping


  De acordo com lei, o simples fato de um maior de idade beijar um menor de 14 anos está cometendo um crime, o de estupro. Ainda que o menor tenha consentido porque ele não pode responder pelos seus atos. Agora o estudante é criminoso por beijar um menor de idade... Ou será que todo escândalo gira em torno do fato de se tratar de dois homens?
  Quando Ana Borges* (22) tinha 13 anos, era uma criança, em contrapartida, suas amigas eram todas 'mocinhas'. Ana não ficava com meninos mais velhos, suas amigas sim. Ela se considerou “criançona” até seus 18 anos. Segundo ela, depois que entrou na faculdade que começou a amadurecer. Mas suas amigas que eram desenvolvidas não viam problema em sair com caras mais velhos, incluindo maiores de idade. Como a menina amadurece mais rápido que o menino, elas não queriam ficar com meninos mais novos, por serem infantis. Ainda assim, a idade é a mesma "13 e 18".
  O estudante de 18 anos foi preso e, de acordo com essa matéria, acusado de estupro, pode pegar 14 anos de prisão. O rapaz agora é um criminoso. Estuprou o menino quando o beijou no cinema do shopping. Não foi no carro em um terreno baldio e a força, foi em lugar público e com o consentimento do menor. De acordo com a discussão que eu vi no Orkut, o maior foi acusado de estar cometendo ato libertinoso com um menor de 14 anos, que não responde pelos seus atos. E as meninas de essa idade, respondem?  
  De acordo com o portal da Band, o delegado Natanael da Silva Abreu, responsável pelo caso, afirmou que o caso "é grave mesmo, o legislador fez essa lei com muito rigor, pra ver se inibe essa prática delitiva”. Eu não teria coragem de dizer isso diante desse caso. Não porque as leis às vezes não fazem sentido, mas porque eu sei que as amigas de Ana não viram seus namorados irem presos? A lei existe e se vai  ser cumprida, que seja cumprida em casais heterossexuais também. Mas ninguém fica na porta do cinema pedindo RG para o casal hétero. Chama muito menos atenção, principalmente, quando a menina de 13 anos já tem o corpo desenvolvido.
  Conheci meninos que com 18 anos pareciam ter 15. Conheço hoje de 20 e poucos que parecem ter 18. Porque o acusado, por ser maior de idade, não pode ser imaturo como esses meus amigos? Porque ele tem que ser tratado como “homem” e os namorados das amigas de Ana eram tratados como “moleques”?
  Onde está a sociedade não preconceituosa, não machista, moderna, cabeça aberta e igualitária que eu pensava que existia? Onde está o direito de amar e ser amado com liberdade? Para mim essa atitude foi mais homofóbica do que simplesmente cumprimento de lei. Se fosse um casal hétero não ia ter problema. Casos assim têm que ser tratados com individualidade, não podem deixar o moço passar (que seja) 2 meses na prisão por beijar o garoto.


  Eu espero, de coração, que responsáveis por esse caso tomem a decisão correta baseada não só na lei, como no bom senso.

*Ana pediu para mudar seu nome para não expor sua vida pessoal.


Olha que legal o link que eu achei: MOVIMENTO DA DIVERSIDADE SOCIAL (MDS) do Rio de Janeiro.




obs.: Eu não acredito 100% nos portais do G1 e da Band, mas se vocês ignorarem a maneira que a mensagem é passada e pegar só as informações (e se quiserem procurar outras fontes sobre esse caso), vão ter apenas o ocorrido, incluindo os dados e falas dos envolvidos, com o delegado.

domingo, 31 de outubro de 2010

Pela voz e bem dos brasileiros.


   
              
         Em 2002, quando Lula foi eleito pela primeira vez, eu só tinha 14 anos. Não sabia muito de política, mas eu sabia de algo importante: o Brasil é só um, todos iam ter o mesmo presidente e as conseqüências de um bom ou mau governo iam ser para todos, e não só para quem havia votado nele.

         Quando somos crianças reproduzimos o que ouvimos dos adultos. Ouvia de pessoas da minha idade: “espero que agora o Brasil se “perca“, para esse povo parar de ser burro”. Mas espera aí... Se o Brasil se “perder”, vocês não vão se “perder” também? Se a esperança do país ir pra frente não existia dentro do pensamento dessas pessoas, eu fico pensando, será que não seria melhor rezar, pedir a Deus um milagre do que ficar rogando praga?

         Em 2010, Dilma Rousseff foi eleita. E não posso negar minha satisfação de ver uma mulher, finalmente, no topo. Eu preferia que fosse uma mulher mais preparada, mas tudo bem, ainda é mulher! Eu tive aquela vergonha alheia quando vi uns vídeos de entrevistas e de discursos, mas Lula também nos fez pagar alguns micos e ainda assim, eu vi Lula segurar a barra em 2008 quando todos os países, inclusive os Estados Unidos, estavam em crise e sem emprego.

Eu tenho medo de que ela não saiba dizer não aos chefões (porque vocês não acham que são os presidentes realmente que governam, né?!), que ela fique amiguinha de Hugo Chávez e que haja uma mudança grande na maneira que dizemos o que pensamos (sim, estou falando de censura). Tenho medo que ela não saiba governar para nós.

No entanto, ainda tenho esperança pelo simples fato de que ela é gente e eu acredito em gente. E não foram só pessoas pobres e sem educação que votaram nela. Conheço pessoas inteligentes, formados em universidades, pensantes, formadores de opiniões que deram seus votos de confiança à eleita. E por isso que eu não acredito que ela seja de todo o mal.

Somos apenas um país, a partir de 2011 governados por Dilma Rousseff querendo ou não. E no fim das contas, como eu disse no começo, todos nós vamos sofrer as consequências. Então, nada de pensamentos negativos! Não é só de um presidente que um país é feito. Não quero ver ninguém de luto, ninguém dizendo que agora o Brasil já era. Não quero ouvir ninguém desanimado! Vamos continuar lutando todos os dias, fazendo nossa parte, trabalhando como nunca, estudando bastante para não nos deixar levar por manipulações de gente e mídia medíocre.

E assim como existirá uma só conseqüência para todos os brasileiros, todos nós temos também o direito de exigir que ela governe bem e para nós. Quem votou ou não nela. O Brasil inteiro. Somos nós que temos que ficar de olho!

Eu estou com muita esperança de que tudo vá bem e que seja quem estiver governando – seja Dilma ou seus companheiros – que façam o bem. Porque ela foi eleita presidente, e como tal tem que representar os direitos dos brasileiros e não os seus próprios. E vamos cobrar. E se depois de tudo minhas esperanças forem embora e eu passar por uma iludida, ingênua e infantil por ter escrito essas palavras, estarei preparada com minha tinta verde e amarela para sair nas ruas de cara pintada.




quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Manipulação midiática

         Quando o governo alemão começou a matar os judeus, a imprensa americana não noticiava como uma história importante e de interesse público. De acordo com o documentário Holocaust: The Untold Story (eu assisti no Newseum), as mortes eram noticiadas em pequenas notas nas páginas de dentro dos jornais. Quando já era tarde demais, os jornais importantes começaram a fazer desse assunto, primeira página. Motivo? Interesses pessoais.
         O que aconteceria se colocassem assim que soubessem nas primeiras páginas de seus New York Times e Washigton Post? Moveriam a opinião pública e poderiam ter conscientizado os cidadãos que algo não ia bem? Isso poderia mudar a política do governo? Poderiam ter evitado mortes e tanto sofrimento? Poderiam ter mudado o rumo da história mundial?


         Se você pensa que está muito longe da nossa realidade e que isso não vai se repetir porque foi há muito tempo e que hoje a comunicação e a tecnologia fazem as informações serem mais certas e que não dá para esconder nada... Está enganado. Por exemplo, durante 12 anos a rede CNN monopolizou as imagens da Guerra do Golfo e o mesmo aconteceu na guerra do Iraque (isso se não está acontecendo também nesse momento, o que não duvido). As guerras, para os americanos, são como seu governo quer que seja. Muita glória, poucos soldados mortos e nenhum civil afetado. E a realidade não é essa. Isso porque estamos falando de uma guerra! Imagine qualquer outro assunto que quiser, a facilidade que um canal de televisão tem para esconder um escândalo, por exemplo.


         Saber disso tudo te faz sentir uma vítima? ( ) sim ( ) não ? Se não, ótimo. Se sim, não deveria. Admito que a mídia tem sua parcela - alta - de culpa sim. Mas nós espectadores também. Nós somos os consumidores dessas informações e deveríamos escolhê-las bem, mas não fazemos isso. É muito mais fácil quando consumimos só o que nos oferecem, sem que seja feito um esforço para refletir ou buscar mais além do nosso jornal preferido. Então, considero o consumidor como cúmplice da manipulação da mídia. Se ninguém deixasse ela nos manipular, isso não aconteceria. 

         Ok, nem todos têm instrução para saber disso, então o que fazer? Nós, que temos boa educação, deveríamos começar a mudar um pouco. Se informar com mais de uma linha editorial (o que é isso?), duvidar de tudo o que dizem, ter sua própria linha de pensamento lógica e não fazer da opinião de um jornal, revista, político ou qualquer um, o seu ponto de vista. 

         Cúmplices sim, vítimas não. Você pode escolher. Não podemos fazer a mídia ser totalmente imparcial e independente, mas podemos nos adaptar a ela. Como países democráticos, de certa maneira, é bom ter dois jornais concorrentes falando do mesmo assunto sob pontos de vistas distintos. Assim podemos compará-los e decidirmos, por nós mesmos, o que é certo e o que não é. O que é verdade e o que não é. Já que a parcialidade existe, ainda bem que há vários de vários pontos de vista. Imagina se tivéssemos apenas um jornal com só um ponto de vista, o do governo, por exemplo? 
         Ficar parado, de braços cruzados, pensando na novelinha de hoje à noite e quem vai entrar no próximo BBB não é a melhor maneira de fazer o mundo andar pra frente. E se você realmente pensa isso importante e que você já faz sua parte, acho que se chegou até aqui é porque sabe que pode fazer melhor! Então FAÇA!!!


Nesse blog há artigos relacionados com essa linha de pensamento. Se ficou interessado, vai descendo e olhando para ver o que te interessa.






Como exercício, analize essa capa de um site de notícias, com o público alvo de homossexuais:



Como a mídia desvia sua atenção dos problemas importantes:


Uma tarde na frente do computador....



Você vai lá e clica ou no “beleza e motor” ou no “ator de ‘Força Tarefa’”... Ficha limpa? O que é isso?

Aí, você achando que vai tá informado por entrar no terra.com.br vai lá e clica nas 100 namoradas e mulheres de personalidades... 


Eleições no senado do Pará? Pará? Onde fica isso? E o que diabos é Senado?

Aí você continua nos sites jornalísticos...
Daí você pensa um pouco e... Olha!!! Eu quero saber o que vai acontecer mais tarde na minha novela... Depois eu volto e leio sobre a Ficha Limpa...

Mais tarde...
 
Depois...
 

Depois você vai dar uma olhadinha o que tá é TT no twitter de hoje...
 

E a Ficha Limpa? Ah, esquece... Vai começar minha novela na televisão, por isso vou ter que desconectar! Beijos...




domingo, 26 de setembro de 2010

Como tomar decisões certas?

esse texto é grande, se você não tem paciência, tempo ou vontade de ler tão grande, há uma versão mais curta (mas não tão legal), clique aqui.



Quando comecei a “frequentar” redes sociais que davam a opção de colocar no perfil “Tenho um lado espiritual independente de religiões” (Orkut) foi mais ou menos a mesma época que eu abandonei meu rótulo de católica. Não tentei outra. Não fui em busca de centros espíritas, igrejas evangélicas nem procurei o Candomblé. Simplesmente comecei a adotar o “lado espiritual independente de religião”. E esse lado me fez questionar o que é certo e o que é errado, de acordo com as leis do homem e de Deus (eu acredito em Deus, você pode acreditar no que quiser e ainda se identificar com esse post, porque eu não falo de religião como instituição).

Não que religião seja ruim. Não é. E esse post não é para te convencer do contrário. Apenas não é uma escolha minha, mas respeito totalmente se você é uma escolha sua. Mas eu gosto de me sentir livre para acreditar em tudo o que eu quiser. Não gosto da ideia de não acreditar em algo que acredito, que faz sentido e que tenha lógica pra mim, só porque alguém disse que não. Liberdade. Eu adoro liberdade. E como eu gosto de liberdade, comecei a pensar nela, de um tempo pra cá. Liberdade é fazer tudo o que queremos, sem pensar em mais nada? Será? Como tomar decisões certas?

Gosto tanto de liberdade que já bati boca com um francês porque ele disse coisas super preconceituosas sobre homossexualidade e mencionou que um colega “negro, assim, como eu”, que era vegetariano e budista “onde já se viu... negro e budista?”, disse ele que era a mesma coisa de um japonês começar a fazer macumba. Eu disse a ele que religião não tinha nada a ver com cor da pele ou lugar onde nasceu, religião tem a ver com fé e o que está dentro do seu coração.

Aqui eu não digo o que é certo e o que é errado, porque na verdade não há verdades absolutas. O problema é que às vezes algo nos é imposto e não entendemos porque e nem concordamos com isso. Aí que entra a liberdade. Nossa sociedade está cheia de tabus, crenças e principalmente julgamentos que não fazem sentido, pra mim. Há muitas atitudes que tomamos e que não faz mal pra ninguém, mas a sociedade julga. Há pessoas que ficam sempre julgando o próximo e param de pensar em si.

O quão vazio é um ser que vive para criticar os outros? E a religião ajuda muito isso. Não todas e nem todos os religiosos, mas alguns que incomodam por muitos. Tenho amigos que sofreram ou sofrem por não seguirem um padrão que a religião e/ou sociedade exige. E sabe o que é o pior? Muitos deles, as próprias famílias são as que julgam. Sendo que essas são pessoas de corações maravilhosos e que eu, no meu humilde julgamento, acho que vão para o céu muito mais rápido do que os parentes deles que os julgam. Muita gente que vive aparentemente sob regras divinas, mas por dentro estão cheias de ódio, rancor, raiva, infelicidade, inveja... É isso que Deus quer?

 Tudo o que acredito, e cada vez mais encontro exemplos de pessoas, é que o que vale é nosso coração e nossas intenções. Não importa se parece boa intenção, Aquele que nos vai julgar (seja lá qual for sua crença) não se importa com aparências. E por isso que devíamos usar mais de nossa consciência/coração e do nosso bem para espalhar o amor em nossas atitudes. Deus não está nem aí se você sai com seus amigos para uma festa se você não está fazendo nada de errado. Se seu coração continua puro.

Ah, falando em pureza, outra coisa. Eu adoro a pureza! Mas não a pureza da maneira que é conhecida. Para mim, de novo na minha humilde opinião, é muito maior que virgindade, celibato ou qualquer outra coisa socialmente imposta. Para mim, humildemente, pureza está em todas as pessoas que buscam a paz, que transmitem o amor, que tentam controlar seus sentimentos dentro de si. Não que os exemplos de cima não fazem parte da pureza, podem fazer sim, se você pensa assim. Mas é um conjunto. Não adianta você viver esperando casar para perder a virgindade sendo que toma atitudes que não condizem com a bondade citada anteriormente. Se o seu coração não está puro, nada deve adiantar a virgindade.

O que é certo e o que é errado? Desculpa... Eu não sei. Então como devo agir? Como você achar que é certo. Baseado na sua religião, na sua cultura, nas suas conclusões depois de refletir. Qualquer coisa que você achar certo... Não estou falando para sair matando todos que odeia ou agarrando todas as pessoas que te atraem no mundo só porque você acha que é certo. Há muitas coisas que nelas existe um porquê, outras que não. O que eu recomendo é que você coloque em uma balança o que você quer fazer o que deve ser feito.

Às vezes a balança vai oscilar um pouco mais pra um lado: a que você deve fazer. Nem sempre o que temos vontade de fazer é o certo, às vezes magoa pessoas, fere você mesmo física e moralmente, aos outros também, às vezes vão contra nossos princípios. O melhor seria que qualquer coisa que te desse um pouco de peso na consciência fosse motivo de reflexão, porque a consciência pesada é o primeiro passo que algo está errado. Mas não faça uma reflexão superficial. Não pense apenas nas consciências primárias, as mais óbvias.

Vou dar um exemplo de quando a balança, pra mim, oscila para o lado do “devo fazer”: Usar drogas. Eu já tive vontade de experimentar. Mas antes fiz algumas perguntas principais: Faz mal pra mim? E para os outros? Meus pais aprovariam essa atitude? Porque faço isso? Necessito fazer isso? Mas também fiz perguntas muito mais além: De onde veio essa droga? Alguém se machucou para consegui-la? Está dentro da lei? As pessoas que vendem são boas pessoas? Se eu comprar essa droga vou financiar um tráfico que mata pessoas inocentes (além dos não inocentes)?


E aí cheguei a conclusão que não quero experimentar. Não seria certo. Feriria pessoas, magoaria e decepcionaria pessoas que eu amo. Então tomei minha decisão. Para mim foi  certo, o que você acha? Se pensarmos apenas em prós e contras superficiais, as chances de só encontrarmos prós é muito grande. Para mim, as atitudes certas devem ser tomadas baseadas em muita reflexão e não só com argumentos primários e o que queremos dar. Temos que enfrentar a realidade assim como ela é: dura. 

 Mas outras às vezes a balança oscila um pouco mais pro outro lado, aquele que devemos fazer sim o que queremos. Muita coisa imposta por religião ou que são tabus sociais não fazem sentido nenhum, quando você sabe que está com a consciência tranquila. Caso você se sinta mal em fazer, não faça, mas se você quer e não vê problema, já parou pra pensar nas consequências, se fere ou não o outro ou a si mesmo, acho que você tem que fazer mesmo. Sempre com responsabilidade e também pensando no outro.

Quando a balança oscila para “o que quero fazer”: ir a uma festa com meus amigos. Faz mal pra mim? E para os outros? Preciso fazer tudo o que todo mundo faz nessas festas? Meus pais aprovariam o que eu estou fazendo nessa festa? Vou me divertir de verdade? Necessito fazer isso, por mim ou pelos outros? Mas também faço perguntas mais além: Eu vou me machucar? Sei me comportar? Está dentro da lei? Meus amigos são legais? Vou machucar alguém (eu) indo?

Mas acho que a maioria das vezes a balança vai ficar no meio. É aquele meio termo difícil de encontrar, mas que, sim, existe. O meio termo entre o que queremos fazer e o que se deve fazer.  Abrir mão de alguma coisinha por algum motivo porque julga ser errado, mas também não deixar de fazer tal coisa porque é considerado errado por sua religião ou circulo social.

Meus exemplos são muito gerais, mas é só para que comecem a pensar. A festa do colégio, por exemplo, pode ser extremamente divertida, mesmo sabendo que nesses pequenos encontros que as coisas “erradas” começam a aparecer. Só porque você quer ir, não precisa fazer o que todos fazem, precisa? Porque não pode ir a festa e ficar com seus amigos e por exemplo, recusar uma bebida alcoólica? Esse lance de estar fora da rodinha é ridículo e já está fora de moda. Hoje em dia, quem exclui pessoas por não fazer o que todos fazem é quem é considerado um “loser”. E se no seu grupinho não é ainda, você pode começar a propagar a ideia. Normalmente dá certo, tem várias pessoas que pensam que fazer coisas porque os outros querem é idiotice, é só olhar e conversar com as pessoas ao seu redor que você encontrará pessoas que pensam como você. ;)

Finalizando, então: para tomar atitudes corretas (mas lembre-se que somos seres humanos e amamos errar) temos que partir do princípio que vivemos em sociedade e sem essa não praticamos o que mais gostamos de fazer: socializar. Então nossas atitudes devem ser baseadas no nosso próprio bem - porque também fazemos parte dessa sociedade – e no bem dos outros. Pensar é difícil e meio chato no começo, mas depois que começamos a ver que pensar melhor antes de agir pode nos originar frutos deliciosos, você vai querer fazer isso toda vez. E lembre-se sempre que ninguém é obrigado a fazer nada por causa dos outros. Nem beber para ser legal no grupo nem deixar de ir para uma festa porque é pecado.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Quem nunca gostou de nada babaca, que atire a primeira pedra.


Cara, as pessoas têm mania de criticar tudo, né?! Criticam os políticos, os jogadores de futebol e o técnico, criticam o ensino e os hospitais públicos, os particulares também. Hoje eu recebi essa imagem por MSN:

Parabéns pra quem fez isso, MUITO criativo chamar o 'ator em alta' de viado, realmente, ninguém nunca pensou nisso e vai ficar pra posteridade, como obra de arte, esse seu banner! Ah, e obrigada por me convencer a não ir ao cinema só porque ele é viado. 

Claro que tudo isso que eu falei foi irônico. Logo me veio na cabeça algo assim:
Bom, eu não tive nenhuma intensão de ser criativa.
(eu tive que mudar uma palavra porque ela não estava adequada).

Bom, foi algo bem rápido que eu fiz, meio no improviso, só pra demonstrar minha indignação. Não, cara, eu não sou fã do Crepusculo, eu nem ao menos gosto de vampiros pelo simples fato de eu não gostar de monstro e vampiro pra mim é monstro. (Pra mim, quem gosta de ver sangue, pessoas morrendo e vivos mortos são pessoas que precisam de tratamento, traumatizadas com algo, sei lá, mas, estou aqui pra denfender um ponto) 

No entanto, as pessoas vêem essas imagens (essa 1a imagem) como uma coisa "super legal  YEY", e ficam divulgando algo tipo isso. PARA, CARA, VOCÊ TEM QUE ARRUMAR OUTRA OCUPAÇÃO!!! 

10 motivos que eu acho que esses caras são babacas:

1: VAMPIROS NÃO EXISTEM!!! Desculpa se eu estraguei sua fantasia, mas VAMPIROS NÃO EXISTEM, assim como feiticeiros, ogros, super heróis, dragões e guerreiros interestrelares, então, assim como eu posso fazer meu Papai Noel ser VERDE LIMÃO - não a roupa, ELE -, as pessoas podem inventar qualquer coisa que querem para um vampiro. Só porque o SEU vampiro é cheio de sangue e nojento, não significa que um limpinho seja viado e nem venha me falar que vampiros são figuras criadas há anos por isso são clássicas e tal... Cada um tem liberdade de fazer o que quiser com as imagens. Se eu posso desenhar um PÁSSARO, uma PESSOA ou um OBJETO que EXISTE como EU quero, imagina uma coisa que NÃO EXISTE, mesmo se outras pessoas inventaram há séculos? 

2: E mesmo se for gay, qual o problema? Você não tem amigos gays pra saber que eles, assim como os héteros, podem ser pessoas fantásticas? Os gays não podem ser felizes, agora? Não podem viver livres por aí? É isso que você insinuando? Que ser viado é ruim e ser machão cheio de sangue é bom? Reveja seus conceitos. Não estou falando que EU estou certa, mas talvez você precise pensar um pouco mais.

3: Meu filho, autor de piadas desse tipo: vai dizer que você nunca gostou de nada babaca quando era mais novo? Ou até hoje mesmo. Cara, se você não gostava/gosta de nada trash você não sabe o que tá perdendo. A MELHOR parte é ficar mais velho e rir disso. Aproveita a vida, meu filho, ficar pensando no que os outros vão pensar definitivamente não é a melhor maneira de viver feliz.

4: Só um conselho, cara... Porque você não simplesmente ignora? Eu não gosto do livro/filme e de outras coisas, me incomodo um pouco com a publicidade que essas coisas que EU - leia-se EU - não gosto, mas eu IGNORO e sou MUITO feliz. Muita gente vem ficar me enxendo com esses assuntos, não pense que só vocês que são bombardeados desses cocozinhos publicitários, mas eu só ignoro. IGNORA, CARA....

5: Não é por nada, esse argumento é meio fraco, mas o VIADO ali pode escolher quem ele quiser pra ficar, homem, mulher, vampiro, vampira, lobo, sua mãe, sua irmã... Mas e você? Tá com essa bola toda?

6: Gosto é que nem... cheiro. Cada um tem o seu! Não adianta, meu, NÃO ADIANTA, todo mundo gosta de alguma coisa estranha. Se você gosta de rock 'n' roll, se acha super legal por ser alternativo porque conhece as bandas undergrounds e ter um cabelão, saiba que tem muita gente, como eu, que acha extremamente chato esse tipo de ambiente e você não é melhor só porque você gosta de algo mais clássico, que nossos avós gostavam. 

7: CADA PESSOA acha que o seu próprio GOSTO é melhor que o dos outros. Então porque perder tempo criticando? Vai perder tempo fazendo algo mais útil pelo mundo. As pessoas estão cansadas de ouvir crítica o tempo todo de quem sabe pouco. 

8: Se você quer "ensinar" alguma coisa sobre arte, cultura, esses lances todos pra mulecada de hoje, entra numa faculdade disso e vai ser professor de adolescente, cara, ou então, faz um blog, meu, é de graça! Faz um blog sobre coisas legais pra esse público alvo. (http://www.gabi.blog.br) Ou então, usa argumentos bons. Vai ensinando aos poucos os jovens, apresenta e indica o que você gosta, mas pode ser que a pessoa não queira ou não goste, use argumentos mais sólidos, mostra as opções pras pessoas. É facinho falar mal e não fazer nada pra mudar.

9: É muito fácil criticar, fazer piadinha das coisas que você não gosta. Quero ver você julgar o que você gosta. Quer ver você admitir que gostava de Backstreet Boys ou Britney Spears! Ah, e eu duvido você fazer isso na frente dos seus amigos mostrando um vídeo da sua coreografia de Backstreet's Back ou Baby One More Time...

10: O outro grupo/ a outra pessoa é sempre MENOR que você. Nunca as pessoas vão ser boas suficientes pra você, e aí você tira sarro, achando que com isso vai estar te deixando em um nível maior porque você não gosta de alguma coisa. Estamos no ano de 2010 e as pessoas ainda são burras suficientes pra não aprender uma frase que eu sei desde que eu nasci, mas não entendia muito bem, até pouco tempo atrás. GOSTO É QUE NEM CU, CADA UM TEM O SEU (desculpa pelo 'palavrão' :P). 


Se você acha que inferiorizando os outros vão te fazer melhor está muito enganado.

Tem uma frase que eu gosto muito de Voltaire que é "Posso não concordar com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo", deixa as pessoas em PAZ, cara... Do mesmo jeito que você tem direito de escolher a sua coisa idiota pra gostar, os outros também tem. Essa frase explica porque eu estou escrevendo esse texto, mesmo não sendo fã de Crepusculo e coisas como isso.

--> Pra mim, quem gosta de ver sangue, pessoas morrendo e vivos mortos são pessoas que precisam de tratamento, traumatizadas com algo... Brincadeira, mas EU não gosto e mesmoa ssim estou aqui pra denfender que você PODE gostar de QUALQUER coisa, até mesmo de ver sangue no cinema, se você quiser.

Deixa as pessoas em paz!!!
Vá cuida da sua vida!!!

Vai parar de ver os filme pra criticar depois! Vai parar de ouvir música pra criticar depois! O mundo já tem tanta coisa errada, você  não vai conseguir mudar criticando, se não tomar uma atitude!  O mundo já tem coisa errada suficiente pra você ficar criando mais uma...


Eu espero que isso que eu escrevi tenha aberto a mente de vocês... Eu não ligo pro que vocês gostam ou deixam de gostar, o importante é respeitar a opinião e gosto dos outros. 

Um exercício de pessoas sanas e não hipócritas....
Vou começar, vocês seguem o exemplo nos comentários.

Quando eu era pequena eu escutava Backsteet Boys e dançava É o Tchan e todas aquelas músicas que vieram com eles, como Papo de Jacaré. 
Hoje em dia eu gosto de iCarly, Hannah Montana; escuto às vezes bandas coloridas e Nx Zero. 

Infelizmente, não tenho nenhum vídeo pra compartilhar (sorte minha haha)

Vocês acham que eu não fico envergonhada? Fico, mas não sou hipócrita. Eu dei esses exemplos porque são algumas coisas que são criticadas, mas eu gosto de coisas que não são tão criticadas, mas tem gente que acha tosco.



 
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